<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992</id><updated>2011-10-06T10:44:26.852-03:00</updated><title type='text'>Gazeta da Melancolia</title><subtitle type='html'>"E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós."

Gibran Khalil Gibran - O Louco</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>97</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-5567457014472757971</id><published>2010-09-04T00:19:00.003-03:00</published><updated>2010-09-04T00:26:53.830-03:00</updated><title type='text'>Aonde foi o Dimitri?</title><content type='html'>Fui abandonado pelo Dimitri. Já há algum tempo que ele não aparece, não visita. O que pode ter acontecido com ele? Morto? Indigente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, é meio óbvio: eu o abandonei. Dei as costas ao meu melhor amigo, meu irmão de sangue, carne e osso. Depois de um tempo juntos, dividimos nossas personalidades, e ele decidiu percorrer outros caminhos, e o respeitei. Mas foi egoísmo meu, respeita-lo assim. Não por que ele não merece esse respeito, mas pelo que eu senti; deixei-o ir por querer, eu mesmo, um tempo meu, com os meus, com minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pobre foi-se assim, e eu só lhe disse boa viagem. Foi quase como dizer "não preciso mais de ti".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas preciso. Amo-o mais que a mim mesmo. E, em meu egoísmo, esqueci do seu. Em meu egoísmo, esqueci que ele também me ama, e precisa de mim mais do que tudo neste (e no seu) mundo. Ele precisa de mim para respirar, para sorrir, para que minhas mágoas alimentem suas cores e raios; seu mundo distorcido, o único lugar onde se sente pleno e satisfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meu egoísmo, esqueci do seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-5567457014472757971?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/5567457014472757971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=5567457014472757971&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/5567457014472757971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/5567457014472757971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2010/09/aonde-foi-o-dimitri.html' title='Aonde foi o Dimitri?'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-6446766305274232292</id><published>2010-03-13T10:44:00.003-03:00</published><updated>2010-03-13T10:47:38.350-03:00</updated><title type='text'>As poderosas ruas de Malta</title><content type='html'>Adriano caminhava indolente pelas ruas de Valetta. Tarde da noite, as ruas estavam desertas. As pessoas acordam cedo em Malta, e durante a semana, poucos se aventuram à noite. Não, não é perigoso ou violento. Simplesmente não gostam de trabalhar com sono ou ressaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não seja perigoso, não dá pra deixar de ter cautela. Estar preparado é um lema escoteiro que se aplica em qualquer situação, qualquer nação e para quaisquer pessoas. Eis o problema de Adriano: a indolência. Ele sempre achou que não precisava desta atenção ao seu redor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriano era naturalmente forte: alto e de ombros largos, tinha braços e pernas compridos. Rosto de mármore, queixo quadrado e protuberante, não andava curvado e sim com uma postura de atitude. Acostumou-se desde pequeno a portar-se desta forma com seu pai, ex-pugilista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isto, ele não tinha muitos problemas. Não era o biótipo de quem era procurado por criminosos da noite maltense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Adriano não sabia artes marciais. Nunca frequentou uma academia. Quando criança, chegou a praticar futebol e hóquei, esportes dos seus ídolos. Só que nunca desenvolveu um vigor atlético de destaque. Era pura aparência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com todas estas características, Adriano percebeu os garotos à sua volta tarde demais. Crianças, não pareciam se aproximar dos dezoito. Mas eram vários. Apesar de sua pouca experiência com brigas de rua, ele conseguiu mantê-los longe, com uma mistura de finta, empurrões e corrida, até chegar na casa de sua amiga Maria. Ainda chegou a ver os garotos virando à esquina, mas eles souberam que não adiantaria. Maria já abria a grade que a separava de seu amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E admirador. Adriano, embora nervoso e taquipneico, percebeu uma boa oportunidade para se aproximar de Maria. Abraçado à sua musa, começou a beijar o lóbulo de sua orelha direita, enquanto exagerava voluntariamente a tremedeira de sua mão esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um misto de pena e excitação, Maria cedeu à primeira vez que Adriano apertou sua bunda. Aos beijos e carícias, convidou-o para seu quarto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-6446766305274232292?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/6446766305274232292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=6446766305274232292&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/6446766305274232292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/6446766305274232292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2010/03/as-poderosas-ruas-de-malta.html' title='As poderosas ruas de Malta'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-365764344536327652</id><published>2010-01-16T21:03:00.001-03:00</published><updated>2010-01-16T21:05:53.037-03:00</updated><title type='text'>O primeiro e único imperador de uma nação</title><content type='html'>Houve um louco. Bem, para todos ele era considerado louco. Mas para si, ele era um rei. Um imperador, mais especificamente falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua rotina era rígida: O imperador acordava cedo, e inspecionava os funcionários públicos de seu império todas as manhãs, de domingo a domingo. Caminhava pelas ruas e exigia respeito. A maior parte do tempo, conseguia. Quando não, ignorava. Sabia de seu posto e era o que importava. Os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;loucos&lt;/span&gt; que negavam recebiam seu perdão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o melhor imperador que uma nação pôde querer. Ele exaltava a pátria. Honrava seus cidadãos. Lhes dava ânimo e estímulo para reivindicarem aquilo que lhes faltava. Além de rei, ele era um símbolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em toda a sua vida, os poucos que ousaram lhe questionar eram repreendidos pelos outros que o admiravam. Ele foi, para todos os efeitos, um bom rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro e único imperador daquela nação morreu sem herdeiros. Na sua lápide, lê-se: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o Imperador não matou, não roubou e não expulsou ninguém de seu país. Não poderíamos dizer isso da maioria dos indivíduos que exerceram seu cargo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(192, 192, 192); font-style: italic;"&gt;Uma homenagem ao &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Joshua_Norton"&gt;homem&lt;/a&gt; cuja história me fez chorar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-365764344536327652?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/365764344536327652/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=365764344536327652&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/365764344536327652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/365764344536327652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2010/01/o-primeiro-e-unico-imperador-de-uma.html' title='O primeiro e único imperador de uma nação'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-5084991683689455967</id><published>2009-09-25T22:35:00.003-03:00</published><updated>2009-09-25T22:41:40.218-03:00</updated><title type='text'>1996</title><content type='html'>Há alguns anos - quase quinze - era comum encontrar pessoas em grupo, nas ruas da cidade. Eram pessoas com interesses em comum, os mesmos talantes culturais. Sentavam-se em uma lanchonete, uma praça, mesmo uma escadaria, e passavam horas juntos. Conversando, bebendo, fumando cigarros, trocando conhecimentos. Do final da tarde às duas da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então iam para casa, e alguns se telefonavam. Conversavam mais um pouco e tinham ótimas noites de sono. Victor era uma dessas pessoas. Seu grupo de amigos era composto por alguns colegas de escola, mais alguns vizinhos, e eles sempre se encontravam para debater qual a melhor banda grunge, ou para avisar que o novo disco do Blind Melon havia chegado ao Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus pais sabiam que eles tomavam cerveja (e vodka, algumas vezes) para enfrentar o frio da noite, mas culturalmente isso não parecia tão errado. Era até tradicional que jovens fizessem isso. Estavam seguros em grupo, moravam perto uns dos outros, e nunca acontecera nada que abalasse a estabilidade familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa noite, os seis amigos estavam na mesa de piquenique ao redor da lagoa, quando Victor notou que Samanta sentia frio. Ele usava uma camisa de flanela, quadriculada, amarrada à cintura, e viu nisso uma chance de agradá-la. Aproximou-se e cobriu-a com a camisa, mas quando voltava ao seu lugar, Samanta segurou sua mão. Falando baixinho, embaraçada pelos outros amigos, ela pediu para que ele a abraçasse, o que ele o fez &lt;span style="font-style: italic;"&gt;pronto&lt;/span&gt;. Um dos amigos entoava uma balada no violão, bastante conhecida à época. Já estava perto do final da música quando Samanta perguntou o nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Saint Andrew's Hall" respondeu Victor em seu ouvido. E, afinado, acompanhou a música baixinho, apenas para que ela o ouvisse. Samanta fechou os olhos e viu cores. Faixas verdes, amarelas, rosas... Cores vivas. Repentinamente sentiu calor, e percebeu que Victor a abraçava com mais intensidade, mais próximo de seu corpo. Sentados, ninguém percebia que estavam trocando carícias, e os postes não iluminavam tão bem assim aquela área do parque. Foram se abraçando, a barba de Victor arranhando suavemente seu pescoço. Samanta queria beijá-lo ali mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Victor continuava a cantar a balada em seu ouvido. "You should have been in my shoes yesterday", enquanto o amigo solfejava o violino comum da música, ao mesmo tempo que tocava os acordes finais. Samanta estava em êxtase, e não pensava em mais nada a não ser deitar-se com Victor na grama, naquele momento. Jovens, cheios de desejo e vontade de quebrar regras. Ao final da música, Samanta virou sutilmente o rosto para aproximar sua boca da de Victor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Victor simplesmente não se arriscou. Sua auto-estima não permitia tais aventuras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-5084991683689455967?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/5084991683689455967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=5084991683689455967&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/5084991683689455967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/5084991683689455967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2009/09/1996.html' title='1996'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-8329239073010940290</id><published>2009-09-11T23:30:00.001-03:00</published><updated>2009-09-11T23:30:21.519-03:00</updated><title type='text'>Inversão</title><content type='html'>Mas o que ele poderia fazer? Ela estava lá, sentada, olhando para o chão com uma triste expressão que parecia dizer: "Estou sofrendo tanto quanto você". Mas ela sabia que não estava, e ele também. Ela só não queria mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não conseguiu nem parar e raciocinar; descobrir o que poderia fazer pra que ela mudasse de ideia. Pra ele, parecia absurdamente plausível que tudo merece mais uma chance. "Vamos tentar mais, talvez agora funcione". Mas não conseguia parar e raciocinar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele parava, respirava fundo, fazia uma cara de reflexivo. "Vamos conversar, descobrir onde foi...", mas nada adiantava. Ela interrompia quaisquer de suas frases, meneando a cabeça e dizendo "não, não dá mais". Ele parou de insistir quando ela tornou-se estúpida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se, pediu um último beijo - que foi negado - e um último abraço - que recebeu. Olhou para a porta, e começou a caminhar em sua direção. Parou, tateou o bolso direito; nada. No esquerdo, encontrou os cigarros e o isqueiro. Acendeu um, tragou de modo a ressonar no ambiente. Ela até se assustou com o barulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sabe" disse, com as lágrimas nos olhos. "Não imaginei que fosse acabar assim. Mas acho que nunca é como imaginamos, não é? Quer dizer... O tanto que te perdoei; e hoje eu não mereço esse perdão". Ela não levantou os olhos. O chão parecia mais interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sair do prédio, pensou consigo mesmo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Coitada. Eu sei como é horrível dar esse tipo de notícia".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-8329239073010940290?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/8329239073010940290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=8329239073010940290&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/8329239073010940290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/8329239073010940290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2009/09/inversao.html' title='Inversão'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-106773586977647563</id><published>2009-09-06T12:48:00.000-03:00</published><updated>2009-09-06T12:49:50.709-03:00</updated><title type='text'>Homenagem ao dia do Sexo</title><content type='html'>A noite começou bem: cheguei cansado do trabalho, mas satisfeito por causa de uma reunião bem-sucedida. Ela já estava em casa, e estava cozinhando. De minissaia e uma camiseta apertada, deslumbrante. Poucas coisas me excitam mais do que vê-la casualmente sexy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia feliz, perguntando do meu dia, conversando. Comemos o spaghetti com um pouco de pressa, pois estava claro o que realmente queríamos. Ela me esperou tomar banho, e quando saí apenas com a toalha enrolada na cintura, levantou-se e me beijou. Me puxou vagarosamente pra cama, e começou a me dar prazer. Acho que, nestes cinco anos juntos, ela descobriu umas dez fantasias minhas. Satisfez todas, nesta noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais de uma vez, inclusive; ela estava louca, quase me matou na cama, e repetiu. Entrei no jogo, claro, pois é este tipo de situação que deixa o casamento mais interessante, e mantém "a chama acesa". Quando se mora junto, você precisa dessa chama tão quente quanto possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo que terminamos, ela aconchegou-se ao meu ombro e adormeceu brincando com os pelos do meu peito e falando que era louca por mim. Não caí nessa, claro. Acho que na hora que saímos da cama pro carpete, eu percebi tudo: ela estava o tempo todo pensando no novo colega de trabalho. Essa vagabunda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-106773586977647563?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/106773586977647563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=106773586977647563&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/106773586977647563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/106773586977647563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2009/09/homenagem-ao-dia-do-sexo.html' title='Homenagem ao dia do Sexo'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-2902853077737351818</id><published>2009-04-15T16:57:00.006-03:00</published><updated>2009-04-15T18:12:50.072-03:00</updated><title type='text'>Lendas da Internet - Episódio 1</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As aventuras de um jornalista rockstar na web 2.0.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram três da manhã, quando meu telefone tocou. Eu ainda não dormira; acabara de finalizar um artigo para o blog no qual eu trabalhava na época. Era um site de um jornal, e algumas colunas haviam sido substituídas por blogs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era Lindolfo, no telefone. Falava com uma voz meio grogue, e dava pra ouvir o som de fundo, das guitarras e da bateria. Jones era um bom baterista, mas quando batia umas duas da manhã, ele ficava meio tonto, e isso cortava o ritmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;- E aí, cara? Como vai essa força?&lt;br /&gt;- Lindolfo, são duas...&lt;br /&gt;- Lindolfo não, pô! Quando tô com a banda me chamo Lindie, lembra?&lt;br /&gt;- São duas da manhã. Eu acabei de terminar um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;job&lt;/span&gt;. Deixa eu dormir!&lt;br /&gt;- Escrevendo?&lt;br /&gt;- Não, girando realejo. Babaca! Eu sou jornalista, não sou?&lt;br /&gt;- Ok, ok! Olha, é justamente isso que quero falar contigo. Sabe o Jones? Ele teve uma idéia sensacional: o que você acha de entrar na banda?&lt;br /&gt;- Ok, eu quero sim. Vou tocar fagote?&lt;br /&gt;- Fagote?&lt;br /&gt;- É, filho da puta. Fagote. O que porra te faz pensar que eu sei tocar alguma coisa de rock, pra tocar na tua banda?&lt;br /&gt;- Eu não falei nada sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tocar&lt;/span&gt;! Eu te chamei pra entrar na banda. A idéia do Jones é que tu fiques de cima do palco, escrevendo artigos pro nosso blog. Tu vais ficar lá, sentado, digitando no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;notebook&lt;/span&gt;. Aí publica em tempo real como está sendo o show. É uma espécie de “Quase Famosos” da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;web 2.0&lt;/span&gt;! Fica escrevendo no blog, e entre um parágrafo e outro, publica algo no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;twitter&lt;/span&gt;, pra falar que o show tá legal, que o bar tem clone de chopp, essas coisas. Aí quando acabar o show, tu publica o artigo, e vamos embora. Pode parecer estranho pro pessoal, ver alguém digitando, mas podem até pensar que é um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sampler&lt;/span&gt; ou coisa do gênero. Que tal, heim?&lt;/blockquote&gt;Eu não podia acreditar. O bom baterista da Opposite era um gênio da internet. Daqueles que pensam num conceito leve, rápido e certeiro, e isso vira um negócio bilionário. Tipo o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Google&lt;/span&gt;, ou o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Twitter&lt;/span&gt;. Aceitei na hora, né? O primeiro concerto foi num bar aqui perto da minha casa, onde eles costumavam tocar no início da banda. O bar encheu bastante, pois eu fizera uma ótima campanha digital, com direito a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Twitter&lt;/span&gt; e artigos em vários blogs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, me senti meio desequilibrado. Nunca estivera em cima de um palco antes (salvo na faculdade), principalmente como um membro da banda. Algumas garotas até olhavam pra mim, embora eu pouco pudesse ver com tanta luz. Quase começo a apoiar a decisão de Lindolfo de mudar seu nome pra Lindie. Estar no palco dá uma sensação de que a gente precisa ser especial, diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecei publicando alguns tweets. Falando de como estava o show, sobre a sensação de estar lá em cima. A banda me autorizara inclusive a criticar. Os engasgos de Lindie. A tontura de Jones. Até a embriaguez do guitarrista, que o fazia errar notas elaboradas. Tirei algumas fotos da minha estação de trabalho, com a banda ao fundo, pra provar que era real o que eu estava fazendo, e publiquei no flickr pra mostrar pra todo mundo. Depois tirava fotos da platéia, mostrando “gente bonita”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do show, o site da banda tinha recebido cerca de quatrocentas visitas. Ora, numa madrugada de quarta-feira, o site de uma banda relativamente conhecida não chega nem a cinquenta. Foi impressionante. No dia seguinte, chegamos a mais de mil e duzentas, o dia todo. Diversos usuários começaram a seguir nosso twitter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próximo show foi lotado. Uma fila se estendia pelo quarteirão. O gerente do bar havia oferecido um espaço perto do balcão pra mim, mas Jones e Lindolfo – Lindie – fizeram questão de que eu ficasse no palco. Fazia parte do conceito da coisa. Os seguidores do twitter ficaram publicando o tempo todo que iriam acompanhar, e eu decidi uma coisa: publicar vídeos de baixa resolução de uma ou outra música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava me tornando um multitarefas incrível. Filmava com o celular (pro vídeo ficar pequeno e publicar no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;youtube&lt;/span&gt;), batia fotos com a câmera digital, escrevia artigos e mandava pequenos tweets, num show de cerca de duas horas. Não era difícil, só desconcentrava um pouco. Decidimos que nos shows seguintes iríamos contratar um fotógrafo amador, que me passaria as fotos a cada dez minutos. Quantidade de visitas nessa noite? Mais de dez mil, apenas entre dez e duas da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um mês, que contou com oito shows desse tipo, as propagandas no site somadas à minha comissão por ser “da banda” já tinham superado meu rendimento mensal lá no jornal. Meu chefe entrou em contato, e conversando sobre isso, ele me ajudou: iria liberar minhas manhãs posteriores às noites de concerto. Isso iria reduzir pouquíssimo minha remuneração, mas valia a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei famoso também. Jornalistas, músicos, designers... Todos me conheciam, me procuravam, me convidavam pras festas. Eu tinha o que chamam de Whufie: uma espécie de capital social. Ganhava presentes, e tudo mais. Alguns me tratavam como membro da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu decidi sair. Minha mulher estava ficando com ciúmes das &lt;span style="font-style: italic;"&gt;groupies&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-2902853077737351818?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/2902853077737351818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=2902853077737351818&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/2902853077737351818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/2902853077737351818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2009/04/lendas-da-internet-episodio-1.html' title='Lendas da Internet - Episódio 1'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-4281370810855000536</id><published>2009-01-23T08:24:00.001-03:00</published><updated>2009-01-23T08:26:51.382-03:00</updated><title type='text'>Lições Oportunistas I</title><content type='html'>Um homem chega a cumprimentar bilhões de pessoas em toda a sua vida. Entre elas estão algumas que poderiam se tornar seus melhores amigos. Outras poderiam vir a ser clientes excepcionais [e ricos]. Mais umas tantas que se encaixariam no perfil de seu grande amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria delas ele nunca mais encontra, pelo menos não em circunstâncias favoráveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procure aproveitar cada uma das pessoas que você cumprimenta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-4281370810855000536?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/4281370810855000536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=4281370810855000536&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/4281370810855000536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/4281370810855000536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2009/01/lies-oportunistas-i.html' title='Lições Oportunistas I'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-5787102779961474863</id><published>2008-10-20T22:04:00.000-03:00</published><updated>2008-10-20T22:05:26.382-03:00</updated><title type='text'>Dim</title><content type='html'>- Imma big guy, ya know? I mean... I know some people there are brains. Imall fats and muscles. Not that there's a problem, anyway... I guess th'world is made of these, ya see? So... Imma big guy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"My name is Dean. I guess mumma gave me that 'cause she knu I wasnt gonna be smart. Maybe she was trying to call me Dim. And ya know, this is the story of how my stupidity saved my ass.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"It all began with a girl. As always. Some day, I was gettin' back home from mumma's store, when my friend... I mean, Mark showed up:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Yo, Dean, mah man! Zup, dude?&lt;br /&gt;- Oh, hey Mark. How...how ya do?&lt;br /&gt;- Nice, bro. Look, ya know Bart and Jimi, dontcha? Well, ya doing anything tonight?&lt;br /&gt;- Well, ya know, Mark. I've got lots of things to do, I've got to... Ya know, watch TV with ma... No, I ain't got nothing.&lt;br /&gt;- Yeah, figured. You see, we're gonna have a party, tonight, and we thought - aye, lets call our good friend, Dean Mc... Mac... Dean. So, ya coming ovah?&lt;br /&gt;- Gee, ya, Bart and Jimi... Sure, Mark! I'll be there. Ya home?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And that was it. I'd got a party to go. The first of my life. And ya know, I was twenty five old.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-5787102779961474863?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/5787102779961474863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=5787102779961474863&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/5787102779961474863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/5787102779961474863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/10/dim.html' title='Dim'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-4612753099919675125</id><published>2008-10-05T20:35:00.003-03:00</published><updated>2009-04-15T18:17:23.048-03:00</updated><title type='text'>À noite.</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-size:180%;" &gt;Prólogo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;A noite&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproxima-se o final da tarde, e a bela luz do crepúsculo ilumina uma construção cinza, cujas paredes estão cheias de painéis feitos de papel colado. Papel este que se amarelou com o tempo, e quase nada exibe das propagandas políticas e publicitárias que já foram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem olha do Capibaribe, o largo estacionamento entre as portas do prédio e um alambrado composto de ferrugem torna-se parte de um contexto frio, apesar do clima tropical: a cidade morreu. Folhas e poeira dançam ao prazer do vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A antiga Estação Ferroviária Recifense já não funciona mais, já não recebe passageiros vindos do sul ou do norte. Aquele ponto do Nordeste não existe. Mas em momento algum isso significa que está deserto. Que não existe vida por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que o sol se põe, dois homens surgem rapidamente de uma viela e se jogam contra as telas do alambrado, escalando até pular pra dentro do estacionamento. Tornam a correr até atingirem as paredes do edifício. Parecem mesclar-se com a parede grafitada e descascando, por causa de suas roupas surradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escuridão favorece sua empreitada: eles começam a tatear a parede até que encontram um espaço mais fundo, por trás de um dos cartazes. Um deles saca o canivete retrátil e golpeia o papel grosso até que este se rasgue, abrindo um buraco onde ele enfia a mão e puxa um pacote marrom. Ouve-se uma gargalhada lunática até que o outro comece a puxar mais e mais pacotes de dentro do buraco.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;- Vamos ficar ricos, seu filho da puta!&lt;br /&gt;- Pega mais, me deixa pegar!&lt;br /&gt;- Cadê a mochila? Traz a mochila!&lt;br /&gt;- Caramba, tem mais de cinco quilos! Acho que vamos conseguir uns duzentos reais por isso!&lt;br /&gt;- Não exagera... Se começarmos vendendo caro, os chefões vão nos notar fácil!&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;A moeda desvalorizara muito nos últimos anos. Vários usuários de drogas trouxeram mais mercado para a cidade. Mais mercado, menores os preços. Não se vendia mais maconha em gramas. Apenas em quilo, pois não valia à pena vender menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dica daquela garota era correta. Eles tinham drogas para levantar dinheiro. E ela havia prometido, com mais dinheiro, ela daria mais informações. Iriam começar um negócio, e ela seria a líder. Eles não se importavam, contanto que tivessem seus lucros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado do rio, ela os observava com um sorriso. Seu plano daria certo. Ela escolhera os homens ideais para o trabalho. Não usavam a droga que moveria o negócio, logo não havia o risco deles consumirem. Em alguns anos, eles construiriam uma franquia interessante, e ela teria tudo para manter-se na cidade. Ela gostava da cidade, do modo como o vento e as lâminas d’água do mar acariciavam sua pele negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles já se preparavam para sair, quando ela percebera algo errado. O vento parara de soprar, mas as folhas e poeira continuavam em movimento, mais rápido que inicialmente. Pulara então para trás do prédio, relativamente alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos homens, o que estava carregando a mochila, decidiu olhar para trás e verificar se não esquecera nada. Sua cautela talvez tenha lhe salvo a vida: foi quando viu um homem grande, porém magro e silencioso vindo em sua direção. “Aonde pensam que vão com meu produto, cavalheiros?” – o tom cordial do gigante não lhes acalmou nem um pouco. Sacaram os canivetes.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;- Este bagulho não é seu, companheiro. Foi colocado ali há muitos anos.&lt;br /&gt;- Vocês não entenderam. Está em meu domínio, torna-se meu.&lt;/blockquote&gt;Antes que eles lhe perguntassem sobre o fato daquela ferroviária antiga ser seu domínio, uma luz surgia pela antiga ponte de ferro: era um carro. Atropelando o portão e quebrando assim a corrente que o selava, entrou no estacionamento freando entre seus comparsas e o homem. A moça misteriosa descia do carro de arma em punho, dizendo para eles entrarem.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;- Não precisamos desta hostilidade, Nikolai. Temos o que queríamos, e vamos embora agora. Garanto que eles não irão importuná-lo mais.&lt;br /&gt;- Amanhã, passe aqui e deixe uma corrente nova. Não preciso de mais que isso.&lt;/blockquote&gt;Entrando no carro, a mulher fez uma prece em latim, agradecendo a quem quer que escutasse por ter sido um erro pelo qual ela não pagaria caro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-4612753099919675125?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/4612753099919675125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=4612753099919675125&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/4612753099919675125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/4612753099919675125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/10/noite.html' title='À noite.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-3041044701033780832</id><published>2008-10-05T16:09:00.003-03:00</published><updated>2008-10-05T16:11:04.407-03:00</updated><title type='text'>Homage.</title><content type='html'>"Mas se eu pudesse a mágoa que em mim chora&lt;br /&gt;Contar, não a chorava como agora,&lt;br /&gt;Irmãos, não a sentia como a sinto!..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Canções que me fazem sentir melhor quando as coisas por trás do sorriso não estão bem".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-3041044701033780832?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/3041044701033780832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=3041044701033780832&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3041044701033780832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3041044701033780832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/10/homage.html' title='Homage.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-6312438030620216338</id><published>2008-09-27T02:07:00.002-03:00</published><updated>2008-09-27T02:12:17.401-03:00</updated><title type='text'>Levante-se</title><content type='html'>A queda parecia em câmera lenta. Ela via cada movimento, quase como se fosse uma espectadora. Mas não, era ela quem caía. Seu joelho direito batendo no chão, arranhando-se com a areia. Suas mãos sendo torcidas com o impacto, por tê-las usado para amortecer. Por fim, seu rosto indo direto de encontro à pedra fria, numa expressão de medo e surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começava a levantar-se. Uma mão, depois a outra - esta doía, provavelmente quebrada - ficando de quatro, até que ouve um barulho de motor e olha para o lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não daria tempo. Não adiantou cortar os &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);"&gt;cabelos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu após ter sido passada pra trás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-6312438030620216338?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/6312438030620216338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=6312438030620216338&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/6312438030620216338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/6312438030620216338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/09/levante-se.html' title='Levante-se'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-2342281097459926625</id><published>2008-09-06T20:22:00.002-03:00</published><updated>2008-09-06T20:26:04.086-03:00</updated><title type='text'>A vida te dá</title><content type='html'>Quando o vento resolver ser frio;&lt;br /&gt;a lua resolver não aparecer;&lt;br /&gt;a bebida resolver não inebriar;&lt;br /&gt;a rua resolver não te abraçar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu inventarei palavras sem sentido que só você compreenderá".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-2342281097459926625?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/2342281097459926625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=2342281097459926625&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/2342281097459926625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/2342281097459926625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/09/vida-te-d.html' title='A vida te dá'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-3709248393756865334</id><published>2008-08-27T10:40:00.000-03:00</published><updated>2008-08-27T10:42:57.209-03:00</updated><title type='text'>Epitáfio?</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um amigo meu, uma vez me disse:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;"Não é pressa não. Mas sei lá, seria bom deixar pronto, né? Então. A vida de algumas pessoas é massa. Eles têm um monte de coisa. Eles têm mulheres, dinheiro, viagens. Deve ser ótima mesmo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Só que eu sonho com tudo isso. A minha vida também é massa, me dá a chance de sonhar com essas coisas. De projetar, fazer planos que me levem a ter essas coisas. A meu ver, a minha vida não perde pra dessas pessoas, e se perde, é por pouco. Pouquíssimo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;E...? Eu iria dizer o quê, em meu epitáfio? Eu não sei fazer epitáfio. Então vou deixar minhas exigências. Não, minhas solicitações!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Primeiro&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;, que ninguém fique triste. É uma merda, você construir algo com uma pessoa, e de repente, ela some. Seria mais fácil se ela quisesse, e se houvesse a chance dela voltar. Mas não quis. E não há. Tentem compreender. Se houver algo depois, pra mim, vai ser melhor. Se não, então 'cabou, pô. Não vou estar reclamando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Segundo&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;, uma festa. Não, não pra comemorar, seu merda. Hehê, não. É, sei lá, pra se despedir. Eu odeio despedidas, mas adoro quando elas acontecem sem minha presença. Então organizem. Proponho que Kelmer a organize, ele é bom nisso. Mas tem que ter a participação de Nando, Junior, Ugu, Diogo, e até Bruno. Organizem aí. Os caras sabem o que eu iria querer ouvir e ver, e sentir e beber.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Terceiro&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;, divulguem. Não, não minha partida. E sim meu trabalho. Por trabalho, não falo apenas da carreira profissional. Divulguem o que eu fiz. Ora, eu sempre quis ser conhecido. Sei lá, pensem num projetinho, um blog, até uma comunidade no orkut, tipo: ‘O que ele fez que influenciou em algo, mesmo que pequeno’. E peçam pra galera comentar. A participação do mundo é imprescindível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;Talvez tenha mais coisa, Dimi. Mas sei lá. Deixo pra que você desenrole. Desenvolva. Isso é muito importante pra mim".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora, eu ri e mudei de assunto. Mas hoje, sinto vontade de fazer essas coisas. Cumprir estas solicitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, ele não morreu ainda. Nem vou cuidar pra que isso aconteça. Só tenho vontade de agradá-lo, e não queria esperar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-3709248393756865334?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/3709248393756865334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=3709248393756865334&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3709248393756865334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3709248393756865334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/08/epitfio.html' title='Epitáfio?'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-6750678347859540881</id><published>2008-08-02T23:25:00.002-03:00</published><updated>2008-08-02T23:27:32.742-03:00</updated><title type='text'>Creep</title><content type='html'>I don't belong here.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'm half the man I used to be.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Choose one, please.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And let the sun rise. Let it dawn. For you.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;'Cause for me, it's gonna be a nightmare, while for you, it's a dreamcometrue.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-6750678347859540881?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/6750678347859540881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=6750678347859540881&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/6750678347859540881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/6750678347859540881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/08/creep.html' title='Creep'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-1316196286017835155</id><published>2008-07-29T10:31:00.001-03:00</published><updated>2008-07-29T10:31:52.605-03:00</updated><title type='text'>Graduating...</title><content type='html'>Respirar.&lt;br /&gt;Tossir.&lt;br /&gt;Parar de tossir. É um grande passo. Para respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltar a viver, voltar a sorrir. Como dizem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;les clichés&lt;/span&gt;, uma nova etapa se inicia. Com gostinho de etapa antiga. Só que agora, ela é protagonista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado, céus. A etapa que sempre existiu nos arredores, coadjuvando, agora é protagonista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí vou voltar a respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que decidi parar de tossir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-1316196286017835155?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/1316196286017835155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=1316196286017835155&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/1316196286017835155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/1316196286017835155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/07/graduating.html' title='Graduating...'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-2472848158906626049</id><published>2008-06-29T20:28:00.001-03:00</published><updated>2008-06-29T20:36:17.699-03:00</updated><title type='text'>SA 4</title><content type='html'>- ...Manhã de domingo. Eu não sabia pra onde ir. Saí do quarto, me esforcei pra sair de casa sem meus pais verem. Quando piso no elevador, percebo que estava de samba-canção, camiseta regata e com o cabelo assanhado. Pelo menos deu pra limpar o olho, e a marca de baba na bochecha. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;God Save the Lift Mirror&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui atravessar a rua, então continuei caminhando pela calçada molhada - chovera durante a madrugada - e fria. As pessoas olhavam estranho pra mim, quando entrei no beco. Bati à porta e perguntei se conseguiria ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tem certeza que quer?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sabia&lt;/span&gt; a resposta. Só &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não sabia&lt;/span&gt; o que viria depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-2472848158906626049?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/2472848158906626049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=2472848158906626049&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/2472848158906626049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/2472848158906626049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/06/sa-4.html' title='SA 4'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-6083190215569562012</id><published>2008-06-29T11:21:00.001-03:00</published><updated>2008-06-29T11:21:34.359-03:00</updated><title type='text'>SA 3</title><content type='html'>...Eu sempre respondo: Tudo bem, tudo bem, eu faço.&lt;br /&gt;Só que eu não sei o que esperam de mim, o que querem que eu faça, o que querem que eu seja pra eles. E isso me enche, sabe? Me dá vontade de ir na esquina e ficar encostado no poste, enquanto eles procuram pela pessoa que faria aquilo. Não por mim, eles não procuram por mim. Eles perguntam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem era o responsável por isso?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tô pra ver o dia em que dirão: "é aquele ali na esquina".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-6083190215569562012?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/6083190215569562012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=6083190215569562012&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/6083190215569562012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/6083190215569562012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/06/sa-3.html' title='SA 3'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-8032922946034904784</id><published>2008-06-28T04:19:00.002-03:00</published><updated>2008-06-28T04:22:33.439-03:00</updated><title type='text'>SA 2</title><content type='html'>Não, não crio expectativas. Não me encho de esperanças. Organizo, preparo, e vou em frente.&lt;br /&gt;Mas em vez de projetar, eu preciso ir além. Em vez de ser designer, agir como artista. Só pra quebrar o gelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, quebrar o gelo, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nele esculpir o mais belo e pomposo cisne que já durou mais de um século nessa terra fria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-8032922946034904784?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/8032922946034904784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=8032922946034904784&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/8032922946034904784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/8032922946034904784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/06/sa-2.html' title='SA 2'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-3388096392674716148</id><published>2008-06-26T23:41:00.002-03:00</published><updated>2008-06-26T23:43:09.444-03:00</updated><title type='text'>SA 1</title><content type='html'>É, eu sou um viciado. Mas não sei como vim parar aqui. Tá tudo tão turvo.&lt;br /&gt;As coisas não podiam estar piores. Mas não estão, estão ótimas. O que está horrível é ter que aceitar a parte da bad trip. Pelo menos até o good arrive.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-3388096392674716148?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/3388096392674716148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=3388096392674716148&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3388096392674716148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3388096392674716148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/06/sa-1.html' title='SA 1'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-3334308467125396837</id><published>2008-05-25T11:43:00.000-03:00</published><updated>2008-05-25T11:44:11.109-03:00</updated><title type='text'>Don Juan</title><content type='html'>- Louco? Não, louco não. Tenho dificuldades em me concentrar na realidade como deve ser vista. Também não é como sob efeito de drogas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É como se, a cada minuto, raios viessem do nada, e incessantemente me pusessem à prova, não a mim, e sim à minha concepção de real, do Real. Mas eu não vejo raios. E não saio da realidade. Já tentou ouvir alguém falando por muito tempo, e perdeu a concentração com uma mosca? Pois é. Imagine isso a cada segundo, e não só com alguém falando. E não só com uma mosca. Esse é meu problema. E, incrivelmente, ao não me concentrar em nada, me concentro no todo de uma forma dinâmica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A vida passa como passam os segundos, e eu vejo universos nascerem e morrerem nesse tempo. Não enxergo bem, tenho patologias como miopia. Mas enxergo longe, pois não me atento ao que está à minha frente. Nem ao que está atrás disso, não, só me atento ao todo, já disse! &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Já disse&lt;/span&gt;! Então como posso viver desse jeito? Trabalhar, ganhar dinheiro? Não sei, não lembro de meu trabalho. Já fui carpinteiro, pintor, piloto. Já fui jornalista, assassino, empresário. Já fui estudante, ladrão, comerciante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nunca compreendi as coisas quando elas me apareceram; mas você também nunca viu universos nascerem ou morrerem."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-3334308467125396837?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/3334308467125396837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=3334308467125396837&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3334308467125396837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3334308467125396837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/05/don-juan.html' title='Don Juan'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-7627779065417997744</id><published>2008-05-14T21:29:00.002-03:00</published><updated>2008-05-14T21:34:32.495-03:00</updated><title type='text'>FIM.</title><content type='html'>Então... dificuldades existem, mas...pra quê?&lt;br /&gt;Para serem superadas, dizem uns. Hahá. Ou para dizerem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpa, Dimitri, mas hoje não foi teu dia.&lt;br /&gt;Tô escrevendo isso...&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/12/segunda-e-ltima-parte.html"&gt; Será que assim meu mundo me aparece?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-7627779065417997744?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/7627779065417997744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=7627779065417997744&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/7627779065417997744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/7627779065417997744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/05/fim.html' title='FIM.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-1233151460818568296</id><published>2008-05-11T20:05:00.001-03:00</published><updated>2008-05-11T20:07:26.304-03:00</updated><title type='text'>A imagem, o homem</title><content type='html'>"Se você não me ama, me deixe ir.&lt;br /&gt;E eu sou um escritor de ficções&lt;br /&gt;sou o coração ao qual você chama de 'lar'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E escrevi páginas e mais páginas&lt;br /&gt;Tentando te livrar de mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solte minha mão, por ternura&lt;br /&gt;E não me torture mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu sou o escritor de ficções&lt;br /&gt;sou o coração ao qual você chama de 'lar'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu sou o escritor, sou tudo que você esperava.&lt;br /&gt;Mas se você não me ama, me deixe ir."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele se tornou uma imagem, uma idéia. E diferente de todos os que fazem uma idéia para ser, ele sim, conseguia estar à altura dessa idéia. Mas ninguém comprara essa idéia, e ele acreditou que era por que ninguém gosta de uma idéia quando alguém consegue cumpri-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E morreu feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);font-size:78%;" &gt;Decemberists - The Engine Driver (adaptado)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-1233151460818568296?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/1233151460818568296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=1233151460818568296&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/1233151460818568296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/1233151460818568296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/05/imagem-o-homem.html' title='A imagem, o homem'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-7921648898284272105</id><published>2008-05-10T20:58:00.005-03:00</published><updated>2008-05-10T21:08:15.557-03:00</updated><title type='text'>O Escaravelho</title><content type='html'>Estava sentado, com uma blusa de veludo &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;vinho&lt;/span&gt; e uma calça &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;verde&lt;/span&gt;, meio &lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;brilhante&lt;/span&gt;, mas não era de vinil. Era só um&lt;span style="font-style: italic;"&gt; jeans&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;normal&lt;/span&gt;. Ele fumava muito, e eu me perguntava o motivo. Não podia ser só charme, até por que ele terminava tossindo bastante, fazia mal. Por que fumar, então?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente ele vive rodeado por pessoas, bebendo, mas não naquela noite. Ele estava sozinho, sentado e tomando um refrigerante. Acho que tinha acabado de chegar, e eu tive essa sorte. Ele havia colocado um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;jazz&lt;/span&gt; na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;jukebox&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Chummy Macgregor&lt;/span&gt;, e só batia levemente o pé no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua mesa ficava à frente do balcão, e foi pra lá que me dirigi, após pedir licença às amigas. Peguei uma cerveja e sutilmente comecei a dançar; era mais um &lt;span style="font-size:85%;"&gt;b&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;l&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;n&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ç&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o&lt;/span&gt;. Mexia-me suavemente de acordo com a música, de costas pra ele. Infelizmente, seu telefone tocou na hora e ele não notou a&lt;span style="font-style: italic;"&gt; performance&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele atendera com uma expressão desconfiada, mas logo identificou a pessoa que ligara, e sorriu desajeitado. Quem diabos seria? Uma mulher com quem saía? &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pior&lt;/span&gt;, uma que iria encontrá-lo no bar? Desligou, deu um último gole no refrigerante e gritou pedindo uma cerveja. Aliás, tentou gritar, mas sua voz &lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;rouca&lt;/span&gt; não o permitiu ser ouvido pelo garçom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitei e fui eu mesma levar a cerveja em sua mesa, arriscando tudo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-7921648898284272105?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/7921648898284272105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=7921648898284272105&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/7921648898284272105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/7921648898284272105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/05/o-escaravelho.html' title='O Escaravelho'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-2528802338040755205</id><published>2008-05-08T09:38:00.002-03:00</published><updated>2008-05-08T09:38:47.893-03:00</updated><title type='text'>Insônia de há anos.</title><content type='html'>Já eram três da manhã e ele não tinha &lt;span style="font-family:courier new;"&gt;dormido&lt;/span&gt;. Duas horas deitado no quase absoluto &lt;span style="font-size:130%;"&gt;escuro&lt;/span&gt;, e nada do sono chegar. Não era insônia, nem pensava em coisas demais. Ele estava sem sono, apenas. Acostumado a dormir cerca de três horas por dia, na noite anterior dormira sete ou oito. E bêbado. Não conseguiria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De olho fechado, revirava-se na cama, entre um &lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;tr&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;go&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; e outro. E exatamente entre um cigarro e outro, abriu os olhos. O que viu foi um &lt;span style="color: rgb(204, 204, 204); font-weight: bold;"&gt;clarão&lt;/span&gt;, iluminando a totalidade outrora nula de seu quarto. Alguns feixes &lt;span style="color: rgb(192, 192, 192); font-weight: bold;"&gt;r&lt;/span&gt;e&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-weight: bold;"&gt;p&lt;/span&gt;e&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192); font-weight: bold;"&gt;t&lt;/span&gt;i&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;d&lt;/span&gt;o&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192); font-weight: bold;"&gt;s&lt;/span&gt;, claros, como um flash. Alguns segundos depois, o &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;trovão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; rasgava o quase-silêncio criado pelo hipnótico barulho do ventilador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo este, outros vieram, relâmpagos e trovões, e ele ficou de olhos abertos, fumando e olhando para a janela de vidro fosco, que fechada, apenas permitia a visão dos clarões e do escuro. A &lt;span style="color: rgb(51, 102, 102);"&gt;chuva&lt;/span&gt; não havia ainda começado, e a cena lhe agradava. Coberto até a cintura, ele mexia as pernas pela agitação e excitação de esperar o momento da água cair. Continuava fumando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao terminar o último cigarro, sorriu. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ninguém perceberia esse sorriso, &lt;/span&gt;seus dentes. Jamais alguém saberia que ele sorrira neste momento. Chegou a ouvir até alguns de seus próprios gemidos de alegria no sorriso. Como o presságio de uma gargalhada. Não passaram disso. Às três e quarenta, a chuva começou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele desistiu de dormir, levantou-se e foi trabalhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-2528802338040755205?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/2528802338040755205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=2528802338040755205&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/2528802338040755205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/2528802338040755205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/05/insnia-de-h-anos.html' title='Insônia de há anos.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-2997499805987366937</id><published>2008-05-05T19:15:00.002-03:00</published><updated>2008-05-05T19:20:05.873-03:00</updated><title type='text'>Recompensa bruta</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Houve um tempo, antes de cidades saberem sobre outras cidades, que uma destas prosperava mais do que a maioria. A cidade crescia a cada dia, em todos os sentidos. Os habitantes adicionavam duas fileiras de tijolos a cada rua que a circundava. O comércio sempre tinha mais material para vender, e a freguesia, mais dinheiro para comprar. E, claro, a cada dia, nascia cerca de um bebê, que viria a se tornar um novo habitante, e que iria comprar, vender e adicionar tijolos às ruas da cidade.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Para aquelas pessoas, a sua cidade era única. Fora dela só existiam desertos ou florestas, monstros ou comida, água e pedras. As pessoas não procuravam por outras cidades. Sequer imaginavam que existiriam. Mas justamente por crescer, por aumentar, elas começaram a enfrentar as dificuldades que as separavam do que quer que existisse do outro lado. Alguns percebiam que havia mais comida do seu lado da cidade, e quando ia adicionar sua parte nos tijolos da rua, colhiam mais vegetais e matavam mais faisões, ficando mais ricos e mais gordos.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Outros notaram que do seu lado, a água era mais fresca, e aumentavam suas cisternas para armazenar mais água, que seus filhos herdaram. Alguns, de outro ponto, tiveram que enfrentar mais monstros, e se tornaram ótimos guerreiros. E foram passando seus conhecimentos táticos e bélicos para os descendentes. &lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Já os que cresciam pro lado do deserto, tiveram que passar por maus bocados, que os forçaram a aperfeiçoar a pavimentação de forma que concluíssem seus projetos antes do tempo, para não passar fome, sede, ou enfrentar monstros noturnos. E estes, embora tenham perdido mais tempo devido às mortes no início da empreitada, logo concluíram o projeto. E chegaram a outra cidade. Após a surpresa e curiosidade iniciais, as cidades passaram a fazer comércio. Os habitantes dos outros lados pararam de trabalhar na expansão territorial, e corriam para este que era o do mercado. Pagavam então altos pedágios aos pavimentadores, que finalmente recebiam as justas recompensas por seu trabalho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Quando, num dado momento as cidades guerrearam, os primeiros a morrer foram os pavimentadores.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-2997499805987366937?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/2997499805987366937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=2997499805987366937&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/2997499805987366937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/2997499805987366937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/05/recompensa-bruta.html' title='Recompensa bruta'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-6208360671611150030</id><published>2008-04-25T00:33:00.001-03:00</published><updated>2008-04-25T00:39:37.447-03:00</updated><title type='text'>A Cavalgada do Nada</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-style: italic;font-size:130%;" &gt;ou Como Ele Não Quebrou o Paradigma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre me incomodava na mesma hora, na madrugada. Eu sentava debruçado sobre a prancheta, projetando à vontade. Por volta das duas da manhã, começavam os trotes. Lembro hoje da primeira vez. Eu tinha acabado de pegar café, e não terminara nem de me sentar corretamente. Do meio da rua, escuto um trote. Pesado, como se houvessem duas pessoas em cima do cavalo. Achei estranho, àquela hora, no meio da cidade, duas pessoas andarem de cavalo às duas da manhã, mas deixei pra lá. Continuei a desenhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns minutos depois, mais uma vez o trote. Novamente pesado, na mesma velocidade. Não estava correndo, correndo mesmo. Nem parecia uma fuga. Era apenas um passeio acelerado, mas eu continuei achando estranho. Existia uma favela alguns quarteirões abaixo, mas não era possível. Saí da prancheta, subi as escadas e olhei pela janela: nada. O barulho já se distanciava, mas a rua estava deserta. Vazia. Voltei à prancheta, mas aquilo me incomodou. Bebi mais um gole de café, e acendi um cigarro, olhando para os pôsteres de cinema dos anos 40. Não me concentrei em nenhum, em particular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o cigarro estava por acabar, decidi ir à janela novamente. E eis que começa a surgir, baixinho, mas depois aumentando como que passando em minha frente. Mas eu não via nada! O trote vinha do lado esquerdo da rua, e da janela, eu não podia ver o seu final. Mas logo o barulho chegou a vir como se o cavalo e seus dois cavaleiros estivessem em minha frente. Mas nada aparecia. Comecei a me assustar. Por fim, à direita, o barulho diminuiu até sumir, e eu estava curioso, intrigado, mas o temor havia me deixado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não saí de casa para descobrir, mas não por medo; por preguiça. Tinha um projeto para terminar ainda àquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por isso o trote continua me incomodando. Sempre, às duas da manhã. E eu sempre volto à janela, pra ver o nada cavalgar sobre os paralelepípedos da rua em frente à minha casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-6208360671611150030?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/6208360671611150030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=6208360671611150030&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/6208360671611150030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/6208360671611150030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/04/cavalgada-do-nada.html' title='A Cavalgada do Nada'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-3586153804558681525</id><published>2008-04-13T13:05:00.001-03:00</published><updated>2008-04-13T13:07:17.903-03:00</updated><title type='text'>...and I'll disappear.</title><content type='html'>É quando a chuva diminui, mas os trovões aumentam. Significa que vai piorar. E aí vai começar a cair pedaço do céu! Pedaços meio azuis. E vai ficando escuro, tudo escuro e tudo frio. E esse vai ser o melhor momento pra subir no telhado mais alto que você encontrar. Vai olhar pro céu cinza, com buracos pretos. Melhor tirar a camisa, e levar essa chuva no peito. Aí você vai abrir uma cerveja. Acender um cigarro, e fumar com cuidado pra não molhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;disappear&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-3586153804558681525?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/3586153804558681525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=3586153804558681525&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3586153804558681525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3586153804558681525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/04/and-ill-disappear.html' title='...and I&apos;ll disappear.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-367878268028179854</id><published>2008-04-06T23:43:00.001-03:00</published><updated>2008-04-06T23:46:18.899-03:00</updated><title type='text'>O que você quer?</title><content type='html'>E pra piorar a situação, ele não se sentia atraente. Agradável. Ele sabia trabalhar bem com palavras, mas não achava isso suficiente pra si. Esperava que as pessoas procurassem charme. Beleza. E ele não se sentia como se tivesse isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobriu então que a saída estava em se mudar. E passou a procurar um lugar no mundo onde as pessoas não quisessem isso. E sim habilidade com as palavras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrou, mas decidiu não ficar. Achou os habitantes meio feios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-367878268028179854?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/367878268028179854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=367878268028179854&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/367878268028179854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/367878268028179854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/04/o-que-voc-quer.html' title='O que você quer?'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-8885530067723481618</id><published>2008-03-27T17:38:00.002-03:00</published><updated>2008-03-27T17:50:34.152-03:00</updated><title type='text'>Cultura Popular</title><content type='html'>me sinto doce por dentro; saudável. sadio. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sa&lt;/span&gt;r&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ado&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;interminável, insaciável. me sinto forte. sou completamente doce. seu.&lt;br /&gt;ao natural, totalmente ao natural, ou do jeito que você me quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pois na sua boca eu viro fruta. chupa que é de uva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-8885530067723481618?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/8885530067723481618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=8885530067723481618&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/8885530067723481618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/8885530067723481618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/03/cultura-popular.html' title='Cultura Popular'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-4461319852907207977</id><published>2008-03-25T00:53:00.000-03:00</published><updated>2008-03-25T01:22:30.725-03:00</updated><title type='text'>Falta do quê.</title><content type='html'>Bate aquela falta do que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;falar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;do que fazer&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;o &lt;span style="font-size:180%;"&gt;quê.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só dá vontade de dizer&lt;br /&gt;de trazer&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;o &lt;span style="font-size:180%;"&gt;quê.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Você?&lt;br /&gt;Não, você mais não. Mais nada, mais ninguém, nunca mais.&lt;br /&gt;Nunca mais por enquanto. Deixa eu voltar a ser.&lt;/blockquote&gt;A ser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;o &lt;span style="font-size:180%;"&gt;quê.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div  style="text-align: justify; color: rgb(153, 153, 153);font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hold me closer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;let me be&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hold me closer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;let me go away.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;blockquote&gt;~ STP - Ride the Cliché&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-4461319852907207977?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/4461319852907207977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=4461319852907207977&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/4461319852907207977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/4461319852907207977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/03/falta-do-qu.html' title='Falta do quê.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-3793065320563854305</id><published>2008-03-16T12:01:00.000-03:00</published><updated>2008-03-16T12:04:08.457-03:00</updated><title type='text'>Sete e final.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Pepe&lt;/i&gt; gosta de viajar. É tão simples. Não, não é tipo uma resposta a um formulário, como "quem é você?" e "alguém que gosta de viajar”. Não, ele é mais que isso. Mas no todo, tem isso. &lt;i style=""&gt;Pepe&lt;/i&gt; gosta de companhia, gosta da companhia de várias pessoas. Algumas em particular, ele se importa mais. Ele não gosta de ser, estar ou ficar sozinho. Mas antes de tudo, ele gosta de viajar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Então o que acontece quando ele vai sair de onde está, passar pra outro mundo? Acaso ele quer alguém que o acompanhe? Não. Antigamente, &lt;i style=""&gt;Pepe&lt;/i&gt; gostava. Ele fazia de tudo para que as pessoas o acompanhassem. A companhia delas podia se estender por mais tempo, existir mais. E isso fazia &lt;i style=""&gt;Pepe&lt;/i&gt; existir mais. Ele chegava a uma cidade, conhecia várias pessoas, e de repente, construía uma idéia ao redor delas. Quando chegava a hora de partir para outra cidade, &lt;i style=""&gt;Pepe&lt;/i&gt; até oferecia carona a uns ou outros. Poucos aceitavam, mas os que iam, gostavam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas houve momentos na vida de &lt;i style=""&gt;Pepe&lt;/i&gt; que ele precisava estar só. Para conhecer outras pessoas. Para fazer novos amigos e construir novas idéias. Ele tinha objetivos que precisava cumprir só. E suas companhias não entendiam isso. Não acreditavam que ele viveria algo sozinho. &lt;i style=""&gt;Pepe&lt;/i&gt; não podia sequer dormir só. Desenhar só. Então chegava um momento que ele dispensava as companhias. E com a separação, vinha a dor. A agonia de interromper uma companhia, a situação que &lt;i style=""&gt;Pepe&lt;/i&gt; sempre adiava o máximo possível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ele passava um bom tempo chateado pelo fato de que as idéias que construíra por um tempo se tinham ido. Era desestimulante e desanimador saber que ele iria perder tudo que construíra. Mas &lt;i style=""&gt;Pepe&lt;/i&gt; logo chegava a outra cidade, e conhecia novas pessoas. Era tudo maravilhoso, e o tempo que dedicava a pensar nas idéias antigas diminuía - claro que não se extinguia, mas diminuía bastante. E quando chegava a hora de partir novamente, &lt;i style=""&gt;Pepe&lt;/i&gt; não oferecia caronas. Ele sabia o que poderia acontecer. Mas depois ele se sentia solitário, e tudo começava novamente. &lt;i style=""&gt;Pepe&lt;/i&gt; não era uma pessoa sozinha.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Esse era um ciclo que se repetia sempre. E, como tudo na vida, dava experiência a &lt;i style=""&gt;Pepe&lt;/i&gt;. Depois de algumas voltas, ele já demorava mais para se sentir seguro o suficiente para oferecer caronas, e eventualmente, o dia chegou. Chegou o dia &lt;st1:personname productid="em que Pepe" st="on"&gt;em que &lt;i style=""&gt;Pepe&lt;/i&gt;&lt;/st1:PersonName&gt; entrou em uma cidade no anonimato, e não construiu idéia alguma. Chegou, sentou só, bebeu só, brincou só, desenhou só. E partiu só. Não queria mais companhia alguma. De pessoa alguma. Seria doloroso demais ter que se despedir novamente. O contato que &lt;i style=""&gt;Pepe&lt;/i&gt; fazia com qualquer pessoa se tornara fútil e superficial. Às vezes ele até mentia o nome. Eu sei disso. Descobri recentemente que o nome dele não era "&lt;i style=""&gt;Pepe&lt;/i&gt;".&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102); font-size: 85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;"&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Meu Amigo, tu não és meu Amigo, mas como te farei compreender? Meu caminho não é o teu caminho. Contudo juntos marchamos, de mãos dadas.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;~ Gibran&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-3793065320563854305?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/3793065320563854305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=3793065320563854305&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3793065320563854305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3793065320563854305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/03/sete-e-final.html' title='Sete e final.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-4305260212887031205</id><published>2008-03-05T09:49:00.000-03:00</published><updated>2008-03-05T09:50:26.456-03:00</updated><title type='text'>Seis.</title><content type='html'>Ele tinha problemas com o pai. Na mesa de jantar, na sala de estar, nas viagens e passeios. Os irmãos se davam bem, entre si. Eram dois, e ele amava cada um dos dois. Só que os dois amavam o pai como amam ao céu, mas ele não. Ele era diferente. Seu pai não era seu céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A irmã mais velha estudava música. Tocava violoncelo, e o pai adorava aquele som. Ela fazia parte da frente juvenil da sinfônica da cidade, e ele se orgulhava em espalhar aos ventos. O mesmo se dava com seu irmão, contador recém-formado. Já tinha emprego com uma ótima remuneração. Ele era o mais novo, e não sabia sequer que faculdade cursar. Antigamente, era uma pauta para as discussões à mesa. Mas não acontecia mais. Quando ficavam juntos à mesa de madeira da sala de jantar, uma nuvem negra e pesada invadia a sala. Até sua mãe ficava irritadiça. O cachorro sequer vinha pedir comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu pai e seu irmão foram, uma noite, assistir à apresentação da violoncelista. Fora obrigado a ir também, mesmo não gostando do estilo musical tocado. Sentaram-se os três, com o irmão-contador se colocando automaticamente entre os dois, para evitar maior contato. No meio da apresentação, o pai chorava. Chorava de orgulho, ao ver sua filha despertando tanta emoção na platéia e em si; era algo belo, e instigava os sonhos de quem ouvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não nele. Ele não conseguia sentir o calor despertado em tantos. E isso o irritava e, ao mesmo tempo, lhe dava uma sensação de ser superior. Era como uma compensação: não o sentia, mas ao menos não era fraco, por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu pai percebera esses sentimentos, e quando a noite acabou, gritou com ele. Deveria ser sensível à situação, ter um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;catching&lt;/span&gt; para compreender como é bonito o que a irmã fazia. Ele então perguntou o quanto o violoncelo adicionava à renda familiar, e seu pai o bateu. Mas parou e percebeu. Ele era sensível. Não queria escolher um trabalho que não colaborasse com a família. Queria agradar o pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tinha apenas quinze anos, o garoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102); font-size: 85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;"&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Amas a Verdade, e a Beleza, e a Retidão. E eu, por tua causa, digo que é bom e decente amar essas coisas. Mas, no meu coração rio-me de teu amor. Mas não&lt;br /&gt;gostaria que visses meu riso. Gostaria de rir sozinho.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;~ Gibran&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-4305260212887031205?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/4305260212887031205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=4305260212887031205&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/4305260212887031205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/4305260212887031205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/03/seis.html' title='Seis.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-1517280100018816362</id><published>2008-03-03T09:07:00.000-03:00</published><updated>2008-03-03T09:08:47.323-03:00</updated><title type='text'>Cinco.</title><content type='html'>- ...Não é mais algo que a gente possa fazer. Já é a quarta vez que acontece, e eu sempre me dou mal e você sai ileso.&lt;br /&gt;- Como assim ileso?!&lt;br /&gt;- É, isso mesmo! Toda vez é isso: a gente vai, faz, e depois eu descubro alguma sacanagem tua. Algum vacilo teu. E fico puto, vou embora como o babaca da história, e tu sai ileso.&lt;br /&gt;- Mas como assim, ileso, po?!&lt;br /&gt;- Ileso, ora! Não acontece nada contigo, ninguém te acha babaca, ninguém te condena! É sempre...&lt;br /&gt;- Não, eu não saio ileso. Calabocaporra. 'Xeu falar: Enquanto você vai lá, mudando sua vida, passando por cima de tudo, dando a volta por cima... Enquanto você pensa que "mais uma vez" eu te enganei...Enquanto você cogita a possibilidade de não mais olhar na minha cara. Eu não saio ileso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fico aqui, com medo da possibilidade de tu nunca mais olhar na minha cara. Devastado por saber que mais uma vez eu cometi um erro, e por ser tão idiota e desastrado, tu tá aí pensando que eu sou um filho da puta que te sacaneia. Destruído por saber que tu tá reconstruindo tua vida por saber que eu sou um destruidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É melhor você fazer isso. Sair, me deixar a sós com esse sentimento, e construir uma vida boa longe de mim, sem fazer mais isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não pense que pra mim vai ser uma tarde no paraíso se isso acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102); font-size: 85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;"&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Quando é dia contigo, meu Amigo, é noite comigo. Contudo, mesmo assim falo do meio-dia que dança sobre os montes e da sombra de púrpura que se insinua através do vale: porque não podes ouvir as canções de minhas trevas nem ver minhas asas batendo contra as estrelas – e eu prefiro que não ouças nem vejas. Gostaria de ficar a sós com a noite.&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;~ Gibran&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-1517280100018816362?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/1517280100018816362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=1517280100018816362&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/1517280100018816362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/1517280100018816362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/03/cinco.html' title='Cinco.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-1061344856017019279</id><published>2008-02-28T00:12:00.000-03:00</published><updated>2008-02-28T00:13:28.262-03:00</updated><title type='text'>Quatro.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Hoje seria o último dia, e ela estava mais que satisfeita. Quatro anos, mais impostos. Impostos, mesmo. Ela não queria ter que passar aqueles três meses de greve. Mas conta como quatro anos, só. Pra que servem as férias? Era o último dia de aula, e ela nunca mais teria que entrar ali novamente. Talvez mais uma ou duas vezes. Se formara, e não fizera amizade com ninguém de sua turma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Desde que entrou, se esquivava de todas as tentativas dos colegas. Sentava só, no canto da sala. Fazia trabalhos individuais, e quando obrigada, sequer trocava mais palavras que as necessárias para o cumprimento correto da tarefa. Ir a festas da turma era fora de cogitação, e comemorações, jamais. Assim que o professor encerrava a aula, ia direto pra parada de ônibus em outra avenida, pra não correr o risco de pegar o mesmo ônibus que algum colega.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;Faltavam poucos minutos para o fim da "aula da saudade". Os professores falaram, falaram e ela não prestara atenção. Não, em vez disso, analisou cada um dos colegas de turma. Pensou nas amizades que teria perdido, nos bons momentos que jamais vivera, ou viveria. Conversas, confissões. Pensou que alguns poderiam vir a ser seus amigos de verdade. Talvez um melhor amigo.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Talvez um namorado, ou namorada. Talvez um marido. Uma amante. Alguém, ou algumas dessas pessoas teriam sido especiais. Se ela deixasse.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Então ela percebeu que poucos olhavam para os professores também. A maioria olhava pra ela. Pensavam a mesma coisa?&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102); font-size: 85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;"&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Não podes compreender meus pensamentos, filhos do mar, nem eu gostaria que compreendesses. Gostaria de estar sozinho no mar&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;~ Gibran&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-1061344856017019279?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/1061344856017019279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=1061344856017019279&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/1061344856017019279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/1061344856017019279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/02/quatro.html' title='Quatro.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-626086620849149198</id><published>2008-02-26T00:09:00.000-03:00</published><updated>2008-02-26T00:15:08.218-03:00</updated><title type='text'>Três.</title><content type='html'>É simples demais. Ela sai do banho, vai em direção ao espelho, mas não se olha. Não, não o todo. Ela olha os detalhes: checa a maquiagem, coloca sutilmente lápis sob os olhos, os brincos corretos, o piercing, o cabelo. Odeia o cabelo. Tenta dar um jeito, põe uma tiara, uma piranha. Odeia o cabelo. Solta tudo e vai assim mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tira a toalha e liga o som. Dança um pouco, nua, no quarto, sozinha. Mas a janela continua aberta. Vai então ao guarda-roupa. Displicente, nem presta atenção no que tira. Faz parte do ritual. Uma calça jeans e uma blusa branca, básica, baby-look. Apenas de calça, passa a música. Prefere a três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Põe o sutiã e calça o all-star. Vermelho e sujo, bem sujo. Então, vestida assim, de jeans, sutiã e all-star, volta ao espelho. Mexe novamente no cabelo, e decide prender num rabo-de-cavalo. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;There&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;There you go, girl&lt;/span&gt;. Põe a blusa, e acha que ela ficaria legal com uma camisa por fora... Mas não veste. Pode ficar calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele buzina às dezoito. Ela pula, entusiasmada! Louca pra ver o fusca novo! Ele falou sobre esse carro a semana inteira, enquanto tentava seduzi-la. Hah, não sabia ele que ela é que o estava seduzindo. Sem querer, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;'Xa explicar: É sempre assim. Ela conhece o cara, na rua, numa festa. Sempre um amigo duma amiga. Um amigo dum amigo, tanto faz. Se interessa, mas não faz nada. Não cria nada - é sempre assim. E aí, eles se encontram em outro ambiente, em outra atmosfera... E começam a conversar. Quando ela adquire cemporcento de certeza sobre o interesse dele... Ela aprofunda o modus operandi.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Ela insinua, ela provoca. Ela o traz a seu mundo. E procura compreender o dele. Regado a lascívia e romance, ela o torna seu. Descobre seus desejos e os cumpre. Seus medos e os teme. Depois os enfrenta. É quando as atmosferas se fundem de vez, e ela descobre que ele é mesmo seu. O trabalho agora é exigir os espólios. Ela vencera novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela continua a cumprir os desejos dele, e temer seus medos. E enfrentá-los. Desejos e medos. Depois ela joga fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não hoje. Hoje ela desce as escadas, e ao vê-lo em frente ao fusca, bonito, trabalhado, ela vibra. "Ele fica tão lindo assim, feliz por ter conseguido esse carro", pensa. "Gosto tanto dele".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;"Meu Amigo, não queria que acreditasses no que digo nem confiasses no que faço – pois minhas palavras são teus próprios pensamentos em articulação e meus feitos, tuas próprias esperanças em ação."&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;~ Gibran&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-626086620849149198?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/626086620849149198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=626086620849149198&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/626086620849149198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/626086620849149198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/02/trs.html' title='Três.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-3987352109733377407</id><published>2008-02-21T20:35:00.001-03:00</published><updated>2008-02-21T20:36:26.896-03:00</updated><title type='text'>Dois.</title><content type='html'>- M&lt;span style="font-size:78%;"&gt;ÃE&lt;/span&gt;, me diz de novo o porquê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em mais ou menos vinte e quatro horas, essa era a décima quinta ou décima sexta vez que ela perguntava isso. "Papai do céu o queria perto dele, filha". Era essa a resposta que a mãe, sem nunca cansar de dar, repetia sempre. Talvez por que respondesse a si mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Câncer. Não, não foi disso que ele morreu. Era o apelido dele. Ele fumava horrores, e o cigarro o matou. Não, não foi câncer ou alguma outra doença relacionada ao cigarro. Ou drogas. Um homem lhe pediu um cigarro, e ele deu. Mas o homem desconfiou de sua boa-vontade e enfiou dezoito balas nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu não sou uma pessoa boa" era a frase que mais repetia. E realmente, pra muitas pessoas, não o era. Pra si mesmo, menos ainda. Mas era um bom pai. Sua maior vantagem era ter sonhos. E encorajar todos a perseguir seus próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas seu maior defeito era não fazer o mesmo. Desistir era seu lema, principalmente quanto ao seus projetos. E foi isso que colocaram em sua lápide. "Um sonhador que agora sonha para sempre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia do funeral, sua filha deixou cair uma flor, e esta voou até o outro lado do descampado. Para pegar de volta, teria que pisar em alguns túmulos. Olhou com cara de preocupada para sua mãe, que tranqüila e serena lhe aconselhou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Se você tiver respeito, pode pisar". E disse isso enquanto pisava nos próprios sonhos que, agora, sabia que não iria seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102); font-size: 85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;"Meu Amigo, o Eu em mim mora na casa do silêncio, e lá dentro permanecerá para sempre, despercebido, inalcançável"&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;~ Gibran&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-3987352109733377407?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/3987352109733377407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=3987352109733377407&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3987352109733377407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3987352109733377407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/02/dois.html' title='Dois.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-5840985871711046791</id><published>2008-02-21T01:16:00.000-03:00</published><updated>2008-02-21T01:20:43.327-03:00</updated><title type='text'>Um.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E&lt;span style="font-size:78%;"&gt;RA A OITAVA VEZ&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que ele se dirigia ao parque. "Hoje eles vão estar lá" era a palavra de ordem individual. Sua própria palavra de ordem. E ele tinha o seu próprio Jesus, em relação a isso. Era um amigo próximo, que o ajudava e dizia "vá hoje, mas vá com amor, não vá pensando nada de errado". E ele ia. Estava indo há semanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegou na metade do caminho, seu coração acelerou. O estômago gelou. Olhos abertos, como que surpreso por eles estarem lá. Havia se acostumado com a ausência deles, mesmo acordando toda semana e indo ao parque na esperança de encontrá-los. E preparara-se também com o amor no coração. O amor do qual seu amigo falara. Depois de alguns segundos (minutos?) parado, olhando assustado, ele foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar, olharam-no com desconfiança. Claro. Ele mesmo chegava com desconfiança. Mas depois de algum tempo, foram percebendo que ele queria se aproximar, conhecê-los. Eles estavam prontos para isso, novas pessoas chegando. Preparados para o ingresso de iniciantes. Iniciá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele adotou automaticamente uma postura de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desprezo, orgulho, ironia, abuso e impaciência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afastou-se automaticamente, quando tudo que queria era se aproximar deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 102, 102);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;blockquote&gt;"Meu Amigo, não sou o que pareço. O que pareço é apenas uma vestimenta cuidadosamente tecida, que me protege de tuas perguntas e te protege da minha negligência"&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;~ Gibran&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-5840985871711046791?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/5840985871711046791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=5840985871711046791&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/5840985871711046791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/5840985871711046791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/02/um.html' title='Um.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-8329218627682820087</id><published>2008-02-18T19:11:00.000-03:00</published><updated>2008-02-18T19:13:06.790-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Onze horas. A escuridão era afugentada de seus próprios domínios por diversas luzes que, inicialmente, não pertenciam ao ambiente. Desde o princípio, um tipo de &lt;span style="color: rgb(102, 204, 204);"&gt;iluminação&lt;/span&gt; diferente cortava, aos raios, o feixe negro que a noite derrubava, e era uma luz permanente, serena, constante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas logo algumas luzes intermitentes, porém firmes, chegaram e mudaram a situação. Naquele momento, ondas de cores brilhantes iluminavam, &lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;amarelas&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;vermelhas&lt;/span&gt; e &lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;laranjas&lt;/span&gt;. A superfície, reflectiva, pontuava. Eram spots claríssimos, como uma bola pulsante, ou eram como os de um farol, que começavam em um dos lados - não se sabe se esquerdo ou direito - e terminavam no outro. Estes últimos eram vermelhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subitamente, as luzes vermelhas e amarelas cessaram. O carro do resgate desligava a sirene e se retirava, em direção ao necrotério.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-8329218627682820087?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/8329218627682820087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=8329218627682820087&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/8329218627682820087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/8329218627682820087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/02/onze-horas.html' title=''/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-2875483728961302210</id><published>2008-02-17T00:46:00.000-03:00</published><updated>2008-02-17T00:49:46.691-03:00</updated><title type='text'>Ivan e suas dificuldades.</title><content type='html'>Com uma formação voltada para o controle financeiro - tesoureiro do grêmio, secretário de finanças do Diretório Acadêmico, técnico em captação de recursos -, Ivan virou um profissional das ciências contábeis. Claro, seus pais sempre incentivaram.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Quando você cuida do dinheiro de outras pessoas, elas sempre te pagam o suficiente pra que você não leve nada pra casa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ivan sabia muito sobre o tesouro das pessoas. E tinha, a bem da palavra, o seu próprio. Através de poupanças, descobriu um jeito de manter uma pequena fortuna, para não precisar de mais nada no futuro. Mas precisava. Precisava de muita coisa. &lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ivan não tinha o ponto social do cérebro bem-desenvolvido. Nasceu sem essa capacidade. Até conseguira algumas mulheres em sua cama, na juventude. Alguns companheiros de bar, todos do trabalho. Mas conseguira tudo isso através de cálculos. Análises de probabilidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ivan era bom nisso. Uma vez, impediu um atropelamento ao jogar uma sanduiche pra um cachorro. Quando viu que o carro iria bater num garoto de dez anos que saíra pra passear com o animal, reparou que este pertencia a uma raça costumeiramente brincalhona, e arremessou o lanche fazendo com que o cachorro corresse atrás, puxando o garoto para longe do perigo.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E era assim que Ivan conseguia as garotas. E os amigos. Analisava o ambiente, observava suas ações. Planejava e esperava, até o nível alcoólico ideal para tomar uma atitude.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas nunca se apaixonou, nem conquistou o coração de ninguém. Ivan nascera, como dito, sem essa propriedade do cérebro. Caso clínico, mesmo. Provavelmente, depois que ele morrer, a ciência descobre uma cura para isso. Mas não antes. Não, Ivan nunca vai se apaixonar nem conquistar o coração de ninguém.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na realidade, a história se confunde. Já ouvi gente dizendo que Ivan jogara o lanche para que no final, o garoto fosse atropelado. Aos dez anos, sem nunca se apaixonar ou conquistar o coração de ninguém.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://www.fotolog.com/bizarros/30893497"&gt;http://www.fotolog.com/bizarros/30893497&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-2875483728961302210?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/2875483728961302210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=2875483728961302210&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/2875483728961302210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/2875483728961302210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/02/ivan-e-suas-dificuldades.html' title='Ivan e suas dificuldades.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-5649233384285515866</id><published>2008-02-09T23:58:00.000-03:00</published><updated>2008-02-17T11:17:02.137-03:00</updated><title type='text'>Sub-real.</title><content type='html'>Ao acordar, olhei para o relógio do lado da cama: sete da noite. Não lembrava de nada que tinha acontecido nas oito horas anteriores a isso, quando há nove, estava tomando café com uns recém-conhecidos, no centro. Acha isso estranho? Imagina quando eu percebi que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não era o meu&lt;/span&gt; relógio? Nem minha cama?&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Tive medo. Várias histórias, lendas urbanas sobre gente que é drogada, levada para hotéis e perdem os rins ou algo do gênero. Olhei por todo o meu corpo, e pra um breve e pequeno alívio, estava inteiro. Fui ao espelho pra conferir o resto, e percebi que não estava mal, apesar das olheiras, mais profundas e escuras do que jamais tivesse visto sob meus olhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tratei de me vestir rapidamente, e corri para o lado de fora. Na sala, apesar do escuro e do frio, tudo parecia normal, mas irreconhecível. Nunca pisara naquela casa. Ou seria apartamento? Antes de sair, deduzi que estivesse vazio, e preocupadíssimo, fui à cozinha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:times new roman;font-size:180%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote style="font-weight: bold;"&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:times new roman;font-size:180%;"  &gt;FUI AO BAR, MAS VOLTO JÁ.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:times new roman;font-size:180%;"  &gt;ME ESPERA.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:times new roman;font-size:180%;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;A ausência do imperativo no bilhete pregado na geladeira me tranqüilizou um pouco mais, mas decidi não "esperar". Corri pra fora do apartamento, e desci as escadas. Desci doze andares antes de esbarrar com uma mulher estranha, bastante pálida e com olheiras piores que as minhas. À luz intermitente e branca da escadaria ela se tornava preocupante, embora não assustadora. Era inofensiva, achei, e aparentemente, se assustou mais comigo que eu com ela. Sua expressão de surpresa ao me ver deixou-me intrigado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;"Licença", e continuei a correr descendo, mais dois andares, até atingir um belíssimo e barroco hall, cheio de espelhos, luminárias (quebradas) ornamentadas, e anjos e santos de madeira pintados de dourado. A tinta descascava e o ambiente estava pouquíssimo iluminado, mas eu percebi. Eram todos pintados de dourado. Percebi também que na guarita da portaria não havia um porteiro. Bem, o portão estava aberto, então, sem hesitar, corri até o fim da rua, sem nem fechá-lo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Já escurecera, mas a rua estava movimentada. Bares abertos, pessoas entrando e saindo, assim como das lojas e lanchonetes. Percebi que continuava no centro, embora muito longe do lugar onde eu estava tomando café, há... meu deus, onze horas! Duas horas se passaram. Desde que acordei e me dei conta. Conta de quê? do bar? Meu deus novamente! O bar! Ele poderia estar em qualquer um destes bares, meu captor. Me observando e percebendo que não segui sua recomendação: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:times new roman;font-size:180%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ME ESPERA.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;O que faria para me punir? Podia ser qualquer um deles. Daqueles bares, das lanchonetes. Me puniria por ter saído, por não ter esperado. Corri o mais rápido que pude, parei o mínimo que consegui - mesmo assim foram muitas vezes. O cigarro, sabe? Corri até ficar num ambiente que conhecia vagamente, algumas ruas pouco movimentadas do bairro velho, no centro. Aí não aguentei. Sentei em uma barraca onde vendiam bebidas e pedi um refrigerante. Uma coca cola.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;De repente, as poucas pessoas que estavam na rua começaram a andar, assustadas. Andaram rápido, os putos. Com medo, olhando para trás. Resolvi olhar também, para o fim da rua, e vi vários marginais, não destes que moram nas ruas, eles mais pareciam ter saído de um filme repleto de morros, traficantes e capangas, com roupas da moda de camelô, cabelos pintados e bonés roubados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eles não corriam, mas não precisavam. Sua presença, seus sorrisos maldosos, suas piadas e gargalhadas indicavam suas intenções. E assustavam. Mais de dez. O dono da barraca me aconselhou a correr também pois ele iria fechar e se trancar lá dentro, mas antes que eu pudesse me levantar do banco, percebi que não estava enxergando direito. Não enxergava mesmo, apenas as luzes e vultos desfocados. Embaçados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;- Sabe a sensação de quando você acorda depois de uma farra onde, gripado, tomou todas, fumou todos, e dormiu por doze horas seguidas? Os olhos despertam cheios de secreções, úmidos, irritados, cansados, como que com &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;conjutivite&lt;/span&gt;? Era isso, mas pior. Bem pior. Eu não enxergava mais os bandidos, nem o dono da barraca. Só via um espectro de luz emitido pelas lâmpadas fluorescentes daquelas compridas, atrás das bebidas. E ouvia as gargalhadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando decidi sair dali, percebi que não era apenas mal-estar e vista prejudicada. Não conseguia andar também. Presumi que poderia correr para fora da rua, e entrar numa perpendicular que sabia estar movimentada e segura, mas depois de uns três passos cambaleantes e errôneos, fui perdendo as forças nas pernas. Caí lentamente, joelho por joelho, sentindo o peso de vinte elefantes em minha cabeça, em cima de mim. Deitei com a bochecha no chão, sentindo a rala areia por sobre os paralelepípedos entrar em minha boca. E as gargalhadas aumentaram, aumentaram, ficando mais próximas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Até hoje não sei o que aconteceu depois.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-5649233384285515866?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/5649233384285515866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=5649233384285515866&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/5649233384285515866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/5649233384285515866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/02/sub-real.html' title='Sub-real.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-4390407795592022842</id><published>2008-02-08T20:12:00.000-03:00</published><updated>2008-02-08T20:13:00.752-03:00</updated><title type='text'>À Igreja.</title><content type='html'>Ela decidiu então, entrar descer pelos degraus da margem. A maré estava baixa, eles poderiam se esconder embaixo da ponte, enquanto as coisas esfriavam. Que entendia ela de maré? Puxou-o pelo braço, que segurava desde o começo da fuga, e gritou "aqui", pra que a seguisse. Ele seguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegaram embaixo da ponte de concreto, ouviram as sirenes. Os fogos... Ou seriam balas de borracha? A gritaria aumentara, enquanto o carro-de-som cessara. "Já tá anoitecendo", disse, mas ele continuava ofegante. Balas de borracha doem, mesmo por sobre tecido grosso da jaqueta. Ela não tinha levado nenhuma, mas um estilhaço duma das bombas atingira seu braço. Sangrava um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele desamarrou o lenço do joelho - meramente estético -, e com ele estancou a ferida da moça. De repente, o telefone vibra, e ele vê que era um dos camaradas. Depois de alguns monossílabos, desliga, e conta pra ela. O pessoal estava detido em frente à igreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Temos que ir lá, mas não vestidos assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntando o suspensório com a jaqueta, formam uma bolsa. Guardam algibeiras, braceletes, spikes, colares. Enquanto ela pendura a bolsa improvisada numa saliência da ponte, ele cobre a cabeça raspada dela com um boné. Estão menos extravagantes, o que é apenas um eufemismo considerando o visual anterior. As sirenes não param, mas isso não os impede. Se levantam e começam a galgar de volta à rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sobe primeiro, e a ajuda a subir o resto. Estavam longe dos degraus. Quando ela vê a cabeça dele cair um pouco para o lado enquanto os olhos reviravam, é tarde demais. A mão dele afrouxava, e ela voltava a cair na lama da margem do rio, enquanto a maré lentamente subia. Olhando de volta pra cima, ela vê as luzes da sirene, e o braço dele desaparece da margem, pra que depois ela veja o corpo inteiro sendo erguido por quatro policiais, completamente de preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando consegue subir pelos degraus, ela vê as manchas de sangue no chão, e a viatura saindo lentamente do espaço onde estava há poucos minutos. Mas o carro não avança muitos metros. Um módulo é arremessado de cima do prédio abandonado, e, caindo bem em cima do teto, instantaneamente explode. Um Coquetel Molotov. Apenas os quatro policiais deixam o carro e correm pra dentro do prédio. Ela não o vê saindo da viatura em chamas. Corre para ajudá-lo, e de frente para a porta, o vê ainda desacordado, e algemado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na escada do prédio, os dois garotos arremessam móveis velhos e tijolos quebrados nos policiais, que irropem com fúria sobre eles. Infelizmente para os militares, mais jovens continuam subindo a escada, e eles logo se vêem cercados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na entrada do prédio, jovens ensagüentados ajudam a garota a retirar o jovem, já consciente, de dentro do carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguem todos rumo à igreja, onde os outros estão detidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-4390407795592022842?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/4390407795592022842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=4390407795592022842&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/4390407795592022842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/4390407795592022842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/02/igreja.html' title='À Igreja.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-3147233296020354957</id><published>2008-02-07T20:56:00.000-03:00</published><updated>2008-02-07T21:09:09.533-03:00</updated><title type='text'>À esquerda do rio.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://paginas.terra.com.br/informatica/felipeamorim/rash2.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px;" src="http://paginas.terra.com.br/informatica/felipeamorim/rash2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis deles estavam parados, na margem do rio. Seis, numa pose que, ou já estão acostumados, ou têm resistência pra manter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um estava sentado em cima da grade de proteção, com as pernas dobradas cobertas por calças do exército, e as botas militares, pretas e pesadas, apoiadas no ferro que servia de apoio entre o corrimão e o chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Outro, com as costas e os cotovelos no corrimão, segurando um cigarro, e com as pernas cruzadas, olhando pro outro lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A garota, com a cabeça toda raspada exceto pela franja cor-de-rosa, acendia um cigarro e sentava encostada nas pernas deste último, como que demonstrando "estar" com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que aparentava ser mais velho também era o mais ortodoxo. Uma camiseta branca, suspensórios vermelhos, a calça preta folgadíssima, e as botas por cima. A cabeça, toda raspada, com uma tatuagem que vinha até a testa. Terminava em três setas vermelhas, acima dos olhos. Estava de pé, ereto, com as mãos no bolso. Viril.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os outros dois estavam agitados, andando de um lado pro outro, brincando de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;boxe.&lt;/span&gt; Também usavam suspensórios, cabeça raspada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o primeiro, com as calças do exército, que tinha um pouco de cabelo, que terminava numa franja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado da rua, em frente ao clássico edfício, estavam outros quatro.  No escuro, foi difícil identificá-los. Mas todos pareciam estar igualmente extravagantes. Estavam fumando maconha. Um deles tinha um pequeno aparelho que tocava intermitentemente um som parecido com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;reggae&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fusca veio, e dele desceram duas outras garotas. Cada uma com uma sacola plástica, uma pra cada lado da rua. Entregaram cerveja ao resto do pessoal, e uma delas, de franja &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);"&gt;laranja&lt;/span&gt;, ficou encarando, de frente pro centro da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rio ficava à sua esquerda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-3147233296020354957?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/3147233296020354957/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=3147233296020354957&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3147233296020354957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3147233296020354957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/02/esquerda-do-rio.html' title='À esquerda do rio.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-7675956848580967492</id><published>2008-01-23T20:21:00.000-03:00</published><updated>2008-01-23T20:23:14.255-03:00</updated><title type='text'>Jorge Alberto</title><content type='html'>Ó, Carlota Antônia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me esqueçais, por obséquio! Sabeis que não tive nada mais que uma noite de luxúria com sua irmã, Gisele Marcelina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpai-me, ó doce e bela Carlota Antônia! Vós sabeis que sem ti, não vivo, não respiro, sou flor sem brotar. Sou folha sem pé, sou espinho a furar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acalenta-me, ó maravilhosa, dulcíssima e cativante Carlota Antônia! Recebe-me em teu seio! Recebe-me em teu colo! Recebe-me inteiro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graciosa Carlota Antônia, que será de mim sem teus carinhos, sem tua seiva a escorrer-me pela boca!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que será de mim sem tua vida a fazer a minha viva, minha vida!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlota Antônia, comecemos por vosso nome! Ó, tal nome, que quando pronunciado deleita-me, deita-me em um manancial de grama verde e rubras flores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vossos olhos, cara mia, que quando fitam os meus, transportam-me para um mundo maravilhoso, dos sonhos, onde eu, viril e atlético, amo-te por toda a eternidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ó, Carlota, perdoai-me a falta de sutilezas, mas percebo que gostas! Que aprecias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por pura generosidade que sei ser de ti, perdoai-me, aceitai-me novamente em teus braços, dentro de ti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se não te apetecem meus galanteios, se não te instigam minhas palavras sussurradas - assim - aos teus ouvidos... Dize-me agora, Carlota Antônia! Dize-me, que serei fiel ao meu amor, e defenestrar-me-ei agora!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dize-me, Carlota Antônia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dize-me!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tua deixa, vai!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-7675956848580967492?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/7675956848580967492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=7675956848580967492&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/7675956848580967492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/7675956848580967492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/01/jorge-alberto.html' title='Jorge Alberto'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-5118340532645527786</id><published>2008-01-14T05:30:00.000-03:00</published><updated>2008-01-14T05:31:16.826-03:00</updated><title type='text'>O dia branco.</title><content type='html'>Algo no ar, você tem certeza, o frio não está apenas frio; você sente seus pulmões molharem quando respira. O nariz se preenche com aquela sensação... Já "respirou" água gelada. Sabe como é. E é mais ou menos isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se esforçou. Esteve correndo por muitas horas. Agora o frio machuca. O ar que você respira machuca. Sabe que tem que correr mais. Mas machuca tanto... A angústia resseca todo o seu corpo por fora. Mas o ar, o ar úmido que você respira, machuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta pouco e você sabe disso. Sente que já esteve ali, mesmo sendo tudo branco, é um branco familiar. Pense pelo lado bom: imagine se fosse à noite? Pelo menos de dia você pode se guiar, saber pra onde está indo... Mais ou menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você escuta os gritos, os chamados. Mas não consegue gritar. Não tem fôlego, e não consegue tomar; quando tenta, o ar machuca. Não chega nem a entrar completamente, e já vai molhando o pulmão. O interior de seu nariz congelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então você para, descansa e vira de costas. Você a encara. E aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que você faz?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-5118340532645527786?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/5118340532645527786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=5118340532645527786&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/5118340532645527786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/5118340532645527786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/01/o-dia-branco.html' title='O dia branco.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-2183291837031689842</id><published>2008-01-10T02:41:00.000-03:00</published><updated>2008-02-17T12:07:40.136-03:00</updated><title type='text'>Quero viajar este ano.</title><content type='html'>...Aquela ponte linda, de metal e concreto, meio antiga, e todo mundo batendo foto. Uma delícia, pô, a sensação: o vento, congelando até os ossos, e a gente lá, bem alto, bem alto! Foi ótimo! Todo mundo encasacado, olhando pro horizonte que dava pra ver lá de cima, e abaixo, o rio, e a gente sabia: quem cair, tá morto. O rio tava tão frio que juntava neve nas margens, pô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que todo mundo tirou as fotos, a gente decidiu continuar. Atravessamos o resto da ponte, e todo mundo parou num café que tinha lá. Bem ponto turístico, logo no finalzinho da ponte, cheio de souvenir, e, claro, todo mundo comprando. Tinha uns mapas lá, réplicas do mapa utilizado pelos primeiros moradores da cidade. Eu comprei &lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;logo dois, tava barato&lt;/span&gt;. Depois sentei sozinho - meus amigos estavam ocupados comprando presentes - e pedi uma cerveja preta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado ali, aproveitando a espuma cremosa, sentindo o vento forte e os raios do sol iluminando tudo, eu comecei a pensar. Decidi que era ali que eu iria morar, algum dia, e quem sabe, terminar os dias seguintes vivendo numa comunidade daquela. Seria um dia e tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pessoal terminou de fazer as compras e decidiu beber. Sentaram-se todos e começaram a rir, e contar piadas, e mostrar os presentes que tinham comprado pras famílias, amigos, e tal. Eu me levantei e voltei caminhando até a ponte. Quando cheguei no meio dela, algumas pessoas da excursão estavam por lá, fotografando, e eu percebi um pequeno grupo que eu não lembrava de ter visto, admirando o horizonte, como eu havia feito há alguns minutos. De repente, um papel escapa da mão duma garota, e sai voando. Eu disse, o vento tava forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garota era linda, dum jeito especial. Não tinha nada demais, não era uma deusa. Mas era linda. Adorei os cabelos. E o papel? Voava, e voava, em minha direção, descrevendo uma espiral forçada pelo vento. Caralho, que cena: a garota começava a correr, tentando pegar o desgraçado do papel, enquanto ele rodopiava como que dançando, no ar, mais rápido que ela, mas nem muito alto para que ela não alcançasse, nem baixo o suficiente pra que caísse e parasse no chão. Em minha direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o papel chegou perto de mim, tentei pegar. Com um pulo, estendi a mão e cheguei a sentir a folha em meus dedos. Também deu pra ver que era uma daquelas réplicas de mapa, que eu vira na loja. Pensando bem, lembrei que o grupo tinha acabado de sair da lojinha do café no momento em que pedi a cerveja. Sim, mas... A droga do papel escapou, de mim e da ponte, e foi descendo, ainda em espiral, fazendo menção de subir de volta, mas depois voltando a cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que caiu. Caiu no rio, e foi levado pela suave correnteza. E eu fiquei lá, como um babaca, debruçado sobre o corrimão pintado de laranja, vendo o papel boiar no rio. Droga, o papel &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;dela&lt;/span&gt;. E aí percebi que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ela&lt;/span&gt; estava do meu lado, olhando com um sorriso meio simples, frustrado, mas sem aparentar estar mesmo triste. Sorriu pra mim e "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;brigada&lt;/span&gt; por tentar", Com os olhos fechados, a cabeça meio pro lado, meiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei então que havia comprado &lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;logo dois, tava barato&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-2183291837031689842?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/2183291837031689842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=2183291837031689842&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/2183291837031689842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/2183291837031689842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/01/quero-viajar-este-ano.html' title='Quero viajar este ano.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-4388148446330242863</id><published>2008-01-02T21:25:00.000-03:00</published><updated>2008-01-02T21:32:24.499-03:00</updated><title type='text'>O Roubo da "Virtude"</title><content type='html'>Seis da noite. Tife simplesmente não aguentava mais aquilo. Parara de controlar os bocejos havia vinte minutos. Seus irmãos ficavam falando sobre a garota de cabelos curtos, e ele tentava fingir interesse, mas há vinte minutos não conseguia mais. Sequer olhou pra ela. Nem quando ouviu, sem querer, o pai da moça comentar com seu pai: "por ela ser a mais nova, creio que vosso filho Tife talvez venha a ser o felizardo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interesse de Tife estava no pai da garota. Não, Tife não o achou bonito. Não tinha nenhum problema em apaixonar-se por um homem, apesar de nunca ter acontecido. Tife estava interessado em seu dinheiro, e nas jóias que sabia-se por toda a vila que ele escondia. É, exatamente. Tife estava com sono por que era da noite. Não um noctívago, um boêmio, e sim um ladrão. Tife gostava de andar pela noite, invadindo casas e descobrindo tesouros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às seis e meia ele se levantou, pediu desculpas e foi ao quarto. Dormiu por quase seis horas, quando o arcaico despertador feito de água e sinos o acordou. Rapidemente se pôs de pé, interrompeu o barulho do despertador e se dirigiu à cozinha. A empregada, Maria, ainda estava limpando os restos do jantar, quando Tife apareceu à porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo limpo, Maria?&lt;br /&gt;- Ai, patrão! Não faça isso de novo! Não, não está limpo! Seu pai e seus irmãos, strega, um bando de porcos! - Maria tinha essa mania de falar "strega".&lt;br /&gt;- Não, querida Maria. Quero saber se todos se recolheram...&lt;br /&gt;- Ai, patrão, não me confunde! Sim, sim, todos deitaram há cerca de 40 minutos!&lt;br /&gt;- Vou indo, querida. Segure a pedra pra mim, sim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tife pagava cerca de dez por cento de tudo que arrendava em suas escapulidas noturnas. Em troca, Maria ficava quieta e lhe dava ajuda em tudo que ele necessitava, como da vez que ele precisou de banha de porco para escorregar por um tubo de latrina, ou quando ele precisou de uma lixa de unha para serrar barras de ferro de um porão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tife pagaria mesmo se Maria não lhe ajudasse. Sabe, Maria era uma alma boa. Simples, usava boa parte do seu dinheiro para pagar as dívidas do seu filho mais velho. Ele não era muito responsável, mas quem se importa? Maria não irá mais aparecer nessa história, muito provavelmente. Talvez seja um engano. Talvez ela apareça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Maria segurava a pedra para que descesse às catacumbas da família, Tife pensava "hoje será apenas reconhecimento, saber onde ficam os bens do velho, e como farei pra capturá-los". Seis noites por semana, três roubos. Era a rotina de Tife. Ele geralmente voltava antes das cinco da manhã, o que lhe rendia mais três horas de sono, totalizando nove por dia. Era um rapaz saudável, praticamente um atleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar nas catacumbas, dirigiu-se ao seu caixão. Reservado para o dia de sua morte, ninguém imaginaria que lá ele guardava os equipamentos, as ferramentas necessárias para o exercício de sua profissão. Parou e pensou um pouco: a casa do seu anfitrião ficava fora dos muros da cidade. Era uma semi-fazenda. Ele tinha outras fazendas no decorrer da estrada, perto da charneca. Mas nessa ele cultivava alguns poucos vegetais, e tinha uma criação de quatro ou cinco ovelhas. Tife sabia também que a casa era toda de madeira, com fechaduras de ferro fundido. Tife sabia exatamente o que usar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após pegar as ferramentas necessárias, Tife encaminhou-se pro fundo das catacumbas. Lá havia uma grade, fechada por um enorme cadeado, para o qual apenas ele tinha a chave. Não que fosse necessária: comprara, havia três anos, uma chave-mestra de um caixeiro-viajante, e desde então, pouquíssimas fechaduras escapavam de sua girada. Abriu a grade, fechou-a e sem a juda de tochas, entrou no túnel escuro. Tife enxergava bem no escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuou por alguns metros até sentir que pisava em água e escutar os guinchos dos pequenos ratos que se assustavam com seu avanço. Tife adorava a sensação. Mais à frente, escutou zumbidos. As baratas, formigas e besouros que habitavam as galerias de sua rua. As antenas geladas, as patinhas finas tocando seu pescoço, nada disso o incomodava. Apenas agitava suas mãos para espantá-los, e seguia em frente. E seguiu. Seguiu até encontrar o cano final, o enorme tubo que dava no córrego fora dos muros. Estava a poucas dezenas de metros de seu destino, mas de súbito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tife escutou cachorros, homens gritando, e viu ao longe, perto do muro, o escuro que recuava de seus domínios no decorrer do muro, assustado pela luz do fogo das tochas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-4388148446330242863?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/4388148446330242863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=4388148446330242863&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/4388148446330242863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/4388148446330242863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2008/01/o-roubo-da-virtude.html' title='O Roubo da &quot;Virtude&quot;'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-4022950540974582267</id><published>2007-12-27T21:54:00.000-03:00</published><updated>2007-12-27T22:06:50.367-03:00</updated><title type='text'>Segunda e última parte.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:100%;" &gt;CAPÍTULO X - Final pt. 2 [Última]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria.html"&gt;Ler Capítulo I&lt;/a&gt;   |   &lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria_17.html"&gt;Ler Capítulo II &lt;/a&gt;  |   &lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria-iii.html"&gt;Ler Capítulo III&lt;/a&gt;   |   &lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria-iv.html"&gt;Ler Capítulo IV&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/07/verdadeira-histria-v.html"&gt;Ler Capítulo V&lt;/a&gt;   |   &lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/verdadeira-histria-vi.html"&gt;Ler Capítulo VI&lt;/a&gt;   |   &lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/verdadeira-histria-vii.html"&gt;Ler Capítulo VII&lt;/a&gt;   |   &lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/verdadeira-histria-viii.html"&gt;Ler Capítulo VIII&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/12/verdadeira-histria-ix-crise-de.html"&gt;Ler Capítulo IX&lt;/a&gt;   |   &lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/12/verdadeira-histria-x-crise-de.html"&gt;Ler Capítulo X 1ª parte&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Era uma noite &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;q u e n t e&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;abafada&lt;/span&gt;. Estava deitado, apenas de samba-canção, observando o teto; o ventilador de teto. A&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;l&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;u&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;z&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que vinha pela janela, meio &lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;azulada&lt;/span&gt;, era suficiente apenas para ver um pedaço das hélices, girando, girando. O ar que chegava até mim lembrava qualquer coisa como um bafo, daqueles que sentimos na imaginação quando alguém nos fala sobre o &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(0, 153, 0);"&gt;Pantanal&lt;/span&gt; ou um dia quente em Manaus. Mesmo quando nunca estivemos lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela janela do quarto, via a silhueta da jaqueira. O contorno e, claro, um ou outro espaço vazio por onde a &lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);font-size:85%;" &gt;l&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);font-size:130%;" &gt;u&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);font-size:180%;" &gt;z&lt;/span&gt; da lua, cheia especialmente para a ocasião, passava e chegava a mim. As folhas na copa da árvore sequer oscilavam, o que indicava a ausência completa de vento. Me levantei, fui até a cozinha beber um copo d'água gelada; nunca mais a vi de outra maneira, só como o lugar onde levei o &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;tiro&lt;/span&gt;. Não, não ficava achando que fosse levar outro, mas era lá. Era uma espécie de santuário para o dia em que tudo mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas houvera outro dia, outro momento em que tudo mudou. E fora à noite passada. Recebi um &lt;span style="font-size:180%;"&gt;presente&lt;/span&gt;, um meio de manter meu mundo quando e onde eu quisesse. Bastava escrever, contar a minha vida, a minha história - e, por que não, histórias que eu descobria - pra que o "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;distúrbio&lt;/span&gt;" aparecesse. Eu controlava agora. Eu era o diretor do meu próprio filme. Minha própria peça. Sim, em outro dia, tudo mudou novamente. Essa cozinha era um ambiente, um cenário do passado. Um palco do passado, que dera lugar à seqüência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No balcão, um jornal. Eu não ligara a luz, mas lembrava da matéria de capa por tê-la lido pela manhã: Casal encontrado morto num beco. A moça, de cabelos &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;laranjas&lt;/span&gt;, morria abraçada ao suposto namorado, um jovem que morrera sorrindo. Era eu. Não era eu lá, deitado, morto e sorrindo. Era eu que estava no comando, agora. Ele saía pra dar lugar a mim. O protagonista agora seria &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dimitri Miroma&lt;/span&gt;, e eu queria aproveitar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri a geladeira para pegar um &lt;span style="color: rgb(102, 51, 51);"&gt;brigadeiro&lt;/span&gt;, e, com ele em mãos, dirigi-me à varanda. Nada de vento, a noite assentava como uma massa abafada. Depois de comer, peguei a &lt;span style="font-size:180%;"&gt;Gazeta&lt;/span&gt;, que estava no banco, e comecei a escrever a hilária &lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2006/08/do-profeta.html"&gt;história de um profeta&lt;/a&gt;. Como esperado, os&lt;span style="color: rgb(204, 204, 204);font-size:180%;" &gt; clarões&lt;/span&gt; brilhavam com mais força, me deixando tonto, e os&lt;span style="font-style: italic;"&gt; raios&lt;/span&gt; passavam diante de meus olhos. A &lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);font-size:85%;" &gt;l&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);font-size:130%;" &gt;u&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;z&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;azul &lt;/span&gt;da lua tornava-se &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;m&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;u&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;l&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;t&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;i&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;c&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;r&lt;/span&gt;, com várias tonalidades de &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;ro&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;xo&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;az&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 255);"&gt;ul&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;verm&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;elho&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;ver&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 255, 51);"&gt;de&lt;/span&gt;... Minha samba-canção era agora uma calça de palhaço, e as pétalas de diversas espécies de&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt; fl&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt;es&lt;/span&gt; começavam a cair de um &lt;span style="font-size:130%;"&gt;não-sei-onde infinito&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo ficando entusiasmado pela maneira teatral como meu mundo reapresentava-se a mim, como sempre fiquei e ficaria pro restos de meus dias, continuei a escrever. Ao acabar, levantei-me, sem notar o sorriso, e fui direto pra cama. Estava um friozinho gostoso no meu mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferente desse de vocês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-4022950540974582267?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/4022950540974582267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=4022950540974582267&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/4022950540974582267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/4022950540974582267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/12/segunda-e-ltima-parte.html' title='Segunda e última parte.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-6258375349320984287</id><published>2007-12-25T22:44:00.000-03:00</published><updated>2007-12-26T00:45:36.895-03:00</updated><title type='text'>A Verdadeira História X + Crise de Identidade III (Acrono) - (Final pt.1)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-size:100%;" &gt;CAPÍTULO X - Final pt. 1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria.html"&gt;Ler Capítulo I&lt;/a&gt;   |   &lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria_17.html"&gt;Ler Capítulo II &lt;/a&gt;  |   &lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria-iii.html"&gt;Ler Capítulo III&lt;/a&gt;   |   &lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria-iv.html"&gt;Ler Capítulo IV&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/07/verdadeira-histria-v.html"&gt;Ler Capítulo V&lt;/a&gt;   |   &lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/verdadeira-histria-vi.html"&gt;Ler Capítulo VI&lt;/a&gt;   |   &lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/verdadeira-histria-vii.html"&gt;Ler Capítulo VII&lt;/a&gt;   |   &lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/verdadeira-histria-viii.html"&gt;Ler Capítulo VIII&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/12/verdadeira-histria-ix-crise-de.html"&gt;Ler Capítulo IX&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele olhou o relógio, pela milésima vez hoje. Já estávamos no bar há várias horas, e meu estômago&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; sangrava&lt;/span&gt; de tanto &lt;span style="color: rgb(102, 51, 51);"&gt;vinho&lt;/span&gt;. O dele parecia arder também. Mas continuávamos bebendo e fumando como dois moribundos com seus últimos desejos. O dono do bar vinha checar a cada 20 minutos, com uma cara de preocupado. Só que não ficávamos bêbados. Não ficamos, não naquele dia. Nem naquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me contou a história da menina de cabelos&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;laranjas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. A que morreu várias vezes, e, de acordo com ele, ainda morria. E eu decidi que era uma ótima história a ser contada. Mas pra quem eu contaria? Eu não tenho amigos. Apenas ele. Nem os garotos da academia, que moram lá no prédio. Aqueles que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;lincharam&lt;/span&gt; o pobre bandido que tentou me matar. Nem eles eu chamo de amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele me falou essa história de um jeito estranho. Ele parecia estar querendo me dizer algo, mas ficava enrolando. Na realidade, todas as vezes que nos encontramos, ele falava comigo de um jeito estranho. Quase não me olhava nos&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(204, 204, 204);"&gt; olhos&lt;/span&gt;. Aliás, ele nunca me olhou nos olhos. E eu percebi, então: &lt;span style="font-size:130%;"&gt;sequer sabia seu nome&lt;/span&gt;. Pra ser sincero, de todas as vezes, eu só lembro de já estarmos juntos. Nunca o modo como nos encontramos. Se ele telefonou, se eu o chamei. Nem sei se foi por acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele então pediu a conta, e mais duas carteiras de &lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;cigarro.&lt;/span&gt; Nos levantamos, e nenhum dos dois disse nada. Ele foi sozinho até o balcão, pagou a conta e riu um pouco com o dono do bar. Eles pareciam se conhecer. Quando voltou, acendendo um cigarro, me entregou uma das carteiras de cigarro. "Vamos andando?", e eu respondi que sim. E fomos andando. Em nenhum momento, me olhou nos olhos. Nem eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo chegamos à orla. Caminhamos um pouco, ainda era cedo. Casais de namorados trocavam carícias nos banquinhos escuros. Rodamos um pouco e encontramos um desses banquinhos, no qual sentamos. Ele curvou-se pra frente, e começou a tossir. Apesar do escuro, eu percebi o &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;sangue &lt;/span&gt;que saía a cada tosse. Senti o gosto, quando eu mesmo tossi um pouco. Ambos tínhamos &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;úlcera&lt;/span&gt;, já sabia disso. Depois, ele acendeu outro &lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;cigarro&lt;/span&gt;. Tirou um pequeno livro da mochila que carregava, depositou-o no colo, e ficou em silêncio por alguns momentos, admirando o objeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uns minutos, acendi um &lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;cigarro&lt;/span&gt; também, e peguei o livro de seu colo. Seus olhos seguiram o objeto como se estivessem travados nele. Quando abri a capa, vi que tratava-se de um diário. A primeira página era toda &lt;span style="color: rgb(255, 204, 153);"&gt;amarelada&lt;/span&gt;, meio velha, e uma frase aparecia escrita de maneia estranha, bem no centro. Era "&lt;span style="font-style: italic;font-size:130%;" &gt;A Gazeta da Melancolia&lt;/span&gt;". E era uma idéia minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fique a vontade. Preencha-a com tudo que te vier à mente. Tudo que você achar que vale à pena ser dito. Se as pessoas querem te conhecer, é a partir daí que conseguirão". Eu estranhei, mas assenti com a cabeça. "E você? Como vai fazer pra ser compreendido?", perguntei. Ele simplesmente virou duas páginas à frente, e apontou pra outro texto. Era uma citação: &lt;blockquote style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós."&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;~ &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Gibran Khalil Gibran - O Louco.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;Fiquei estarrecido. Aquilo já existia em minha mente. Eu nunca compartilhara com ninguém. Quando finalmente voltei a mim, ele havia se levantado, e parado numa barraquinha de doces. Comprou dois &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 0, 0);"&gt;brigadeiros&lt;/span&gt;. Continuou andando, e mais à frente, encontrou a garota de cabelos &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;laranjas&lt;/span&gt;. Entregou um dos brigadeiros a ela, e deu um beijo em sua bochecha. Os olhos dela &lt;span style="color: rgb(192, 192, 192);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;brilhavam&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; de maneira fenomenal, e era lindo de ver. Então ele voltou, me entregou o outro brigadeiro, e apontou para o lado oposto. Ela estava lá. Não a menina de cabelos laranjas. A outra... A que me deixou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, naquela orla, o calçadão calmo e &lt;span style="color: rgb(51, 153, 153); font-weight: bold;"&gt;frio&lt;/span&gt;, ela estava em pé. O vento balançava pouco seus cabelos curtos. Baixinha, com o rostinho angelical. Não parava de sorrir, me olhando. Mas era um sorriso triste, nostálgico. Daqueles com as sobrancelhas levemente erguidas... Eu me levantei e entreguei-lhe o doce. Ela me deu um beijo na bochecha e foi embora, sem dizer nada. Quando olhei pra trás, escutei a garota de cabelos &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;laranjas&lt;/span&gt; chamando "Lipe...vamos?". E ele foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tossi novamente, e desta vez, ainda &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;mais sangue&lt;/span&gt; saiu de minha garganta. Fiquei um momento em pé, mas depois sentei no mesmo banquinho. O vento estava tão forte que a copa da &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 102, 0);"&gt;árvore&lt;/span&gt; balançava, tirando a sombra, e deixando a luz da lua clarear o lugar. Peguei a caneta, amarrada ao diário por um laço &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;vermelho&lt;/span&gt;, e comecei a escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, os&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; clarões&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Havia meses - anos, não sei mais de nada - que não os via. Os &lt;span style="color: rgb(153, 102, 51); font-style: italic;"&gt;raios&lt;/span&gt;, as&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt; fl&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt;es&lt;/span&gt;, as &lt;span style="color: rgb(102, 0, 204);"&gt;nuvens roxas&lt;/span&gt;, os&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);"&gt; fr&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;c&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;ta&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;is&lt;/span&gt;. A música, o perfume. Tudo apareceu de repente, como em desenho animado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garota de cabelos &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;laranjas&lt;/span&gt; virou à esquina, na única rua escura do meu "mundo". A única rua que não era repleta de cores, de vibrações, de flores. Meu amigo parou, olhando para a rua, e depois voltou-se em minha direção. Deu um sorriso leve, virou novamente e entrou na rua também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sabia o que fazer com o diário. Com a Gazeta da Melancolia. Mas o que quer que eu fizesse, me ajudaria a manter meu mundo. A me manter em meu mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-6258375349320984287?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/6258375349320984287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=6258375349320984287&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/6258375349320984287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/6258375349320984287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/12/verdadeira-histria-x-crise-de.html' title='A Verdadeira História X + Crise de Identidade III (Acrono) - (Final pt.1)'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-3774903124967476281</id><published>2007-12-16T17:02:00.000-03:00</published><updated>2007-12-25T22:26:43.365-03:00</updated><title type='text'>A Verdadeira História IX + Crise de Identidade II (Acrono)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo IX&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/verdadeira-histria-viii.html"&gt;Ler Capítulo VIII&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/verdadeira-histria-vii.html"&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-size: 78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;Ler Capítulo VII&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: 85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-size: 78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/verdadeira-histria-vi.html"&gt;Ler Capítulo VI&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-size: 78%;"&gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/07/verdadeira-histria-v.html"&gt;Ler Capítulo V&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-size: 78%;"&gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria-iv.html"&gt;Ler Capítulo IV&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-size: 78%;"&gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria-iii.html"&gt;Ler Capítulo III&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-size: 78%;"&gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria_17.html"&gt;Ler Capítulo II&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-size: 78%;"&gt;Ler Capítulo I&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Outro dia, caminhando com um amigo, contei pra ele a fábula do &lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Lobo&lt;/span&gt; e do Coelh&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;o&lt;/span&gt;. A Buon Anima. Ele ficou confuso, não entendeu o porquê de ser uma fábula. Não tinha moral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O máximo que pode ser considerado é que o homem é o mais feroz dos predadores. Mas isso é babaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele está certo. A moral não está aí. Isso é mesmo babaca. A moral, na realidade, está no coelh&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;o&lt;/span&gt;. Ora! O coelh&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;o&lt;/span&gt; ainda não tinha saído completamente da toca quando percebeu o &lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;lobo&lt;/span&gt;. Por que diabos não voltou pra dentro? Tinha que continuar? Sair de vez, e começar a correr, run for its life?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A questão é que ele poderia ter voltado. Poderia ter parado, voltado, e pensado em outra coisa. Não precisamos continuar o que começamos! Qual o problema de desistir, de largar as coisas pela metade? Começar algo com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;entusiasmo&lt;/span&gt;, mas depois, simplesmente, perder o fôlego?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pior que perder o fôlego quando se foge de um &lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;lobo&lt;/span&gt;, né? Perder o fôlego antes de continuar e chegar a algo difícil de sair. Um caminho sem-volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era exatamente isso. E foi isso. Exatamente então, meu amigo parou, olhou o relógio, olhou para o céu, pras nuvens, e disse "vamos sentar aqui. Tomar umas cervejas". Engraçado; quando sentamos, percebi que era o bar onde levei os socos. Onde enterrei um copo de vidro num ombro de um bandido. Onde conheci o seu amigo, o cara que iria atirar em mim na minha própria casa. Que iria afastá-la de mim. Ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. Ele pediu uma cerveja e dois copos, mas eu interferi. Quero um &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;vinho&lt;/span&gt;, disse. O homem ofereceu dois vinhos vagabundos, e um até melhorzinho, mas... Bem. Caça com gato, não? Meu amigo insistiu na cerveja, sua &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;úlcera&lt;/span&gt; não lhe permitia excessos. Fermento demais. Acontece que eu também tinha &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;úlcera&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o vinho preenchia o meu copo, e a cerveja dele chegava, a garrafa cinza de tão gelada e eu quase me arrependendo de pedir o vinho, ele começou a falar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então. Eu conheci essa guria. Ela tem uns cabelos lindos. &lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);"&gt;Laranjas&lt;/span&gt;. E um ar meio triste...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-3774903124967476281?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/3774903124967476281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=3774903124967476281&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3774903124967476281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3774903124967476281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/12/verdadeira-histria-ix-crise-de.html' title='A Verdadeira História IX + Crise de Identidade II (Acrono)'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-6731335833505458494</id><published>2007-12-03T20:41:00.001-03:00</published><updated>2007-12-03T20:44:25.540-03:00</updated><title type='text'>Buon Anima</title><content type='html'>O lobo, despreocupado, caminhava em direção à toca do coelh&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;o&lt;/span&gt;. Talvez ele saísse, por causa do &lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;frio&lt;/span&gt;. Talvez o lobo tivesse que fazer vigília... Mas não dormiria com fome. Ele caminhava, sentindo a rajada de vento. A &lt;span style="color: rgb(192, 192, 192); font-weight: bold;"&gt;neve&lt;/span&gt; já estava consolidada na colina, mas não era diferente dos outros dias. O vento era muito incômodo. Atrapalhava até o pensamento. Mas lobo pensa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De súbito, um focinho aparece no buraco. O lobo estava na área mais alta, e o coelh&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;o&lt;/span&gt; só poderia vê-lo quando estivesse totalmente fora da toca. Totalmente exposto. Vulnerável. O lobo lambia os beiços. Sabia que uma bela refeição estava pra chegar, e se tivesse sorte, o resto da família sairia pra ajudar o chefe-coelh&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;o&lt;/span&gt;. Mas os coelh&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;o&lt;/span&gt;s têm esse sentimento de proteção? Têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que coelh&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;o&lt;/span&gt;s têm ótimos reflexos, e são bastante rápidos. Quando sentiu o bafo quente do lobo, o papai-coelh&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;o &lt;/span&gt;saiu em disparada. O lobo, com fome, não ficou parado: começou a correr. E foi uma disputa voraz. O coelh&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;o&lt;/span&gt; fintava, o lobo caía, mas logo levantava com mais raiva. Só que não durou muito... O lobo logo conseguiu alcançar a presa, e, ironicamente, pelas orelhas, o abocanhou. O sangue jorrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então um barulho. O lobo pensou que era um trovão, a princípio. O coelh&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;o&lt;/span&gt;, um sinal dos céus. E coelh&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;o&lt;/span&gt; tem céu? Tem. Mas não, era um homem, um caçador. Com seu rifle, atirou nas costas do lobo. Amarrou a carcaça pelas patas, e ao ver o coelh&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;o&lt;/span&gt; deitado, agonizante, não teve dúvidas em penetrá-lo com uma faca. O pobrezinho não merecia aquele sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: verdana; color: rgb(102, 102, 102);font-size:180%;" &gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lobo, despreocupado, caminhava em direção à toca do coelh&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;o&lt;/span&gt;. Não imaginava que existia um outro predador, um predador mais feroz que ele. Um caçador espreitava, deitado na neve, coberto com um casaco branco, com um rifle.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-6731335833505458494?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/6731335833505458494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=6731335833505458494&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/6731335833505458494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/6731335833505458494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/12/buon-anima.html' title='Buon Anima'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-3552626819218965833</id><published>2007-11-22T20:18:00.000-03:00</published><updated>2007-11-22T20:27:02.286-03:00</updated><title type='text'>Since when.</title><content type='html'>Jules Cherét, "avô" do &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/CMYK"&gt;CMYK&lt;/a&gt;, lindas &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tipografia"&gt;tipografias&lt;/a&gt;. Lindas iluminações. Principalmente em se tratando de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Litografia"&gt;Litografia&lt;/a&gt;. Destaque para "Théâtrophone"&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_nQfCiuFKQrA/R0YOq4LtNtI/AAAAAAAAAA8/w89XBfeTJCA/s1600-h/pl13.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_nQfCiuFKQrA/R0YOq4LtNtI/AAAAAAAAAA8/w89XBfeTJCA/s320/pl13.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135808554861410002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_nQfCiuFKQrA/R0YO3ILtNuI/AAAAAAAAABE/yAgrc_Vg_yc/s1600-h/pl37.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_nQfCiuFKQrA/R0YO3ILtNuI/AAAAAAAAABE/yAgrc_Vg_yc/s320/pl37.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135808765314807522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_nQfCiuFKQrA/R0YPB4LtNvI/AAAAAAAAABM/l_YbNbjsJIg/s1600-h/pl53.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_nQfCiuFKQrA/R0YPB4LtNvI/AAAAAAAAABM/l_YbNbjsJIg/s320/pl53.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135808949998401266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_nQfCiuFKQrA/R0YPk4LtNwI/AAAAAAAAABU/K1_1Wy0dCow/s1600-h/pl33.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_nQfCiuFKQrA/R0YPk4LtNwI/AAAAAAAAABU/K1_1Wy0dCow/s320/pl33.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135809551293822722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-3552626819218965833?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/3552626819218965833/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=3552626819218965833&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3552626819218965833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3552626819218965833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/11/since-when.html' title='Since when.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nQfCiuFKQrA/R0YOq4LtNtI/AAAAAAAAAA8/w89XBfeTJCA/s72-c/pl13.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-5376058489172657722</id><published>2007-11-19T20:39:00.000-03:00</published><updated>2007-11-19T20:40:38.725-03:00</updated><title type='text'>Roda moinho, roda pião.</title><content type='html'>Acordar, lavar o rosto. Passar vários minutos olhando, imóvel, o reflexo no espelho. Uma expressão de asco. De repulsa. Lavar o rosto novamente, escovar os dentes e pentear o cabelo. Sair, fumar um cigarro e tomar um café. Eu tava tentando parar, diminuir, maneirar nisso...Isso de tomar tanto café. Queria era largar o café. Mas precisava dele para acordar, sair desse transe, o transe de encarar o espelho, o reflexo no espelho como se fosse partir para uma briga. O café ajudava nisso. O cigarro também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então sentar, ligar o computador. Checar e-mails, olhar notícias matinais. Voltar, tomar banho, e pensar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;- As coisas podiam mudar. O mundo podia ser feliz, pessoas iguais, e felizes. Tudo o contrário do que é hoje em dia.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí sair do banho, e curioso: Olhar pra janela. Perceber, então, que as coisas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;eram&lt;/span&gt; assim! &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Eram&lt;/span&gt; felizes, as pessoas &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;eram&lt;/span&gt; iguais. E felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estava tudo mudado. Parecia que realmente, desta vez, as coisas iriam rodar pelos eixos corretos. Parecia que o mundo ia ser feliz, afinal. Foi quando acordei, e falei comigo mesmo: putz, que sonho. Que sonho bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí fui até o banheiro, e me olhei no espelho. E percebi que não era só sonho, que iria se realizar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cerdas da escova estavam caindo em meu cabelo, e não o contrário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-5376058489172657722?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/5376058489172657722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=5376058489172657722&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/5376058489172657722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/5376058489172657722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/11/roda-moinho-roda-pio.html' title='Roda moinho, roda pião.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-9159785971559874824</id><published>2007-11-15T19:52:00.000-03:00</published><updated>2007-11-15T19:53:41.062-03:00</updated><title type='text'>Beautiful friend.</title><content type='html'>...E tudo isso vai continuar assim, vai ser doloroso, depois bom. Depois fica ruim, depois bom. Sabe quando alguma coisa boa acontece, mas você simplesmente não entende o que tem de errado? Você se pega perguntando o porquê de estar tudo bem, e ainda assim sentir falta de algo. Aí não consegue entender o que é que falta, o que é que está errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja apenas, sei lá, saber o que dizer, na hora certa, aquela hora. Responder da maneira certa, mesmo que não tenha havido pergunta. Pois tem horas que a mais concreta das afirmações requer uma resposta. E geralmente, a resposta é oposta. Você sabe disso, você tem o estalo na hora, no momento de dizer, mas se cala. Se cala perante aquilo que vai decidir seus próximos dias (próximos no sentido de seguintes, e não de "em breve"). E se calar parece uma solução tão agradável nos primeiros momentos. Aqueles que duram menos de um segundo, sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois nos próximos momentos (no sentido de "em breve" agora), você pensa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É. Não era o silêncio que representava um lugarzinho calmo e quentinho. Era a resposta".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta e &lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);"&gt;toda a conseqüência que ela traria.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-9159785971559874824?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/9159785971559874824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=9159785971559874824&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/9159785971559874824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/9159785971559874824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/11/beautiful-friend.html' title='Beautiful friend.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-1928572362683999504</id><published>2007-11-08T23:17:00.001-03:00</published><updated>2007-11-09T06:29:34.386-03:00</updated><title type='text'>Literalmente nuvens.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    E sou nada mais que um pacote de queijo comprado às pressas, um pacote de queijo. Nada mais que um maço de cigarro amassado, coberto com a água da chuva do dia em que a gente dançou. Na chuva. Nada mais, repito, que um maço de cigarro amassado. O último maço de cigarro daquela madrugada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou apenas um pedaço da tua mente, o pedaço mais escanteado, excluído, decididamente segregado: aquele que você não fez questão alguma de apresentar aos pais, mas que precisa que eu apresente aos meus. Aquele que pega na tua mão escondido, apenas segurando no último dos dedos. Mas é um dedo, e da mão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou a sensação de satisfeito que tu tens depois de comer um pacote de biscoitos sortidos. Um pacote de Club Social. Aquela sensação de "comido" que tu tens quando deita na grama e fica apenas sentindo o vento, o vento balançar teus cabelos. Eu sou o vento que balança teus cabelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sou eu? &lt;span&gt;Assim como a flor que timidamente desabrocha no vasinho da varanda, eu sou aquela que te faz acordar todo dia, e agradecer às nuvens por elas só existirem de verdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eu sou tua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-1928572362683999504?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/1928572362683999504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=1928572362683999504&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/1928572362683999504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/1928572362683999504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/11/literalmente-nuvens.html' title='Literalmente nuvens.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-7369663233488494005</id><published>2007-11-03T12:24:00.000-03:00</published><updated>2007-11-03T12:28:19.525-03:00</updated><title type='text'>The Bad Trip</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;_____&lt;/span&gt;- Manda ele&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; sair&lt;/span&gt; daí, manda ele &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;sair&lt;/span&gt; daí, manda ele &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;sair sair&lt;/span&gt;, manda ele...daí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não conseguia me livrar daquela sensação, de saber que as coisas não estão certas, não estão &lt;span style="color: rgb(102, 102, 102); font-weight: bold;"&gt;oquei&lt;/span&gt;. Engraçado é que eu via tudo certinho, tudo igual, tudo como era antes de... As coisas tavam &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(102, 102, 102);"&gt;oquei&lt;/span&gt;. Mas não tavam. Era uma distância diferente, as distâncias eram iguais, mas estavam &lt;span style="font-style: italic;"&gt;looking different&lt;/span&gt;. Sempre ouvira falar, sempre tinha ouvido falar, tinha ouvidos. As coisas tavam bem diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começou às 12 da tarde. Não...se eram 12 tava tarde. Não, tava de noite. Metade desta. Simplesmente o barulho que se repetia, o estado, aliás, o estatuto. Não, não. Deixa eu recomeçar. De meia-noite, o barulho começou. E se repetia. Comecei a analisá-lo - não tinha nada melhor pra fazer, tava deitado na minha cama fumando. Comecei a analisá-lo, e percebi várias coisinhas nesse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;meanwhile&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;* O barulho não se repetia exatamente. Aliás, se repetia, mas havia uma distância cada vez menor entre um e outro. Começou barulho, espaço ----------------- barulho. Depois barulho, espaço ---------------- barulho. E por aí foi indo, foi findo. Findou no Barulho. Só este, direto, sem interrupções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0);"&gt;* Ao fundo, tinha um espaço sem barulho. Aliás, ao fundo do barulho, tinha um espaço com uma microfonia. Ou era uma interferência. Sei que era agudo e triste. Imaginei pegar um papel, amassá-lo, e gravar somente 10 milésimos de segundo do barulho do amasso. Era isso, que eu ouvia. Era isso que eu ouvia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* O barulho era legal de se ouvir, era oquei. As coisas estavam oquei.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, uma serpente, uma serpente que rodeava meu quarto. Não era bem uma serpente, era meio que um lagarto, sem pernas, sem braços, sem olhos nem escamas. Mas não parecia nem de longe uma minhoca, um verme grande. Era até pequeno. Pequena. Mas eu sabia ser uma serpente. Eu não tive medo. Nem ela. Ou ele, nunca soube ao certo, o sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu disse, ela não tinha olhos nem escamas, mas não mencionei a boca. A boca era bonita, lembrava a de um homem forte, tinha até uma cicatriz no lábio superior. E aí ela veio em minha direção: com a cauda, enrolou-se em meu pescoço. Com a boca, começou a me chupar, me fez entrar em êxtase assim que encostou os lábios em meu pau. Doía, mas era bom. Doía por que apesar de ter a boca de um homem, tinha as presas de uma cobra. Mas não chegou a ferir. Só doeu. De repente, fui chegando perto de um orgasmo, perto de gozar, e ao mesmo tempo, ela apertava mais o meu pescoço. Fui vendo tudo escuro, quase sem discernir os objetos. E aí toquei em seus cabelos. Ela não tinha cabelos quando começou, mas depois percebi: Negros como a noite, a metade da noite, e compridos. E a boca não era mais a de um homem, mas de uma mulher, magnífica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acordei, mais ou menos de dia, de meio dia, ao meio-dia, não existia mais nada ali. Só o cheiro do sexo. Minhas roupas estavam devidamente colocadas, a calça fechada como se nunca tivesse sido aberta. Não cheguei a gozar, mas foi um dos momentos mais gostosos de minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só então acordei de verdade. &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Sangue&lt;/span&gt; no quarto, dinheiro espalhado, a maior parte rasgada no meio. De onde vinha o &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;sangue&lt;/span&gt;? Após uma minuciosa análise, percebi que saía do buraco em meu peito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-7369663233488494005?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/7369663233488494005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=7369663233488494005&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/7369663233488494005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/7369663233488494005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/11/bad-trip.html' title='The Bad Trip'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-6685474506990044309</id><published>2007-10-10T20:43:00.000-03:00</published><updated>2007-10-11T06:13:15.643-03:00</updated><title type='text'>Um deus em cada gota de chuva.</title><content type='html'>O ser humano é egocêntrico por natureza. Julga-se capaz de tudo. Julga conhecer todos os confins do planeta. Mas há um lugar, uma ilha. Uma ilha que apenas alguns homens, crianças e, principalmente, mulheres conhecem. E são os homens, crianças e mulheres que moram lá. Nessa ilha, na Ilha, pouco se sabe do resto do mundo. Pois seus habitantes decidiram que não precisam sair dela. Pra nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ilha não é deserta, mas deveria ser, pois lá só chove uma vez a cada 10 anos. Mas é uma chuva especial, pois assim que ela toca o solo, revigora todos os animais e plantas que lá vivem. A vegetação, que já era bastante verde, torna-se ainda mais verde, e os animais que já eram bastante felizes, tornam-se ainda mais felizes. Mais vivos. Incluindo os humanos. Os humanos que lá vivem tornam-se mais felizes quando chove.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa gente não sabe, mas existe algo especial nessa chuva. Não sabem por que não têm ciência. Eles decidiram não estudar nada, não tentar descobrir nada sobre a natureza, sobre o que os move. Também decidiram não criar uma linguagem ou uma escrita especial. Comunicam-se com o coração. Com os olhares. Há aqueles que se comunicam melhor, transmitem melhor as mensagens que os outros. Mas isso existe em qualquer lugar do mundo, não só na Ilha. A diferença é que na Ilha, esses não são melhores ou mais importantes que os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se aqueles que vivem na Ilha estudassem, tentassem descobrir, descobririam facilmente o que torna a Ilha especial: É que existe um deus em cada uma das gotas dessa chuva. Esses deuses só vivem tempo suficiente pra gota ser gerada lá em cima, nas nuvens, e chegar ao chão da Ilha. Mas é o melhor momento para tudo que vive. Inclusive os deuses. E os que vivem na Ilha. Se eles descobrissem que na Ilha, existe um deus em cada gota de chuva, talvez eles decidissem que não seriam mais felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é por isso que eles decidiram não descobrir. Apenas seguem comunicando-se com os olhares. E respeitando, mesmo sem saber, os deuses que vivem nas gotas da chuva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-6685474506990044309?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/6685474506990044309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=6685474506990044309&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/6685474506990044309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/6685474506990044309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/10/um-deus-em-cada-gota-de-chuva.html' title='Um deus em cada gota de chuva.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-535951487509577142</id><published>2007-09-22T06:31:00.000-03:00</published><updated>2007-09-22T06:43:59.648-03:00</updated><title type='text'>Crise de Identidade (Acrono)</title><content type='html'>Em uma de suas andanças, vosso destemido autor conheceu um jovem. Um jovem, que assim como ele, tinha distúrbios. Só que um distúrbio diferente. A ele, não incomodava o mundo real. A ele, não se aparecia um mundo completamente novo. A ele, irritava seu comportamento social. Tudo que fazia para criar laços, dava errado. E ainda dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia da história desse jovem, em particular, chamou a atenção deste que vos escreve: O dia em que o jovem, entusiasmado pelas novas companhias que buscava constituir, passou inteiro em uma livraria. Entre grandiosos autores, famosos escritores, um pequeno livro lhe chamou atenção. Um livro de poesias, que reunia vários artistas pouco conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o jovem abriu o livro. Começou a ler, e fitou, por horas, um versinho criado por uma mulher de quem nunca ouvira falar. O versinho era pequeno. Uma página de 5cmX10cm, mas preenchida por apenas duas linhas:&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-style: italic;"&gt;E o que é a solidão? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-style: italic;"&gt;A falta do outro, ou o excesso de mim?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;                     &lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                                      &lt;/span&gt;         - Maria Flora&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 102, 0); font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele não melhorou de sua situação, não perdeu o distúrbio ou deixou de relevá-lo; apenas compreendeu e aceitou melhor.  Não melhorou por que não importava o motivo: mantinha-se triste. Mas aceitou que tanto por um, quanto pelo outro, seria solitário. Aprenderia então a tomar proveito disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, quase como vosso autor, criou uma certa simpatia pelo seu distúrbio.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-535951487509577142?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/535951487509577142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=535951487509577142&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/535951487509577142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/535951487509577142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/09/crise-de-identidade-acrono.html' title='Crise de Identidade (Acrono)'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-6852430501925905869</id><published>2007-09-09T14:50:00.000-03:00</published><updated>2007-09-09T15:00:22.347-03:00</updated><title type='text'>A Ilha</title><content type='html'>Depois de sair do parque, encaminhou-se pra casa; não ia entrar, nem nada. Só dar uma olhada pra entrada do prédio. Lembrar de quando era pequena, e saía pra jogar &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;futebol&lt;/span&gt; com os meninos. A mãe detestava isso, vê-la sair com garotos pra jogar &lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);"&gt;bola&lt;/span&gt;, e não com as meninas pra brincar de &lt;span style="color: rgb(153, 51, 153);"&gt;boneca&lt;/span&gt;. Mas o pai adorava. Ele tinha menos preconceitos em relação a isso que a mãe. Ele adorava saber que a filha podia muito bem fazer atividades "masculinas", mas ainda assim conservar a &lt;span style="color: rgb(204, 51, 204); font-weight: bold;"&gt;asinha rosa de borboleta&lt;/span&gt; da fantasia do colégio. Ela era mesmo feminina, sabia disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensou em subir, pegar a &lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;asinha da borboleta&lt;/span&gt;, e levar consigo pra... aonde estava indo? Não saberia dizer nem quando chegasse. E isso não interessava, né? Desistiu de subir. A asinha de borboleta poderia esperar. Seu pai guardaria, com certeza. Desceu a rua com um sorriso estranho no rosto. Estranho pois não tinha motivo, não tinha razão para sorrir. E estranho fisicamente mesmo. Não era um sorriso feliz, era meio &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;t&lt;/span&gt;or&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;to&lt;/span&gt;. Só então percebeu que chorava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por que choraria? Pelo que poderia chorar, se não tinha motivos pra ficar triste? Simplesmente por não ter motivos para ficar feliz. A dor não residia apenas nos problemas. A falta de problemas também representava a falta de soluções, e o gozo de resolver algo. Como quando resolveu pintar o cabelo de &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;preto&lt;/span&gt;, pra esconder o&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);"&gt;laranja&lt;/span&gt;. O&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);"&gt; laranja&lt;/span&gt; natural, quer dizer. Mas não conseguiu. No dia seguinte, o&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 204, 51);"&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;laranja&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; voltou. E aí é que se apresentou a real solução. Percebeu que ficava linda com o cabelo&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);"&gt; &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);"&gt;laranja&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. O&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);"&gt;laranja&lt;/span&gt; natural, quer dizer. Decidiu então fantasiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto descia a rua, com lágrimas nos olhos e um sorriso &lt;span style="font-size:130%;"&gt;t&lt;/span&gt;or&lt;span style="font-size:85%;"&gt;to&lt;/span&gt;, pensou-se navegando. &lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;Mares calmos&lt;/span&gt;, num dia claro, e o vento muito, mas muito forte e frio. Seus &lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;cabelos&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt; &lt;/span&gt;voavam de um jeito muito charmoso. Nua, com os mamilos rijos, os mamilos bem no centro daqueles seios pequenos. A proa estava cheia de areia. Sentia frio nos pés, em meio às &lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;algas&lt;/span&gt;. Os albatrozes deviam ter trazido as algas pra proa, só podia. De que outro modo elas chegariam ali? Só se o navio tivesse submergido em algum momento, antes dela embarcar. E provavelmente foi o que aconteceu. O vento ficava mais frio, e os pingüins apareciam nadando, ao redor do navio. Eles eram rápidos, e o navio, lento. "Indo para o sul, sempre para o sul".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ilha crescia no horizonte. Aquela ilha era para onde estava indo, com certeza. E agora, isso interessava. Sabia dizer que seu destino era A Ilha. Uma ilha bonita, que por causa do frio, tinha um pico daqueles bonitinhos, coberto de neve, mas a vegetação embaixo era densa. Densa de um jeito &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não-tem-ninguém-vivendo-aqui&lt;/span&gt;. Só a natureza. E enquanto o navio se aproximava, ela, na proa, alternava entre olhar pra ilha e pros pingüins. E chorava. Chorava de felicidade. Era maravilhoso, sentir aquilo. O frio não incomodava. Ou incomodava, mas era isso que era bom, por ser frio. É bom saber que você está sentindo muito frio, num lugar longe de casa, numa atmosfera lânguida. Era quase folclórico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto não percebia os recifes de corais se adensando, indicando a proximidade cada vez maior da costa, também não percebeu o ônibus saindo da perpendicular. Morreu enquanto fantasiava com a ilha que seria seu destino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-6852430501925905869?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/6852430501925905869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=6852430501925905869&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/6852430501925905869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/6852430501925905869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/09/ilha.html' title='A Ilha'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-6383426349487171924</id><published>2007-08-31T19:53:00.000-03:00</published><updated>2007-09-01T16:50:07.502-03:00</updated><title type='text'>Como foi?</title><content type='html'>"...foi quando me sentei, no telhado. O telhado lá do prédio é bem legal, à noite. Não à noite assim, nove, dez; não. Tipo, de madrugada. O prédio fica no centro da cidade, e de madrugada não costuma ter muita gente passando por lá. Se tivesse, faria diferença sim, pois não é muito alto - tem apenas sete andares - e o barulho incomodaria. Mas de madrugada, em dia de semana, não. Não incomoda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas bem, como eu dizia, foi naquela &lt;span style="font-size:180%;"&gt;madrugada&lt;/span&gt;. Eu tinha comprado uma caixa com seis cervejas. Levei lá pro telhado, e ninguém havia mexido no meu 'cantinho', que é onde eu deixo minha cadeira de praia e o isopor, com a tampa cheia de fita crepe. Joguei as cervejas lá dentro, e abri uma. Sentei na cadeira e curti o vento, o silêcio. É bom, é quando a gente involuntariamente passa a pensar. A refletir sobre as coisas. Começa pensando no dia, o que aconteceu, algo que fugiu da rotina e aí tu termina pensando em coisa que não tem nada a ver. E é massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É massa como a gente percebe que fez algo errado, ou algo certo, numa situação dessa. Até quando a gente lembra de ter feito uma coisa muito idiota, a gente fica com vergonha de novo, mesmo não tendo ninguém. Mas bem, acabei a primeira cerveja - que já tinha ficado quente, pois demorei a beber pensando -, e já ia soltá-la no chão. Aí vem a parte estranha: de repente, começa a chover, mas parece que tava chovendo há muito tempo, por que quando eu senti o primeiro pingo, a roupa já tava toda molhada. Me levantei pra ir pro abrigo, embaixo da caixa-d'água, mas me detive assim que dei o primeiro passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joguei a garrafa vazia na parede da escada, e foi em &lt;span style=";font-family:georgia;font-size:180%;"  &gt;câmera lenta&lt;/span&gt;. Não sei o que houve, eu não tava bêbada! Ainda tinha acabado de beber a primeira! Mas acompanhei a garrafa voando em direção à parede, e vi alguém saindo pela porta. Não dava pra ver direito por que tava escuro, mas não bateu no vulto. Nem perto. Nem os estilhaços, quando quebrou. O vulto simplesmente continuou a andar, em minha direção. Aí comecei a pedir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-...desculpa! Eu não tava vendo. Não sei o que me deu, eu... eu só senti vontade de jogar.&lt;br /&gt;- Nah, tudo bem. Não passou nem perto. Eu também não sei o que aconteceu. Só senti vontade de subir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele era forte... Tinha um jeito de quem fazia artes marciais. A silhueta dos braços, descansados, não encostava na cintura, pois era &lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;l a r g o&lt;/span&gt;. O tipo de homem pelo qual não me interesso, acho que intelectualmente. Também não dava pra ver o rosto direito, mas parecia ser bonito. Era firme, marmóreo. Aparentemente tinha uma barba por fazer, mas não grande, só crescendo. Digo por que deu pra ver como a chuva se concentrava ali, ao redor da boca. Aquela boca, ali sim dava pra ver; ou sentir, não sei! Não sei, não senti tesão de imediato, mas achei bem sexy. O contexto o era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele trazia mais doze cervejas. Aparentemente, teríamos uma festa! Nossa, qüão inusitado! Perguntou se poderia colocar no isopor, e eu disse que sim. Não deixei aparentar medo ou desconfiança, nada assim. Tentei ser a dona do momento. Eu ditava as regras. É sempre assim, quem manda sou eu! Mas...eu não tinha marcado nada, não tínhamos resolvido nada... Ele poderia estar ali esperando alguém! Mas por que usar o meu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-...isopor? É perfeito. Poderia ter mais uma cadeirinha, mas não tem problema. - Disse isso enquanto sentava no chão, abrindo uma das minhas que estavam mais geladas.&lt;br /&gt;- Ah, faço isso sempre que posso...É uma espécie de...hmmm...&lt;br /&gt;- Retiro? Eu vim aqui em cima com essa intenção. Hoje pela manhã eu subi, e vi o isopor e a cadeirinha... Achei que eram deixados pelos moradores para serem usados pelos próprios. Não imaginei que tinham dona.&lt;br /&gt;- Ah, relaxa. Mas... eu não lembro bem de você... A gente se conhece? Tu mora aqui no...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele então contou que era amigo de Diogo, meu vizinho de andar. Veio de outra cidade pra estudar, e ainda estava procurando um lugar pra morar. Tava até pensando em alugar o apê da frente do meu, que estava desocupado. &lt;span style="font-size:180%;"&gt;Ele falava de um jeito bonito&lt;/span&gt;. Meio arrastado, meio &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(192, 192, 192); font-weight: bold;"&gt;rouco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Tinha cabelo grande também, só percebi depois, pois tava preso. Mas era até bonito. Ele tinha jeito de surfista...Mas tinha jeito de mafioso também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Putz, eu e minha mania de rotular. De qualquer forma foi massa, a noite. Conversamos sobre um monte de coisa. Sobre a faculdade que eu estudo, sobre a que ele ia começar, sobre dinheiro, sobre trabalho, sobre bebida, cinema. Ele gosta de fotografia também. Falou que gostaria de repetir aquela baladinha a dois, só que com outras bebidas, talvez. Viciado em cerveja também, mas tava achando a barriga muito grande. Rá, e a minha, panacão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, depois disso, a gente foi ficando bêbado, e fomos pro meu apê. Agora é tua vez de contar, qual foi a que tu mais gostou?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E abriu outra cerveja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-6383426349487171924?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/6383426349487171924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=6383426349487171924&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/6383426349487171924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/6383426349487171924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/como-foi.html' title='Como foi?'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-8781763679503395354</id><published>2007-08-30T15:07:00.000-03:00</published><updated>2007-08-30T21:31:47.738-03:00</updated><title type='text'>Sepukku</title><content type='html'>O Relógio do parque batia 23 horas. Onze da noite. Na vera, era proibido ficar até essa hora. O parque fechava às 21. Nove da noite. Mas el&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; ficara meio que escondidinh&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt;, no último banco, depois da jaula dos macacos-prego. Engraçado, isso. Um parque, com vários motivos de saúde, pista de cooper, exercícios, etc. Cheio de &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;plantas&lt;/span&gt;, crianças correndo (de dia, pelo menos), e cheio de jaulas também, com animais enclausurados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente um apito. Putamerda, os &lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);"&gt;seguranças&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 204, 0); font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt;. "Se me pegarem aqui, vão telefonar. Vão telefonar, ou no mínimo, com sorte, apenas me mandar sair do parque". É quando começam os calafrios, a sensação. Adrenalina, isso pelo menos el&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; tinha aprendido. Muita adrenalina. Levanta e corre pra trás da jaula, segundos antes dos seguranças dobrarem a esquina. Tá escuro, não vai dar pra vê-la. Os macacos só precisam ficar quietinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando levantou do banco, o vento começou a movimentar-se. Mais, mais forte. Mais adrenalina. Seus cabelos, compridos pra negar a tendência atual, eram de um &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);"&gt;laranja &lt;/span&gt;intenso, e meio que iluminaram todo o caminho entre o banquinho e o corredor. Seus olhos, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pretos&lt;/span&gt; como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;piche&lt;/span&gt;, criaram um rastro de luz &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(192, 192, 192);"&gt;branca&lt;/span&gt; (pelo reflexo) que parecia efeito de cinema, em filme de terror. Um não, dois; eram dois rastros, por serem dois olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seguranças passaram e viram todos esses indícios, o raio de luz&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 102, 0);"&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;laranja&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; parecendo &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);"&gt;f&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;og&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);"&gt;o&lt;/span&gt; emitido pelos cabelos, os rastros &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(192, 192, 192);"&gt;brancos&lt;/span&gt; das bolinhas, reflexos das luzes dos postes nos olhos. Perceberam a mudança no vento, que ficou bem mais forte, e mais frio. Percebram todas as pistas psicodélicas desse movimento. Inclusive, até acreditaram ter visto um vulto entre as folhas de bananeira e o corredor atrás da jaula dos macacos-prego. Mas as atribuíram à &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;maconha&lt;/span&gt; que haviam fumado minutos antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;El&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;* &lt;/span&gt;escapava mais uma vez, e isso já estava se tornando um hábito. Talvez o sucesso ao escapar também, mas principalmente a necessidade. Necessidade de fugir. Não iria querer mais estabelecer relacionamentos. Iria fugir pro resto da vida, manter-se ausente. Sua intenção era extinguir de vez as bolinhas que representavam o brilho nos olhos. Talvez até mudar o cabelo. Não merecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iria pra longe, arrumar um emprego medíocre. Medíocre justamente por isso, para se identificar com seu ego. Era assim que se torturava por ter feito qualquer coisa repreensível. Sua consciência a repreendia na intenção de lhe colocar "no seu lugar". "Você não tem capacidade pra isso, com que intuito o fez?" ou "como tem coragem de pensar em fazer isso, se você tem esse retardo mental?"... "Com que direito?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas dessa vez fora longe demais. Aparentemente, sua consciência &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; havia abandonado, por desistir de sua redenção. Mas continuaria agindo como se ainda a tivesse. Como que na intenção de mostrar pra ela que sabia se punir sozinh&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt;, mas gostava da presença de uma entidade superior. Redenção, era isso que a consciência lhe prometia. Mas algo lhe viria à mente: Acaso os macacos-prego têm redenção, uma vez que não têm consciência? Se não tiverem, aliás. Mas ainda assim são seres vivos. E merecem a redenção. A salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento não pensara nisso, apenas em dar-lhes um pouco da sensação de estarem salvos, livres. E com isso, el&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt; se sentiria safo, libertin&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt;. Eis a parte boa de estudar em uma escola comandada por freiras. Lá, se aprende de tudo. Desde fumar até arrombamento. E foi o que fez: com uma mola retirada do isqueiro (não tinha mais cigarro, era desnecessário, então) abriu o enorme cadeado que separava os macaquinhos da liberdade do parque. Abriu a grade e entrou na jaula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio, os macacos-prego estranharam. Mas logo começaram a se exaltar, e em poucos minutos, todos haviam saído da jaula. Mas a jaula não estava vazia. Nela deitava uma pessoa, de cabelos&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 153, 0);"&gt; laranja&lt;/span&gt;, com uma faca enfiada na barriga. Seus olhos não exibiam mais as bolinhas &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(192, 192, 192);"&gt;brancas&lt;/span&gt; de luz, talvez por já ter morrido, talvez por que a jaula era escura. E o &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;sangue&lt;/span&gt; escorria em direção aos cabelos. Como era sua intenção, mudar os cabelos e perder o brilho nos olhos. Não merecia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-8781763679503395354?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/8781763679503395354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=8781763679503395354&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/8781763679503395354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/8781763679503395354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/sepukku.html' title='Sepukku'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-4621556755231323278</id><published>2007-08-26T14:01:00.000-03:00</published><updated>2007-08-26T14:04:25.618-03:00</updated><title type='text'>E o que me resta?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chega do trabalho, toma banho, e olha o que tem pra comer. Nada atrai. Não, pode até ser algo interessante, mas não atrai. Come dois biscoitos, e vai pro computador, mas também não atrai. Vê pessoas com quem gostaria de conversar através da enorme rede, mas também não se sente muito na váibe chat. Enche o saco de tudo e deita pra ver filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme acaba, desliga o monitor e vai dormir. Só que chegam os pensamentos. Críticas e contestações, reflexões. Será que...? Ou...? Tanto faz. Mas não faz, o pior é isso. Fuma um cigarro. É legal, assim: tudo no escuro, somente o LED do gabinete do computador aceso, e acende um cigarro. Ficam duas luzinhas: uma estática, e uma amarela, se movimentando, seguindo sua mão. A escuridão ajuda no ludismo da cena. Apenas a ponta do cigarro. Esquece até de tragar, as vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas traga. E traga forte, até doer a garganta. Doer de um jeito que se sinta vivo; ora, como sentir dor se não se está vivo? Talvez a maior vantagem do cigarro seja essa. Meio masoquista, porém, realidade inegável. O cigarro acaba antes que o sono chegue, maldição. Sem vontade de acender outro, fecha os olhos e espera a escuridão tomar conta também dos pensamentos. Rá, impossível. Os pensamentos voam, num dia claro, que só tem nuvens pra tornar mais caótico. Mas é como se não houvesse nenhuma, pela claridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pensamentos, nesse exato momento, podem ser comparados ao meio-dia no Centro de uma Metrópole. Se percebe em pé, numa esquina, vendo a rua movimentada com os carros, caminhões de entrega de refrigerantes, ambulantes gritando os vulgos de suas mercadorias. Estudantes saindo das aulas, outros chegando para o turno da tarde. Gritos, buzinas, e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sabe como é um meio-dia no Centro de uma grande Metrópole. Se conseguir se concentrar, evitar dar atenção ao barulho dos gritos e buzinas... Talvez perceba que ainda existem uns poucos pássaros cantando. Nas árvores mais altas, tá certo, longe do caos. Mas ainda existem; e é nessa hora que se dorme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nessa hora que pode se dormir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-4621556755231323278?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/4621556755231323278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=4621556755231323278&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/4621556755231323278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/4621556755231323278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/intervalo_26.html' title='E o que me resta?'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-8652568700429378945</id><published>2007-08-25T20:04:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T20:37:47.837-03:00</updated><title type='text'>A Verdadeira História VIII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo VIII&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/verdadeira-histria-vii.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);font-size:130%;" &gt;Ler Capítulo VII&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/verdadeira-histria-vi.html"&gt;Ler Capítulo VI&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/07/verdadeira-histria-v.html"&gt;Ler Capítulo V&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria-iv.html"&gt;Ler Capítulo IV&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria-iii.html"&gt;Ler Capítulo III&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria_17.html"&gt;Ler Capítulo II&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;Ler Capítulo I&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Então. Três meses e meio haviam se passado. Eu já havia voltado a trabalhar, ainda que com dificuldade. Reduzido a uma jornada de cinco horas diárias, por causa do &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;ferimento&lt;/span&gt;, o dia não era muito produtivo lá na Soft. E também não tinha sentido, pois Ela não estava mais lá. É, me informaram que quatro dias depois de eu entrar em coma, ela saiu do hospital, se demitiu, e despareceu. Vanished. Simplesmente sumira do mapa. Nem Renat&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; sabia algo sobre ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também havia muita coisa pra eu me preocupar. Tinha que resolver coisas da indenização. É, o juiz disse que foi culpa do pessoal do Edifício, que não deu segurança aos moradores. Foda isso, né? Não fui nem eu quem lançou o processo. Foi D. Amália. Né foda? Foda. Bem, eu não me importaria em ganhar mais alguma grana. Mas tinha o processo, tinha que testemunhar, e os blablablas de sempre. Eu tinha acabado de levar um tiro, meu "mundo" sumira, tive que gastar muito com o hospital, etc. A coisa não tava legal pro meu lado, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentira, nada disso me preocupava (tá, talvez a perda do distúrbio), só Seu sumiço. Pra que? Por quê? Por que eu provavelmente viraria um inválido, se não morresse? Bah, não tem pra quê eu pensar isso. Ela não pensaria assim. Foda. Foda mesmo! De qualquer forma, ela se foi, né? E eu estava sem meu mundo. Culpa do meu mundo. Quem me mandou sorrir? Quem mandou aqueles caras perceberem meu sorriso? Quem me mandou enfiar o copo no ombro dele? Devia ter recebido as pancadas na minha, já tava fodido mesmo. Foda-se! Foda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu passei dezoito dias em coma. Dezoito! E ela passou quatro deles lá, no hospital. Mal comeu, enquanto eu comia por tubos. A enfermeira gostosa disse que ela simplesmente acordava, e ficava sentada do meu lado, até dar sono, e dormir por mais umas quatro, cinco horas. Pra acordar e ficar de novo. Comer um sanduiche por dia, com um copo de "&lt;span style="color: rgb(255, 204, 51); font-weight: bold;"&gt;mangaranja&lt;/span&gt;", que era um suco de manga com laranja (duuh, óbvio) que serviam na lanchonete. E depois, ir embora? Putz! Que não ficasse NENHUM dia! NENHUM! Que não sentasse ao meu lado, que comesse até estourar, que se destruisse em bebidas e sexo e drogas, quanto eu agonizava (ou não, tava em coma)! Mas ficasse comigo pra sempre. Estivesse aqui quando eu acordasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela não estava. Os &lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;girassóis&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;azuis&lt;/span&gt; não estavam. O céu, &lt;span style="color: rgb(255, 153, 255); font-weight: bold;"&gt;rosa&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(51, 102, 255); font-weight: bold;"&gt;azul&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;laranja&lt;/span&gt; e &lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-weight: bold;"&gt;branco&lt;/span&gt; não estava. As zebras, os palhaços e malabaristas não estavam. As roupas, uma mistura de retrô, de medieval, com futurista, cheio de &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;c&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;o&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 51, 255);"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 153, 51);"&gt;s&lt;/span&gt;. Nada disso estava. Apenas a sensação de ressaca, que todo dia, mesmo sem beber, eu tinha. Apenas o pressentimento de que eu talvez não tivesse vontade de acordar no dia seguinte. Apenas o medo de levar outro tiro cada vez que eu descia pra fazer compras (no mercadinho ao lado do bar). As &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;maçãs&lt;/span&gt;, a camisa que ela usara. O cigarro, que joguei pela janela. Eu tinha medo, eu tinha saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cara morreu. Os guris daqui do prédio o espancaram, mas não até à morte. Não, disso se encarregaram meus amigos de bar. Alguns até conheciam o cara, mas eu os imagino dizendo "foi mal aí, Gervásio (ou whatever it is o nome dele), mas tu mexeu com o considerado da galera" ou "mermão, tu não devia se meter com a turma que mora por aqui" ou suas variantes. Foi encontrado boiando no rio mais conhecido da cidade, com buracos de bala, faca, marcas de linchamento. O amigo foi encontrado, pois era o dono da arma. O amigo em quem enfiei o copo. Foragido, o pilantra. Tentou correr da polícia e virou peneira. Putz. Eu sou amaldiçoado. E quem se mete comigo também, pelo visto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foda, isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-8652568700429378945?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/8652568700429378945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=8652568700429378945&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/8652568700429378945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/8652568700429378945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/verdadeira-histria-viii.html' title='A Verdadeira História VIII'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-1289625979493053604</id><published>2007-08-23T22:09:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T20:07:41.270-03:00</updated><title type='text'>A Verdadeira História VII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);font-size:130%;" &gt;Capítulo VII&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/verdadeira-histria-vi.html"&gt;Ler Capítulo VI&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/07/verdadeira-histria-v.html"&gt;Ler Capítulo V&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria-iv.html"&gt;Ler Capítulo IV&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria-iii.html"&gt;Ler Capítulo III&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria_17.html"&gt;Ler Capítulo II&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;Ler Capítulo I&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Barulho de vidro &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;despedaçando&lt;/span&gt;. De onde...? A porta da varanda. Meu peito&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; sangrava &lt;/span&gt;muito, e aparentemente, a bala varou o meu corpo, atingindo a varanda. Ela gritara. Acordei com aquele rosto lindo chorando em cima de mim. Doía pra caralho, putamerda! A gente sempre pensa que essas dores muito fuderosas a mente não registra, e por isso é como se não doesse. O cacete que não! Só que mesmo assim eu tava tranqüilo. Seus &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;olhos&lt;/span&gt;. Nem o barulho, nem a dor, nem o desmaio fizeram os seus &lt;span style="color: rgb(102, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;olhos&lt;/span&gt; desaparecerem. Ainda estava em meu mundo. Ela ainda estava em meu mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vizinhos chegaram, Dona Amália chorava, gritava que eu era jovem demais. Antecipando mesmo, a velha queria que eu morresse? Putz! O porteiro apareceu com um médico que tinha se mudado recentemente. Ela não soltava minha mão, apesar das constantes advertências do médico. Uma pessoa que eu nunca vira ligava pra emergência. Putamerda, que dor. Mas eu não esperei, foda-se a emergência. Eu me levantei, mesmo o médico tentando impedir. Mesmo a visão turvando, ficando escuro (e &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;vermelho&lt;/span&gt;, juro, parecia &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-style: italic;"&gt;sangue&lt;/span&gt; nos olhos), me levantei e fui ao corredor. Os adolescentes da academia, que moravam no meu andar, espancavam o cara na porta do elevador. Ele já estava inconsciente, mas batiam nele mesmo assim. Putz, é bom ser querido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encostei na parede, e acendi um cigarro. Dona Amália veio tentando tirá-lo de mim, mas eu disse que tava bem. Engraçado isso. O médico disse que meu corpo cauterizou o ferimento, e que provavelmente não tinha atingido nenhum órgão vital. Mas tava doendo pra caralho. A ambulância chegou. Fomos eu, o médico e Ela. Ela ficava calada, olhando pro ferimento, mas não pro meu rosto. Eu não conseguia mais falar, nem ouvir nada. O som tava abafado, e as luzes estavam estranhas. Eu me senti morrendo. E eu tava, acho! Mas aí ela se abaixou e me beijou. E putamerda, ela dormiu com a cabeça no meu peito, em cima do &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;sangue&lt;/span&gt;. Dormiu mesmo, escutei um leve ronco. Aí eu desmaiei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive uns sonhos estranhos, senti dor. Um macaco de batina usava uma serra elétrica em meu peito. E ela estava lá, rindo...Ou chorando, sei lá. Mas ela gritava, apontava pra mim. Médico e enfermeiros tomavam whisky, enquanto o macaco gritava "mais endorfina, mais endorfina" com uma voz meio símia! Como eu sei que era símia? Whatever. E aí vinha um porco e com as mãos (ele tinha 3 dedos em cada), abria um buraco em meu braço e vomitava algo dentro. Eu me sentia ligadão. Depois o escuro. Me senti mesmo no escuro, e escutava vozes. "Provavelmente das pessoas conversando em meu quarto", pensei. Mas diferente dos filmes, eu não discernia as palavras. Só sabia o significado: Talvez eu não saísse daquela. E também reclamavam de terem deixado eu fumar, ora! O que poderia acontecer? Sair fumaça pelo buraco da bala?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ora, finalmente! - A enfermeira parecia tirada de um seriado de estereótipos. Boazuda mesmo.&lt;br /&gt;- Hmmm, olá. Bonitos olhos.&lt;br /&gt;- Mas veja! Um piadista! Então, como está se sentindo?&lt;br /&gt;- Incrível. Você não faz idéia... Que dia é hoje?&lt;br /&gt;- 24 de setembro. Você passou 18 dias em coma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consegui falar. Só então percebi que o meu mundo tinha ido embora. E Ela também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/verdadeira-histria-viii.html"&gt;Continua no próximo &gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/verdadeira-histria-viii.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-1289625979493053604?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/1289625979493053604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=1289625979493053604&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/1289625979493053604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/1289625979493053604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/verdadeira-histria-vii.html' title='A Verdadeira História VII'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-2115767066074470807</id><published>2007-08-19T23:29:00.000-03:00</published><updated>2007-08-19T23:32:26.549-03:00</updated><title type='text'>Intervalo</title><content type='html'>Não tô mais conseguindo segurar. Já são mais de 70 segundos sem respirar. Meus pulmões, debilitados pelo &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;fumo&lt;/span&gt;, não aguentam tanto tempo sem adquirir seqüelas! Vou ter seqüelas, certeza! Setenta segundos. 70. Setenta segundos sem ar, começo a ficar tonto. Como eu cheguei até aqui já é uma pergunta! É uma façanha incrível, alguém como eu conseguir passar tanto tempo sem respirar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficando tonto, ficando tonto. A dor é lancinante. A cabeça começa a girar, e nenhuma aventura se equipara a isso. Lancinante, setenta segundos, ficando tonto, dor. Uma dor na cabeça, daquelas agudas, apenas em um lado do cérebro. Deve ser relacionado a alguma faculdade que eu perderei, se ficar muito tempo assim, alguma faculdade ligada ao hemisfério direito do cérebro. Que função é essa, eu não sei. Mas dói, como uma agulha perfurando o crânio e sugando o líquido que envolve este hemisfério. O direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficando &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0);"&gt;ve&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 204, 0);"&gt;de&lt;/span&gt;, tonto. Mas como eu sei que fiquei &lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;verde&lt;/span&gt;? Ora, é assim que ficamos quando estamos sem ar, né? Ou é &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(51, 51, 255);"&gt;azul&lt;/span&gt;? &lt;span style="color: rgb(153, 153, 255); font-weight: bold;"&gt;Roxo&lt;/span&gt;? Não sei, eu não estava enxergando meu rosto. Putz, a essa altura, eu já devo ter passado mais de 100 segundos, quase dois minutos. Eu não sei mais quanto tempo vou aguentar. Tonto. Tá as palavras difícil organizar ficando. Tonto, demais tonto. Não aguento mais. É o fim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Putz, ainda bem que saímos. Esse carro tá fedendo a vômito.&lt;br /&gt;- É, eu fiquei muito bêbada ontem. Desculpa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-2115767066074470807?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/2115767066074470807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=2115767066074470807&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/2115767066074470807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/2115767066074470807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/intervalo.html' title='Intervalo'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-8443600288095253409</id><published>2007-08-06T18:51:00.001-03:00</published><updated>2007-12-27T22:27:01.409-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_nQfCiuFKQrA/R3RQ3bXxk3I/AAAAAAAAAB8/9_diTyCXTdw/s1600-h/dimmi1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_nQfCiuFKQrA/R3RQ3bXxk3I/AAAAAAAAAB8/9_diTyCXTdw/s320/dimmi1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5148829187161822066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Atualizado, leia o Post anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_nQfCiuFKQrA/RreYWcZQLZI/AAAAAAAAAAs/3AWxp9LPp_4/s1600-h/dim.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_nQfCiuFKQrA/RreYWcZQLZI/AAAAAAAAAAs/3AWxp9LPp_4/s320/dim.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5095709014739660178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-8443600288095253409?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/8443600288095253409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=8443600288095253409&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/8443600288095253409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/8443600288095253409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/ffsd.html' title=''/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_nQfCiuFKQrA/R3RQ3bXxk3I/AAAAAAAAAB8/9_diTyCXTdw/s72-c/dimmi1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-8569988914100609162</id><published>2007-08-06T18:10:00.000-03:00</published><updated>2007-08-23T22:42:21.174-03:00</updated><title type='text'>A Verdadeira História VI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);font-size:130%;" &gt;Capítulo VI&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/07/verdadeira-histria-v.html"&gt;Ler Capítulo V&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria-iv.html"&gt;Ler Capítulo IV&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria-iii.html"&gt;Ler Capítulo III&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria_17.html"&gt;Ler Capítulo II&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria.html"&gt;Ler Capítulo I&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordei às duas da tarde. Era feriado, e ao meu lado, ela dormia. Dormia bem, aparentemente. Esboçava um sorriso. Um &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;sorriso&lt;/span&gt;! A alucinação não tinha passado! Mais uma vez, eu acordei em meu mundo! Eu estava com uma dor no pescoço, provavelmente por dormir com sua cabeça em meu peito, e olhar pra baixo para contemplá-la, até dormir. Passei ainda mais vários minutos assim. Não ousei me mover.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, com o cuidado de não acordá-la, me levantei e fui ao banheiro. &lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;Lavei o rosto&lt;/span&gt;, &lt;span style="color: rgb(204, 51, 204);"&gt;escovei os dentes&lt;/span&gt;. Voltei ao quarto, peguei a &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;carteira&lt;/span&gt; de cigarros - como aquilo foi parar ali? - e fui à cozinha. Com o cigarro aceso, pendurado na boca, de samba-canção e sem camisa, liguei a &lt;span style="color: rgb(102, 51, 0); font-weight: bold;"&gt;cafeteira&lt;/span&gt; e sentei na varanda. Logo depois, um estalo: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Putz&lt;/span&gt;! Não é assim! Eu tenho visita! A melhor visita &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;ever&lt;/span&gt;! &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Joguei o cigarro pela varanda&lt;/span&gt;, corri pra cozinha e abri a geladeira. Não tinha muita coisa, eu não costumo tomar café. Sorte que eu gosto de frutas, e isso, i'd &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;got&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;plenty&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechando a porta da geladeira, equilibrando frutas, e queijos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;and&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;all&lt;/span&gt;, ela estava lá, com minha camisa, nada por baixo - minha camisa servia como vestido pra ela -, olhando pra mim com aquela cara de sono. Sorria, e estava com a mão em cima da minha carteira de cigarro. De repente, andou em minha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;direção&lt;/span&gt;, acendeu o cigarro, e colocou em minha boca. Puxou uma maçã da pilha que se amontoava em meus braços, e foi pra varanda com a xícara de café que já tinha colocado sem eu perceber. Fiquei preocupado. &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Tava&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;ventando&lt;/span&gt; muito, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;tava&lt;/span&gt; nublado e frio. Mas era a única preocupação que eu tinha naquela tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu não tomo café da manhã. Vou comer essa maçã pra te agradar, tá?&lt;br /&gt;- Não precisa. Eu também não tomo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentei com ela e coloquei um cobertor em suas pernas. Mas ela também adorava o frio, e tirou, com um sorriso. Terminei o cigarro e o café. Me levantei pra pegar mais, e quando cheguei na cozinha, encontrei-o. O amigo do homem em cujo ombro eu havia enfiado um copo, no bar, no último domingo. Ele segurava uma arma, apontada pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então tudo ficou frio e escuro, e eu só pensava em uma coisa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;_________&lt;/span&gt;Podia ter matado &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;alguém&lt;/span&gt; quando &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;joguei o cigarro pela varanda&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/verdadeira-histria-vii.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Continua no próximo&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-8569988914100609162?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/8569988914100609162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=8569988914100609162&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/8569988914100609162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/8569988914100609162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/verdadeira-histria-vi.html' title='A Verdadeira História VI'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-1083443339075017192</id><published>2007-07-02T17:18:00.000-03:00</published><updated>2007-08-06T18:17:05.438-03:00</updated><title type='text'>A Verdadeira História V</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Capítulo V&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria-iv.html"&gt;Ler Capítulo IV&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria-iii.html"&gt;Ler Capítulo III&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria_17.html"&gt;Ler Capítulo II&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria.html"&gt;Ler Capítulo I&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| | &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Ela veio, e veio de vez.&lt;/span&gt; As nuvens estavam mais&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-weight: bold;"&gt;laranjas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;/&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 204); font-weight: bold;"&gt;roxas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;/&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0); font-weight: bold;"&gt;verdes&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;/&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0); font-weight: bold;"&gt;amarelas&lt;/span&gt; que nunca. O céu, que devia estar escuro (creio que eram quase onze da noite), estava composto de listras, tipo uma zebra, só que &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;vermelhas&lt;/span&gt; e brancas. E começamos a caminhar pela praia, e correr na areia. Ela estava feliz, eu notava. Seu sorriso estava lindo, chamando atenção de todos que passavam. Ou era apenas a minha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem precisa beber com um céu &lt;span style="color: rgb(255, 102, 102);"&gt;col&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;ori&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;do&lt;/span&gt; desse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| | &lt;/span&gt;E o mais engraçado é que a frase não era minha, era dela. Caímos na areia, rindo, felizes. Parecíamos bêbados, mesmo, mas apenas na alegria. E a minha alegria estava incomensurável. Era absurda a maneira como explosões aconteciam em todo o meu corpo. Os clarões initerruptos, pareciam agora conseqüências destas explosões. Eu estava Feliz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| | &lt;/span&gt;Ela aconchegou a cabeça em meu peito, e eu a envolvi com o braço. Com o outro, alisei seus cabelos, curtinhos, de boneca. Eram castanhos. Descobri o nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que você sempre pareceu evitar isso, Dimitri? Por que você fingia medo de mim, quando na realidade o medo era de você mesmo?&lt;br /&gt;- Não é tão simples assim, mas eu vou te explicar. Eu vou te mostrar, aliás, só preciso descobrir como! Você precisa conhecer meu mundo.&lt;br /&gt;- Se você quiser me apresentar, quero me tornar mais do que íntima. Quero que seja o meu também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| | &lt;/span&gt;E seria, oh, Deus. Seria. Gostaria que tivesse sido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| | &lt;/span&gt;Mas nunca chegou a ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/08/verdadeira-histria-vi.html"&gt;Continua no próximo &gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-1083443339075017192?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/1083443339075017192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=1083443339075017192&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/1083443339075017192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/1083443339075017192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/07/verdadeira-histria-v.html' title='A Verdadeira História V'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-3612315775650102097</id><published>2007-06-24T21:42:00.000-03:00</published><updated>2007-07-02T17:24:45.687-03:00</updated><title type='text'>A Verdadeira História IV</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Capítulo IV&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria-iii.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ler Capítulo III&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria_17.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ler Capítulo II&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="color: rgb(51, 51, 255);" href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria.html"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ler Capítulo I&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;br /&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Com a descoberta, fiquei nervoso. Não sabia o que fazer. O cheiro das &lt;span style="color: rgb(255, 153, 102);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;flores&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;não era exatamente real; ou era? Eu estava deliberadamente escolhendo o mundo do meu distúrbio como o Meu Mundo real, e percebia isso. Era uma decisão, era... era justo. Eu precisava ter algo, e aquilo era meu. A garota me abandonou; me abandonou da pior forma possível. Deixou de ser, sem ter sido nunca. Somente no mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;E pensar aquilo me deu uma idéia! Se eu escolher aquele mundo como o meu, o meu mundo real, ela será pra sempre aquele anjo encantador, aquela alma boa que conversa com um bêbado, com olhos - pequenininhos - que podem me hipnotizar, mesmerizar de uma maneira que eu não queira acordar. E era exatamente aquilo que eu precisava e iria fazer. Como? Ora, já tinha um certo tempo que eu não fazia a transição, e não tinha a mínima idéia de como fazê-lo. Teriam sido as &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;pancadas&lt;/span&gt; na cabeça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Ao vê-l&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;s saindo do prédio, tive um acesso; não do jeito que queria, apenas parecia uma crise, uma explosão interna. Implosão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei! Menin&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt;s!&lt;br /&gt;- Hrmnm?&lt;br /&gt;- Pensei cá com meus botões. Que tal sairmos? Amanhã é feriado, e esse fim-de-semana não foi lá essas coisas.&lt;br /&gt;- Eu não posso. É aniversário da mãe do meu marido.&lt;br /&gt;- Hmmm, por isso que eu não caso, Renat&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;. E você...?&lt;br /&gt;- Você vai ficar &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;bêbado&lt;/span&gt; daquele jeito de novo?&lt;br /&gt;- É meu &lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 204, 204);"&gt;sonho&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;- Bora. Mas você me deixa em casa de Taxi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Estranho. Tão fria, tão ausente, mas aceita assim. Talvez... Talvez algo tenha acontecido. Mas lá fomos, pro complexo cheio de bares dois quarteirões depois da Soft. Tava passando um jogo de futebol, e procuramos o mais vazio, pra sentarmos. A conversa parecia morta, ela não conversava, não me olhava nos olhos. As respostas, monossilábicas, eram balbuciadas. Mas ela estava encantadora. De jeans, all-star &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;vermelho&lt;/span&gt;, e uma blusa branca básica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;De repente ela decidiu falar. E parecia que éramos &lt;span style="color: rgb(255, 204, 51); font-weight: bold;"&gt;casados&lt;/span&gt;. Apesar do tom agressivo do discurso, era uma sensação boa. Ninguém discute com tanta paixão um assunto que não seja sério. Eu e ela éramos algo sério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ...E assim, do nada, você se levanta, compra um cigarro, paga a conta e vai embora. Eu achava que tava indo tudo legal, pô. E agora, você me chama pra sair de novo?&lt;br /&gt;- Peraí... Eu que te deixei lá, no bar? Eu não lembrava! Como assim, não é p...&lt;br /&gt;- Claro, culpa da bebida. Sempre é. Dimitri, não sei se você é louco, mas não dá pra viver nesse mundinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Quando ela falou do "meu mundinho", finalmente. Acho que o nível de emoção estava realmente alto, pois os &lt;span style="color: rgb(0, 204, 204); font-weight: bold;"&gt;clarões&lt;/span&gt; vieram com &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(153, 153, 153);"&gt;explosões&lt;/span&gt;. &lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;Raios&lt;/span&gt;?&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0); font-weight: bold;"&gt; Relâmpagos&lt;/span&gt;! Linhas &lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;azuis&lt;/span&gt;, bolas &lt;span style="color: rgb(255, 204, 51);"&gt;co&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;lor&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;idas&lt;/span&gt;, neve brilhante - não, não era neve; eram folhas de algodão luminoso -, e meu mundo apareceu, ainda mais colorido que todas as outras vezes. O chão encheu-se de grama, e as flores cresciam em câmera lenta (ou rápida, depende da perspectiva). E eu vi o rosto dela. Umas olheiras absurdamente sexies, abaixo de olhos frios, cinzentos. O cabelo, acima destes, era curto, com mechas meio onduladas, e de uma cor que eu não conhecia. Quando você trabalha com programação de computadores, seu repertório visual fica um pouco desatualizado. Ela ia trabalhar linda daquele jeito? Todo dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Então eu me levantei, puxei-a pelo braço, e ela sorriu. Aquele sorriso que paralisa, que "mesmeriza". E a beijei. Beijei com fogo, com graça, uma torrente de emoções; mesmo de olhos fechados, vi o céu. E era lindo. Molhado, uma saliva quente. Taquipnéia. Respiração ofegante e maravilhosa. O cheiro de sua boca era delicioso. Era canela. Ou cravo-da-índia. Não sei, sei que ela fumava, embora não tivesse acendido ainda um cigarro. O beijo, além de sexualmente excitante, me fez chorar. Chorei enquanto a beijava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vem comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela veio&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span&gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/07/verdadeira-histria-v.html"&gt;Continua no Próximo&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-3612315775650102097?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/3612315775650102097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=3612315775650102097&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3612315775650102097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3612315775650102097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria-iv.html' title='A Verdadeira História IV'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-3069248510333904011</id><published>2007-06-19T16:29:00.000-03:00</published><updated>2007-06-24T21:52:52.562-03:00</updated><title type='text'>A Verdadeira História III</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo III&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria_17.html"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria_17.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ler Capítulo II&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ler Capítulo I&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria_17.html"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;- Você trabalha&lt;/span&gt; na Softwild, né?&lt;br /&gt;- Gag... Gash... Sim!&lt;br /&gt;- Você tá passando bem?&lt;br /&gt;- Gag... Gash... Sim! Tab... Csh... Tudo bom?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Valei-me. O que era aquilo? Eu falava, &lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;pré&lt;/span&gt;-ouvia tudo na minha cabeça com a mais pura clareza, mas quando as palavras saíam de minha boca, eu parecia estar gaguejando! Seria obra do meu distúrbio? As &lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;ondas&lt;/span&gt;, as curvas &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;co&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;lo&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;ri&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;das&lt;/span&gt; formando desenhos matemáticos no lugar do céu? As cores, que mesmo de um tecido de algodão &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;preto&lt;/span&gt;, pareciam saltar aos meus olhos como luzes hiper-&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-weight: bold;"&gt;cro&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;m&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;áti&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153); font-weight: bold;"&gt;cas&lt;/span&gt;? As bocas e narizes e olhos que eu via nas pessoas, e não mais os simples traços formando uma cruz, ou o sinal de "Mais" (um)? Só mais um... O som! Novamente, acrílico, cristálico e bucólico, porém gostoso de uma maneira carálhica? Sua voz? Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Não era isso. Apesar de todas essas transformações acontecendo ao meu redor, era timidez. Nervosismo. &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt; Garot&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; da minha vida ali, em minha frente, com a mão na cadeira, como se quisesse que eu &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; convidasse a sentar-se, e eu falando Gags e Gashes. Eu pensava não estar nervos&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt;. E não estava. Exceto quando el&lt;span style="color: rgb(255, 102, 102); font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt; dirigiu-se a mim. Mas o mundo realmente havia mudado. Até o meu distúrbio sofreu uma alteração, aquilo, que era tão concreto, tão estável. Estável? Em sua instabilidade, sim. Nada atingia, pelo menos. E agora havia flores crescendo nos paralelepípedos da rua. Uma grama &lt;span style="color: rgb(0, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;verde&lt;/span&gt; (&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0); font-weight: bold;"&gt;limão&lt;/span&gt;, quase fosforecente) ascendendo da calçada. Os &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;fr&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 255);"&gt;ac&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;ta&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 153, 153);"&gt;is&lt;/span&gt;, outrora hiper-coloridos, adquiriam tonalidades de &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;vermelho&lt;/span&gt; e &lt;span style="color: rgb(255, 153, 255);"&gt;rosa&lt;/span&gt;, indicando o quê, JC? Amor? Viadagem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Então parei de dar atenção a el&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;, àquele ser angelical e platônico. E vi que era emocional. Meu distúrbio era emocional. Os clarões, os raios, tudo. Mas... qual era o gatilho? Simplesmente parei de pensar, fitei o copo de cerveja, as (8) garrafas ao fundo, e me concentrei. Não sei por quantos minutos (22 segundos) me concentrei, mas algo incrível aconteceu: Continuei vendo as estranhezas ao meu redor. Prova de que eu tava errado. Aliás, tava certo. É emocional, nada a ver com concentração, ou Foccus. Então o que poderia eu fazer? Experiência ZERO em emoções. A emoção pra mim é como aquel&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt; garot&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; lind&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;, gostos&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt;, simpátic&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;, carinhos&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;, legal e inteligente demais que eu nunca consegui me aproximar. A não ser quando el&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; se aproximava de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Já sei. Tenho um exemplar aqui na minha frente! Quando tirei os olhos da cerveja, vi que el&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;, meu amor, estava indo embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, pô! Volta.&lt;br /&gt;- Hrnmm? Sei lá, achei que...&lt;br /&gt;- Não, não. Relaxa. Eu trabalho sim, na SoftWild, mas não te conheço.&lt;br /&gt;- Ah - disse, virando-se e colocando a mão na cadeira -, eu já te vi algumas...&lt;br /&gt;- Senta aí.&lt;br /&gt;- Possobrigad&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;. Eu já te vi umas vezes; sabe Renat&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;? Sou amig&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt; del&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;- Ah, sim, sim! Tudo bom?&lt;br /&gt;- Tudo, mas... você tá bem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Mas nada mudava. Passei uma ótima noite, com uma pessoa simpaticíssima, e nada mudou. E sabe o quê? Eu adorei. Terminei nem pensando tanto no problema, e dei mais atenção à forma que os olhos, bochechas e boca del&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt; adquiriam quando eu falava algo engraçado, ou doce. É, também estranhei. Eu, falando algo doce. Há!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;De manhã (meio-dia) acordei. Fora uma noite estranha. Eu estava bêbado. Mas os acessos tinham sumido. Eu não estava mais em crise. A ressaca tava fortíssima, e eu me lembrei: "Renat&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;!" Renat&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt; fora uma pessoa que se apresentara a mim no trabalho. E eu lembro, tinha alguém com el&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;. Mas não prestei muita atenção. Tava mais interessado na combinação dos algorítmos que eu teria que reescrever depois do intervalo. Rá, mas existia a internet, claro. Grande ferramenta. Interação e blas blas blas. Terminei por sentar na frente do computador e procurar. Eu não lembrava do nome, mas vai que pela foto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Qual não foi minha surpresa quando loguei? Ela estava lá. Achei! Fácil, fácil. É! "Ela" era uma mulher. Uma menina, sei lá. E eu me entusiasmei. Gostei do que vi. Mas não daria pra falar com ela naquela hora. Passei o resto do dia pensando. Tranqüilo em relação à garota, me concentrei mais no distúrbio. Ontem à noite, apesar de bêbado, não estava estranhando tanto as diferenças na imagem. Amei o cheiro das flores enquanto conversava com ela. Amei as cores do céu (até que momento era noite, e quando começou o dia?) e os sons do mundo, do meu mundo, do mundo mágico que me deram. Assim, de presente. Foi bom. A companhia era perfeita... Queria ter compartilhado com ela, o que estava vendo ouvindo e sentindo. Mas não, calma. Segunda eu falo pra ela, no trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Não saí à noite. No domingo, quando acordo, acontece algo pela primeira vez: Já acordei vendo os fractais... E dessa vez, os &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;clarões&lt;/span&gt; e os raios estavam inseridos no "durante"! Junto com os fractais, e não apenas como "Abertura" e "Encerramento". Dessa vez... Dessa vez era mais forte. Almocei e fui pra um bar. Ela não estava lá. Apenas dois homens sentados numa mesa, sem conversar e outra mesa armada com apenas uma cadeira... a minha. Sentei e pedi uma cerveja. E estava começando a apreciar o distúrbio (embora por mais que eu gostasse, nunca iria chamar de outra coisa; não saberia como). E quando vi um homem sobre um monociclo, com o rosto todo maquiado de palhaço, cores vibrantes, ululantes, essas cores cuspindo fogo no meu rosto, um fogo que apenas aquecia, não queimava, fiquei ainda mais entusiasmado. E acho que sorri. O mais estranho? Os dois homens perceberam que eu sorri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Um deles se levantou, enquanto o outro sacou a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;arma&lt;/span&gt; e apontou pra mim por baixo da mesa. Esse é o problema de morar numa cidade como a que eu moro. Violência? Não, não. O &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;ca&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;lor&lt;/span&gt;. O &lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;ca&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;lor&lt;/span&gt; faz as pessoas agirem assim. O&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; c&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 153, 0);"&gt;alo&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;r&lt;/span&gt; e a má administração social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá rindo de que, bróder?&lt;br /&gt;- V...você vê meu sorriso? - Pra quê fui constatar isso? Só me fez sorrir mais. E com isso, irritá-lo mais.&lt;br /&gt;- Vai parar, mermão?&lt;br /&gt;- Me diz como! Me diz como você fez pra ver! - Queria que ele me dissesse... E assim eu faria a garota heavenmetal participar de mim. Do meu mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Só que ele levantou a mão. E justamente aí, os clarões cresceram e ficaram mais freqüentes, os raios começaram a passar mais e mais rápido, e de repente, com um cheiro de queimado, voltei a ver o mundo normal. Justamente pra levar o primeiro murro. O primeiro de muitos. Perdi as contas no quinto. Mais um pouco, e eu me levantei, e bati nele com algo que não sabia que tava em minha mão: o copo. Americano, daqueles de bar. Justamente no ombro, onde se estilhaçou e os pedaços entraram. O amigo, que estava armado, se levantou, mas pra minha surpresa, pediu-me desculpas, puxou o amigo, e entrou no carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Eu poderia ter morrido. O dono do bar me chamou e me aconselhou a prestar queixa, ele testemunharia a meu favor, mas... Não, não. Minha vida vai muito além daquilo, hoje. Eu não morreria ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Fui pra casa. Passei o resto do domingo bêbado, cansado, com dores no rosto (os murros, os murros), e nada do distúrbio aparecer novamente. Pena. O efeito foi contrário, a maldição tornara-se bênção, e será que ao mesmo tempo, escasseava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;De manhã, segui a rotina. Acordei cedo, tomei um café com um cigarro, enquanto escutava música e surfava um pouco na web. Ao fim, tomei banho e me dirigi ao trabalho. Nada dos clarões, nada de raios. Raios! Ao chegar no trabalho, fiquei atento. Renat&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt; podia aparecer, e sua amiga também. Vi Renat&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;, mas sozinh&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;. E como costumo adiar tudo, não perguntei da amiga. "Vou esperar a oportunidade certa, quando aparecerem junt&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt;s", pensei. Não a vi pela manhã, no intervalo do almoço...Nada. Na saída, às 17h, desci correndo. Queria ir a um bar. Passar novamente pela adrenalina de talvez alguém reconhecer meu sorriso. Mesmo que pra isso eu ainda precisasse "entrar" naquele mundo, eu precisava saber como se entra nele. Mas antes mesmo de sair do prédio, Renat&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;*&lt;/span&gt;. Renat&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; e aquela forma difusa, aquele anjo, pequeno, atraente. Era ela. Frio na barriga, nó na garganta, chamam de angústia. E lá estava ela. Quando parei em frente a el&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;s, Renat&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; falou comigo, e logo em seguida, ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi, garot&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;. Chegou bem em casa?&lt;br /&gt;- Hehê, cheguei sim. Acordei de meio-dia, mas, a ressaca não tava tão forte.&lt;br /&gt;- Você parecia meio bêbado. - O que era aquilo, aquela distância? Por que tão fria?&lt;br /&gt;- Não, não era bebida... Era... Não sei explicar, era...&lt;br /&gt;- Hmmm, sei... Então! A gente tá indo nessa. Até amanhã! Beijos.&lt;br /&gt;- Até...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;E percebi que ela, como tudo, só era perfeita no meu mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;E é um mundo que eu não mereço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria-iv.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Continua no próximo &gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-3069248510333904011?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/3069248510333904011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=3069248510333904011&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3069248510333904011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3069248510333904011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria-iii.html' title='A Verdadeira História III'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-4375379148231290877</id><published>2007-06-17T19:04:00.000-03:00</published><updated>2007-06-24T22:17:05.039-03:00</updated><title type='text'>A Verdadeira História II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Capítulo II&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria.html"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ler Capítulo I&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| |&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sábado pela manhã&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; eu trabalho. Mas passei pela enfermaria, na sexta, e apesar de não detectarem &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;nenhum distúrbio&lt;/span&gt;, me liberaram: eu nunca tirei licença médica, nem nada do gênero. Pois aproveitei, e assim que larguei do trabalho, fui beber. Não beber, beber, cachaça ou coisa assim, só tomar umas cervejinhas. &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Isso é beber?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;|||||  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Mas como tudo na minha vida, o bar era bem decadente. Assim, não era &lt;span style="font-style: italic;"&gt;down&lt;/span&gt; mesmo não, era mediano - medíocre -, mas tava tendendo a descer. Pudera: o bairro todo estava assim. Eu explico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;    Há muito tempo aquele bairro era bem conhecido por ter vários bares, casas noturnas, e foi bem frequentado pela juventude. Tá. De repente começou a dar bronca. Ninguém mais ia, e quem ia, era assaltado, ou brigava, coisa do gênero. Houve uma descentralização, e agora as pessoas bebem mais perto de casa, mesmo. Eu também. Problema que eu moro aqui perto.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;|||||  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Chegando no barzinho, encontrei logo um pessoal com quem bebia sempre. Mas com a desculpa de que estava esperando alguém, sentei sozinh&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;. Tanto faria. Sentaria com eles e ficaria, como sempre, esquecid&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;. Na mesma mesa. E aí el&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; chegou. Lind&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;, chamando minha atenção. Eu nunca vira aquele tipo de pessoa! Era muito perfeit&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;. Não sabia nem que existia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;|||||  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Chegou e sentou junto dos meus conhecidos. Eu queria ficar sozinh&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;, mas putamerda. "É um tempero desse que eu quero", pensei, e logo comecei a encarar. Não, encarar não, só olhar, com cara de pedinte. Não levou muito tempo, e el&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; percebeu. Talvez fosse o que eu quisesse. Mas porra, eu queria era ficar sozinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;|||||| &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;De repente el&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; levantou, e veio em minha direção. Nem fiquei nervos&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;, engraçado. Acho que tava mais concentrado nos passos, suaves e... meu deus, era meiguíssim&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;. Meio que sorrindo, assim. E eu lá, tomando cerveja e olhando como quem não olha: não olhando. Foi quando aconteceu. De novo. Os clarões, e os raios, dessa vez ainda piores. Mais claros, mais agudos, mais lentos e mais duradouros. Putamerdadois! As cores ficaram mais nítidas ainda. Os &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;f&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 204, 0);"&gt;r&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 0);"&gt;c&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 153, 255);"&gt;t&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 153, 0);"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 204, 0);"&gt;i&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;s&lt;/span&gt; ainda mais variados! Curvas demais, e el&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; no meio. Meu deus, o rosto! O rosto del&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; tornava a situação ainda mais atraente. Tornava-&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; ainda mais perfeit&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;. E eu me perdi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;|||||| &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Foi quando el&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; falou, e eu prestei ainda mais atenção naquele rosto. A boca, o nariz. Os olho, pequenos... Nada de "Cruz". E o som parecia aquilo que Alex descreve como "um pássaro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Heaven Metal&lt;/span&gt; dando um rasante, direto do paraíso". Era como um soprano. Era infantil. Mas era sexy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;|||||| &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;E o mundo mudou. Mudou no momento em que el&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; sorriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&gt; Continua no próximo&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria-iii.html"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leia aqui o capítulo III&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-4375379148231290877?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/4375379148231290877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=4375379148231290877&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/4375379148231290877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/4375379148231290877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria_17.html' title='A Verdadeira História II'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-8277043740375902586</id><published>2007-06-14T19:01:00.000-03:00</published><updated>2007-06-14T19:07:11.546-03:00</updated><title type='text'>Intervalo de Entretenimento</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;___ Sábado sai o segundo capítulo da Verdadeira História.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mesmo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; um dia assim demora pra chegar. Mas quando chega, é uma beleza! Frio, cheio de nuvens, cinza. Sem chuva! E o som? Tudo fica abafado, e com eco... É incrível.&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 51);font-size:85%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;|||||||| &lt;/span&gt;Eu queria que durasse pra sempre. Nem o mal-estar incomoda o suficiente pra eu não querer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Mesmo&lt;/span&gt; uma manhã assim demora pra terminar. Mas quando termina, é um jogo de sorte! O nevoeiro se prolonga, o frio continua, a chuva não cai. Assim é &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;bom&lt;/span&gt;... Mas tem a alternativa.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;br /&gt;|||||||| &lt;/span&gt;As nuvens se dissipam ao meio-dia. Sol, mormaço, calor, suor. O som fica espalhado, sem organização. Um caos. &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas um caos ruim.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Hoje é Segunda-feira.&lt;br /&gt;Dia de branco, dia de preto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;|||||||| &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;|||||||| &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;|||||||| &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;|||&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;|||||||| &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Mas hoje...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;|||||||| &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;|||||||| &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;|||||||| &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;|||||||| &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;|||||||| &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;|||||||| &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Ah,&lt;br /&gt;hoje foi dia de cinza. &lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-8277043740375902586?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/8277043740375902586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=8277043740375902586&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/8277043740375902586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/8277043740375902586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/intervalo-de-entretenimento.html' title='Intervalo de Entretenimento'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-1120783473670852059</id><published>2007-06-11T20:58:00.001-03:00</published><updated>2009-10-19T07:27:21.420-03:00</updated><title type='text'>A Verdadeira História I</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;&lt;/span&gt;Começa assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| &lt;/span&gt;Aquele tipo de pessoa, que você olha na rua e pensa "mal-encarad&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;"; "mal-humorad&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;"; "metid&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;"; "conheço de algum lugar."? Pois é. Esse sou eu. Ninguém importante, ninguém a mais, ninguém pra quem você olha e pensa que é aquel&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;, é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o alguém&lt;/span&gt;. Mas basta um olhar diferente meu, e você fica tod&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; entusiasmad&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;. Minha vida sempre foi rodeada desse tipo de coisa. Mesmo quando eu não me preocupava em ter - É, é verdade, hoje eu me preocupo. Eu me importo. E aconteceu. Meu nome é Dimitri. E essa é a história de como eu me ferrei feio (não, não se preocupe. Não vai ser do comecinho não):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| &lt;/span&gt;Há alguns anos, minha vida estava aparentemente normal. Eu simplesmente não esperava nada "demais". Queria apenas a oportunidade de me divertir, de adquirir experiência, de passar por situações agradáveis. É! Eu era um adolescente! E conheci essa pessoa, ess&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; garot&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;. Foi de repente, não vou contar como foi; apenas que cativou. Fiquei impressionado, e pensei: "Pô, não é nada do outro mundo. El&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; é gatinh&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;, sim, mas nada que eu nunca vá conseguir". E aparentemente não era. Aparentemente, eu cativei também. El&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; conversava comigo, pô. Era bom. Parecia que eu era interessante. Mas não era. Simplesmente, pra el&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;, não fui. E daí? Passou, pô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| &lt;/span&gt;Massa. Depois dum tempo, eu ainda pensando nel&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;, conheci outr&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;. Agora ess&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; outr&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; era barra pesada mesmo, da melhor qualidade. E pôu: Veio atrás de mim. Digaí, que legal, heim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| &lt;/span&gt;Bem. Não vou saber aproveitar nunca. Então, deixo passar. Melhor do que eu esperava. Bola pra frente. Passou, pô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||&lt;span style="font-size:180%;"&gt;| &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Foi quando começou.&lt;/span&gt; Eu estava saindo do banho, às 6 da manhã. Quando liguei o ventilador do quarto pra me secar e curtir o friozinho, eles começaram. Os raios. Os clarões. E de repente. Bum. Onde eu estava, for christ sake? Onde era aquilo? Era o mesmo lugar! Mas as cores eram mais vivas, mais nítidas. Parecia um desenho animado, mas tipo rotoscopia, que nem aqueles filmes, "Awakening Life" e "A Darker Scanner". Mas não só. Era mais psicodélico ainda. E o que eu pensei naquela hora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- CARALHO! Vou me foder pra ir trabalhar assim. Ei! Essa parede era branca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| &lt;/span&gt;Mas mesmo assim, lá fui eu. Trabalhar. E pensando n&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; primeir&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;, naquela letra amaldiçoada. Pensando também n&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; segund&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt;. Aquele mundo que eu não merecia, por que nunca saberia aproveitar. E por último, mas não menos importante (nem mais, nunca dei tanta atenção a possíveis problemas de saúde), aquela parada que eu tava sentindo, enxergando, sei-lá-o-quê! Tinha linhas, pô. Linhazinhas azuis passando na frente dos meus olhos. E umas curvas coloridas contínuas, que nem &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fractal"&gt;fractais&lt;/a&gt;. E toda vez que um carro buzinava, ou alguém gritava algo, parecia aquele efeito da introdução de Pigs (Three Different Ones), do Animals, de &lt;a href="http://www.pinkfloyd.com/"&gt;PF&lt;/a&gt;. &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;FUDEROSO&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| &lt;/span&gt;Cheguei no trabalho, e pela primeira vez (na rua não olhei pra cara de ninguém, tava viajando demais nos fractais), notei os rostos do pessoal. O andar estava repleto deles! Os seus rostos... Eles tinham olhos, pô! Nariz! Boca! O que aconteceu com a cruz? Isso não podia estar certo. Disse a todo mundo que me dava "Oi" que tava meio doente. E eles "rarrá, tell me something new". Vai pra porra! E eles faziam um movimento estranho com a boca. Mostravam os dentes, de maneira diferente... Mas até que dava uma sensação engraçada, tipo... Sei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);"&gt;||||| &lt;/span&gt;Quando, pelamordespiritossanto, eu consegui sentar no meu cubículo, aconteceu de novo: Os raios, clarões, etc... Os fractais ficaram ainda mais coloridos, mais chocantes. E de repente, tudo voltara ao normal. E o pior? Acho que quando sentei na frente do monitor antes de voltar ao normal, vi algo no reflexo: Pareciam contornos de rosto também, que nem os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt; Continua no próximo Capítulo.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria_17.html"&gt;Leia aqui o Capítulo II&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-1120783473670852059?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/1120783473670852059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=1120783473670852059&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/1120783473670852059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/1120783473670852059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/verdadeira-histria.html' title='A Verdadeira História I'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-4343624630935440864</id><published>2007-06-07T13:08:00.000-03:00</published><updated>2007-06-07T20:30:15.555-03:00</updated><title type='text'>O Polêmico.</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Quer morrer, otário?!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por pouco o carro não o pegou, enquanto atravessava a avenida. Não estava nem aí. Deu uma olhada desinteressada, e continuou com sua pose de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;rockstar&lt;/span&gt;. Na sua cabeça, todos os caras tavam olhando pra ele.  Aumentou o volume do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mp3 player&lt;/span&gt;, acendeu um cigarro e arrumou a bolsa no ombro - tudo ainda atravessando a avenida com uma atitude pra lá de blasé. Logo em frente, encontrou um colega de sala. Que saco. Agora teria que sorrir e falar, e isso corta qualquer charme de "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;whatever&lt;/span&gt;" que poderia continuar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a desculpa de que ia comprar cigarro, parou no fiteiro e deixou o garoto ir na frente. Terminou comprando mesmo, mas no meio do caminho, passou na frente dum grupo de garotos de Administração. O máximo, todos o encararam e comentaram. Um até deu uma risadinha, quando o outro disse "vai lá, joga teu charme".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da aula, toma umas cervejas com umas amigas. Alguns streights tentam dar em cima delas, mas logo percebem que elas preferem a companhia do amigo bicha. E que bicha! Cabelos castanho-claros, na altura do queixo, desarrumados, um hercúleo peitoral, uma barba bem-feita, braços torneados. Que bicha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era lá um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gianechinni&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;¹&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;, mas o próprio charme de não sê-lo preenchia as lacunas. Ele não era, e não queria ser um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gianechinni&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;¹&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;. Mas dizia querer ser, claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao voltar pra faculdade, encontrou um dos caras que sempre sonhou pegar. Também não era um deus grego, mas tinha seus atributos. Além do mais, o tipo "discreto" sempre lhe chamou a atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com essa atitude toda, não passava de um veado tímido, quieto. Nunca conseguiria dar em cima do rapaz, Mário. Sorte que já se conheciam de outra ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E aí? Tudo bom?&lt;br /&gt;- Ótimo, pô...E contigo?&lt;br /&gt;- Massa. Vê, tô pensando em ir beber jajá, com as meninas. Tá a fim?&lt;br /&gt;- Pode ser...Eu tô indo resolver umas coisas da matrícula, mas vou pra lá jajá.&lt;br /&gt;- Legal! Eu tava no bar ali da frente com as gurias. Só vou pegar um material no auditório e volto num pulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ótimo! Seria hoje? Uma tarde despreocupada na frente da faculdade? De bermuda e chinelo? Bah! Sempre era assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegar no auditório, teve que passar por um Cérbero. Sério, a garota não o deixava entrar de jeito nenhum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por favor, querida! Ju! É Ju, né?&lt;br /&gt;- Não. Juliana.&lt;br /&gt;- Hmmph... Certo, Ju. Vê, eu só preciso pegar os impressos que tão ali na cadeira. É aqui atrás, mesmo, não vai incomodar ninguém.&lt;br /&gt;- Não. Tem que tá com o crachá do curso.&lt;br /&gt;- Então pega pra mim. Ou me dá o teu crachá? Vai, pô. Eu sou legal! Tu conhece Gil, que trancou o curso? Acho que ele saiu quando você tava no primeiro período.&lt;br /&gt;- Não, não conheci. Mas eu sei que você é bem &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;polêmico&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;- Como assim?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a menina não falou mais nada. A amiga dela trouxe a pasta com os impressos que ele pedira, mas a Ju simplesmente não quis dizer por que "Polêmico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele voltou pro bar e não ficou com Mário. Ficou encucado com a afirmação de Ju. E até que Ju era bem gatinha. Tinha cara de quem beijava bem. Será que...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:78%;" &gt;¹&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Como se escreve o nome desse porra?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-4343624630935440864?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/4343624630935440864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=4343624630935440864&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/4343624630935440864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/4343624630935440864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/o-polmico.html' title='O Polêmico.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-6508695817295201291</id><published>2007-06-04T13:20:00.000-03:00</published><updated>2007-06-04T13:39:50.806-03:00</updated><title type='text'>Vamos ver até onde vai</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:180%;color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;Tem gente&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; que gosta de parecer intrigado, mesmo não estando, por que é uma sensação boa. Não a de estar intrigado. E sim a de parecer. Tanto pra si quanto para os outros. Como nos filmes, como em novelas. É &lt;em&gt;poseur. &lt;/em&gt;Até quando não tem ninguém olhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não estou posando de intrigado. Eu realmente estou... Mas o último &lt;em&gt;Post&lt;/em&gt; foi uma espécie de "Não entra nessa, garot&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;, esse cara é sujeira. A barra é realmente pesada."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Mas você quis, você quis me provar que eu sou melhor do que acho que sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ver até onde você agüenta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;em&gt;Gibran, &lt;/em&gt;em&lt;em&gt; O Profeta&lt;/em&gt; tem coisas a dizer sobre isso: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(cada parágrafo fala algo de mim, então se estiver com preguiça, só precisa ler um ou dois)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt; Meu Amigo, não sou o que pareço. O que pareço é apenas uma vestimenta cuidadosamente tecida, que me protege de tuas perguntas e te protege da minha negligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Meu Amigo, o Eu em mim mora na casa do silêncio, e lá dentro permanecerá para sempre, despercebido, inalcançável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não queria que acreditasses no que digo nem confiasses no que faço – pois minhas palavras são teus próprios pensamentos em articulação e meus feitos, tuas próprias esperanças em ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando dizes: “O vento sopra do leste”, eu digo: “Sim, sopra mesmo do leste”, pois não queria que soubesses que minha mente não mora no vento, mas no&lt;br /&gt;mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não podes compreender meus pensamentos, filhos do mar, nem eu gostaria que compreendesses. Gostaria de estar sozinho no mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando é dia contigo, meu Amigo, é noite comigo. Contudo, mesmo assim falo do meio-dia que dança sobre os montes e da sombra de púrpura que se insinua através do vale: porque não podes ouvir as canções de minhas trevas nem ver minhas asas batendo contra as estrelas – e eu prefiro que não ouças nem vejas. Gostaria de ficar a sós com a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando ascendes a teu Céu, eu desço ao meu Inferno – mesmo então chamas-me através do abismo intransponível, “Meu Amigo, Meu Companheiro, Meu Camarada”, e eu te respondo: “Meu Amigo, Meu Companheiro, Meu Camarada” – porque não gostaria que visses meu Inferno. A chama queimaria teus olhos, e a fumaça encheria tuas narinas. E amo demais meu Inferno para querer que o visites. Prefiro ficar sozinho no Inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Amas a Verdade, e a Beleza, e a Retidão. E eu, por tua causa, digo que é bom e decente amar essas coisas. Mas, no meu coração rio-me de teu amor. Mas não&lt;br /&gt;gostaria que visses meu riso. Gostaria de rir sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Meu Amigo, tu és bom e cauteloso e sábio. Tu és perfeito – e eu também, falo contigo sábia e cautelosamente. E, entretanto, sou louco. Porém mascaro minha loucura. Prefiro ser louco sozinho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Meu Amigo, tu não és meu Amigo, mas como te farei compreender? Meu caminho não é o teu caminho. Contudo juntos marchamos, de mãos&lt;br /&gt;dadas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;(Excertos de “O Louco”)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-6508695817295201291?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/6508695817295201291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=6508695817295201291&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/6508695817295201291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/6508695817295201291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/vamos-ver-at-onde-vai.html' title='Vamos ver até onde vai'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-3778534502732780290</id><published>2007-06-02T15:21:00.000-03:00</published><updated>2007-06-02T15:35:54.302-03:00</updated><title type='text'>Não. Você tá errad*. É puro charminho sim.</title><content type='html'>Recentemente alguem deixou um comentário aqui, na gazeta, no Post da fantasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse que descobriu que eu não era só um cara que fazia charminho. Pensava que eu era um "ladrão de corações carentes",  mas hoje vê o quanto eu sou "melhor" em quase tudo, enquanto el&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;*&lt;/span&gt; pensava que era só charminho.  Que descobriu que sou um homem menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou um homem menino, mas na mais básica das denotações. Eu sou um homem menino, infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você tava certa antes. Eu só não era um "ladrão de corações carentes". O coração carente sempre foi e ainda é o meu :b&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é puro charminho. Até a inteligência, que tem gente que vem dizer que eu tenho, eu só adquiri pra poder fazer charme. Posar de inteligente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Éééé, só pose mesmo. Eu não sou inteligente não! Só o que fiz foi descobrir como os Inteligentes agem, e passei a agir igual. Mas é puro charminho sim. Qualquer coisa que você encontrar nesse blog, no fotolog, no orkut, no msn, numa conversa comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É puro charminho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-3778534502732780290?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/3778534502732780290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=3778534502732780290&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3778534502732780290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/3778534502732780290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/06/no-voc-t-errad-puro-charminho-sim.html' title='Não. Você tá errad*. É puro charminho sim.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-9109723352394816439</id><published>2007-05-27T14:34:00.000-03:00</published><updated>2007-05-27T14:43:55.286-03:00</updated><title type='text'>Também sem título, ó.</title><content type='html'>E o que é o amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem nunca se perguntou isso? Só os ignorantes. Por que ignorance is bliss.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;merely miscast in a play. diz:e esse mal a gente nunca vai passar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;merely miscast in a play. diz:eu acredito em amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;merely miscast in a play. diz:mas só se nao for comigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;merely miscast in a play. diz:amor só existe pros outros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;merely miscast in a play. diz:principalmente, pras outras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;merely miscast in a play. diz:que dizem me amar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;merely miscast in a play. diz:enquanto eu acendo um cigarro e olho pros paralelepípedos na rua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;merely miscast in a play. diz:perguntando quantas pessoas ja pisaram neles&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;merely miscast in a play. diz:e perguntando também por que mesmo assim, eles nao perdem a imponencia?&lt;br /&gt;● micheli diz:é...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-9109723352394816439?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/9109723352394816439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=9109723352394816439&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/9109723352394816439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/9109723352394816439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/05/tambm-sem-ttulo.html' title='Também sem título, ó.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-2391683607611893427</id><published>2007-05-23T19:57:00.000-03:00</published><updated>2007-05-23T21:44:31.588-03:00</updated><title type='text'>Melancolia Imóveis</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#ff6666;"&gt;Sua sessão imobiliária na Gazeta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde morar em Recife?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;___________________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Puta merda, finalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarenta minutos após sentar na parada, o ônibus chega. Ela subiu, pagou, deu boa-tarde à cobradora, sentou, ligou o mp3-player (tocando Faith No More). Com uma perna no chão e a outra dobrada, em cima do assento, encostou a cabeça na janela (azar, não tinha cadeira com janela aberta), e começou a cantarolar baixinho.&lt;br /&gt;Mais vinte minutos de percurso, um engarrafamento na Agamenon. Cerca de uma hora e meia depois de sair de casa, desce no Cais de Santa Rita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi... Cheguei. Certo... Vem logo, que... Ah, tô te vendo.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;- E aí? Tudo bom? – dois beijinhos, e um abraço carinhoso, quase um afago nas costas e na nuca.&lt;br /&gt;- Tudo massa... Vamo? Já ta cheio de gente lá na Cultura.&lt;br /&gt;- Putz, foi mal... Engarrafamento triste na Agamenon.&lt;br /&gt;- É, eu peguei. Mas bora, bora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[show]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E agora, pra onde?&lt;br /&gt;- Hmmm, vem cá.&lt;br /&gt;- Ah, só...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[burburinho]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tipo...&lt;br /&gt;- É, to ligada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[beijosdelíngua]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[dezprastrêsdamanhã]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, tenho que ir. Daqui a dez minutos meu ônibus sai.&lt;br /&gt;- Putz, vamo, vamo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor lugar pra se morar em Recife é em Olinda. Ou outra cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-2391683607611893427?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/2391683607611893427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=2391683607611893427&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/2391683607611893427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/2391683607611893427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/05/melancolia-imveis.html' title='Melancolia Imóveis'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-8361886600187200743</id><published>2007-05-22T13:33:00.000-03:00</published><updated>2007-05-22T13:56:26.929-03:00</updated><title type='text'>Na minha época era The Smiths.</title><content type='html'>&lt;strong&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Outro dia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, uma amiga me falou que ia à Praça do Arsenal, ver Teatro Mágico. Eu perguntei "Poxa, que peça?". Ela riu, como se eu estivesse sendo irônico. De certa forma, eu até estava. Só não sabia que era uma banda.&lt;br /&gt;     Minha dificuldade se dá pelo simples fato de que no meu tempo, as bandas se chamavam ACDC. Led Zeppelin. The doors. Eram nomes de peso, pra marcar, e que obviamente eram nomes de conjuntos musicais. Mesmo quando não eram bandas de Rock N' Roll, também tinham nomes práticos e lógicos, e ainda eram criativos. Acho que realmente, quanto mais o tempo passa, mais difícil fica ter idéia que ninguem teve ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color:#666600;"&gt;Mombojó&lt;/span&gt; (Até dia desses era Mombojó Ragajá. Eu acompanhei,&lt;br /&gt;ARGH!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#339999;"&gt;Teatro Mágico&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;Mula Manca&lt;/span&gt; e a [insira adjetivo bucólico] Figura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;     Colé, pô. Até os Replicantes, típicos tiradores de onda, foram criativos sem perder a essência. O mesmo se dá com Comunidade Ninjitsu, e Júpiter Maçã. Raimundos foi o auge. Porra, uma banda composta de fãs de Ramones, tocando um semi-punk-rock escrachado, não poderia escolher outro nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;_______________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Ligou o carro e, por causa do calor recifense, deixou o ar-condicionado tirando o abafado. Enquanto isso, foi colocar a blusa de flanela (manga comprida). Não fez a barba. Os cabelos, em cachos, caíam pela orelha, enquanto a calça jeans e a alpercata de couro faziam o contraste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;- Mãe, tô indo. Se Silvana ligar, tô no show de Teatro Mágico já, esperando&lt;br /&gt;por ela.&lt;br /&gt;- Show de teatro?&lt;br /&gt;- É, é, é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;     Enquanto dirigia pela Agamenon Magalhães, viu uma porção de garotos, em seus 15, 16 anos, todos vestidos de preto ou um colorido intenso, bonés de lado, piercings nos lábios ou supercílios, all-stars e algibeiras, atravessando na direção da Conde da Boa Vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;- Aiai - disse pra si mesmo -, essas modinhas da adolescência...&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-8361886600187200743?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/8361886600187200743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=8361886600187200743&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/8361886600187200743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/8361886600187200743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/05/na-minha-poca-era-smiths.html' title='Na minha época era The Smiths.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-934518560295107055</id><published>2007-02-21T23:51:00.000-03:00</published><updated>2007-02-21T23:52:28.243-03:00</updated><title type='text'>Meu carnaval foi uma merda. E o teu?</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;em&gt;Olinda, fevereiro de 2107.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt; Foi o primeiro carnaval, depois da proibição de 30 anos antes; a festa havia sido excluida do calendário brasileiro depois da morte de dezoito policiais que tentaram apreender substâncias de alguns adolescentes, num dos pontos mais frequentados da cidade nessa época do ano. Mas claro, desde o golpe da direita - resultado em uma ditadura - que a juventude não acata a atuação militar de bom grado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Agora, com a concessão, adolescentes de ambos os sexos se amontoavam em blocos - como bem o eram chamados os grupos de "foliões" - e se beijavam. Beijavam-se com pessoas que nem sabiam os nomes. Abraçavam-se com outros jovens nunca dantes encontrados, e iam para lugares escuros - e escusos - ao segundo ou terceiro beijo. As famílias ficaram indignadas, é claro, mas ninguem foi a público reclamar. "Carnaval era assim mesmo", disseram os mais velhos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Olinda, dezembro de 2107.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; Proibido novamente o carnaval, depois do aumento de mais de 38% no crescimento vegetativo Pernambucano. O Conselho de Governo da cidade decide investir na limpeza das praias para estabelecer uma fonte de renda anual alternativa.&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-934518560295107055?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/934518560295107055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=934518560295107055&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/934518560295107055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/934518560295107055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2007/02/meu-carnaval-foi-uma-merda-e-o-teu.html' title='Meu carnaval foi uma merda. E o teu?'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-116549798139025772</id><published>2006-12-07T10:15:00.000-03:00</published><updated>2006-12-07T10:33:26.386-03:00</updated><title type='text'>Descobertas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3901/3501/1600/889823/cigarro.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3901/3501/320/722/cigarro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Me empresta tua &lt;em&gt;Istorme-Machin-Gã-Drim-Destróier&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;- Caralho, empresto nada! Comprei agora, vou brincar até enjoar!&lt;br /&gt;- Mas tu num tem também a &lt;em&gt;Bâle-Fáiar-Uóter-Pruf-Armor-Ofe-Godes&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;- É, mas usando as duas eu fico &lt;span style="font-family:verdana;color:#996633;"&gt;&lt;strong&gt;invencível!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Rogerinho era um menino egoísta. Havia três semanas, ele ganhou os dois brinquedos (réplicas de armas e coletes do &lt;span style="color:#999900;"&gt;exé&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;rcito&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;amer&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;icano&lt;/span&gt;) e não parava de usá-los. &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Os brinquedos não queriam ser de mais ninguém, só dele.&lt;/span&gt; Ora, pelo menos ele achava isso. E se eram deles, ele achava certo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Só que seu Malaquias, pai de Rogério, era muito rigoroso. Uma vez, quando preparavam-se para viajar, ele deu um ultimato ao guri:&lt;br /&gt;- Só leva um dos dois.&lt;br /&gt;- Oxe, painho, mas eles são de um conjunto!&lt;br /&gt;- Mas são duas tralhas da &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;porra&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, e eu não vou pagar excesso de bagagem. Ou um, ou outro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Rogerinho ficou &lt;span style="color:#999999;"&gt;preocupado&lt;/span&gt;. Não é que ele gostava dos dois com a mesma intensidade. Nem sabia se gostava mesmo. Era egoísmo puro. Os pais, os professores, os coleguinhas, a irmã. Todos sabiam que se tratava de puro sentimento de posse, e do orgulho que dava tê-los. Mais um do que o outro, claro (de que serve um colete sem uma metralhadora pra &lt;em&gt;fight-back&lt;/em&gt;?). Mas o que importava era o conjunto. Ele se sentia um verdadeiro Major Dutch, ou um Soldado Universal. Era isso que importava, ter os dois. Enquanto os coleguinhas tinham um, ou nenhum, ele tinha dois. E agora, teria que decidir. Viajar pra excursão da escola com os dois trambolhos era proibido pelo pai. Mas os coleguinhas iriam se perguntar "Ôxe, cadê o outro? Ele não tinha d&lt;span style="color:#cccccc;"&gt;d&lt;span style="color:#000000;"&gt;o&lt;/span&gt;o&lt;span style="color:#000000;"&gt;i&lt;/span&gt;i&lt;span style="color:#000000;"&gt;s&lt;/span&gt;s&lt;/span&gt;?", e ele não iria suportar os olhares inquisitivos, e até debochantes dos guris. Essa idade é &lt;em&gt;&lt;strong&gt;foda&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Rogerinho então teve uma idéia. Uma semana antes da viagem (ou seriam dois dias?), ele decidiu passar um dia com um, outro dia com o outro. Passou a segunda-feira &lt;span style="font-size:180%;color:#ff6666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;INTEIRA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; vestindo a Buller-Fire-Water-Proof-Armor-Of-Gods. Escreveu o que sentiu, o que pensou, as brincadeiras com os amigos, e foi dormir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na terça-feira, Rogerinho saiu desprotegido de sua super-armadura, porém, mais ofensivo, portava sua Storm-Machine-Gun-Dream-Destroyer. Quando miravam nele, ele se esquivava, tentava não levar as balas que o colete impedia de atingí-lo. Mas "&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;matou&lt;/span&gt;" todos os pivetes, pois dessa vez, ele tinha o poder. O poder da Dream-Destroyer, grande arma do filme lá. Aquele que ele assistiu. Na hora de dormir, escreveu novamente. Mas dessa vez, foi muita página, pô. O Caderno do pivete vai ter de ser &lt;strong&gt;trocado&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ficou claro pra Rogerinho, pro pai, pros colegas... Pra todos. Rogerinho preferia a arma. A arma causava maior &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;inveja&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; nos guris, não só de sua classe, e sim, de todo o colégio. Até os mais velhos, os da sexta série. Dizia na caixa que a arma destruía sonhos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O guri ficou chateado por não poder levar os dois, e causar mais inveja ainda. Até causaria reações divergentes, uns diriam "Porra, ele tem dois. Como pode? Eu só tenho um!" e outros diriam "Que filhinho de papai. Tem os dois.". Mas falariam dele. Fale mal, mas de mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Rogerinho chegou em seu quarto, a mala quase pronta. Só tinha o espaço pra mais um brinquedo. Ele olhou pros dois, e virando pra Metralhadora (réplica), disse:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-Você vai pra Rochalândia comigo! (Rochalândia era o lugar da excursão).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;A arma sorriu e pensou "Ele &lt;span style="font-family:courier new;font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;gosta&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; de &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;mim&lt;/span&gt;".&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-116549798139025772?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/116549798139025772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=116549798139025772&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/116549798139025772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/116549798139025772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2006/12/descobertas.html' title='Descobertas'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-116542465328606674</id><published>2006-12-06T13:57:00.000-03:00</published><updated>2006-12-06T14:04:13.296-03:00</updated><title type='text'>Serendipidade (ou escrito nas estrelas)</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3901/3501/1600/829280/fairy2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/3901/3501/320/850017/fairy2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Do you (still) believe in fairy tales?&lt;br /&gt;Let me die (standing) in my footsteps before i go down under the ground.&lt;br /&gt;It's friday, i'm.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-116542465328606674?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/116542465328606674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=116542465328606674&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/116542465328606674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/116542465328606674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2006/12/serendipidade-ou-escrito-nas-estrelas.html' title='Serendipidade (ou escrito nas estrelas)'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-116526073771430872</id><published>2006-12-04T16:25:00.000-03:00</published><updated>2006-12-04T21:51:06.006-03:00</updated><title type='text'>Fantasia parte 1</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Rivaldo Marinho acordou cedo naquele dia. Às seis da manhã ele já tinha tomado banho, e estava calçando o sapato preto sobre a meia também preta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Só vou trabalhar até as duas. - pensou Rivaldo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele foi em direção à cama, onde deitava Dona Penha. Deu um beijo na testa dela, e ela acordou. Foi no quarto, e acordou os meninos a grito.&lt;br /&gt;- Bora, desgraça, acorda! Tá na hora da escola!&lt;br /&gt;- Ah não, mainha, ainda tá cedo! Joguei bola até umas onze ontem!&lt;br /&gt;- Foi uma disgrama pra eu botar vocês de manhã. Bora, acorda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rivaldo chega no terminal às sete e meia. Dona Amara já está lá, com o copinho de café na mão, esperando seu Rivaldo sentada em frente ao ônibus.&lt;br /&gt;- Booora, fia. Simbora que eu quero rodar só até as duas hoje!&lt;br /&gt;- Sim, mas se atrasar a rota, a gente num pode fazer nada.&lt;br /&gt;- Eita que Roberval num fez direito ontem não, né? O mau-humor tá bom que só!&lt;br /&gt;- Mas se meta com a sua vida, sujeito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rivaldo dá a partida no Busscar da Borborema. São dez da manhã e o primeiro probleminha acontece. Engarrafamento na Caxangá.&lt;br /&gt;- Putaquepariu! Já tô perdendo uns quarenta minutos nessa brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às doze e quarenta, Rivaldo termina a penúltima viagem.&lt;br /&gt;- Porra. Me fodi. Só termino às três e meia. A mulher vai dar o caralho!&lt;br /&gt;- Calma, Nosso Senhor escreve certo por linhas tortas.&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;¹&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às catorze e trinta e cinco, Rivaldo chega na frente da UFPE, o Centro de Filosofia e Ciências Humanas.&lt;br /&gt;- Ainda bem que tem pouca gente hoje. Geralmente a essa hora tá cheio de bóizinho indo embora da faculdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Rivaldo olha pro lado, vê um&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;*&lt;/span&gt; garot&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;*&lt;/span&gt;de camisa verde esbarrar num&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;*&lt;/span&gt; garot&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;*&lt;/span&gt; de roupa folgada.&lt;br /&gt;- Desculpa! - diz &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;*&lt;/span&gt; menin&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;*&lt;/span&gt;. El&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;*&lt;/span&gt; tá com uma cara de quem bebeu.&lt;br /&gt;- Nada, relaxa. - diz &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;*&lt;/span&gt; menin&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;*&lt;/span&gt;, com um sorriso simpático. Isso só quem percebeu foi D. Amara, a cobradora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rivaldo e Dona Amara não sabem. Mas no dia seguinte, os mesmos se encontraram.&lt;br /&gt;E &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;*&lt;/span&gt; menin&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;*&lt;/span&gt; perguntou:&lt;br /&gt;- Ah, você é &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;*&lt;/span&gt; garot&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;*&lt;/span&gt; do ônibus, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;¹&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Nosso senhor é o caralho!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-116526073771430872?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/116526073771430872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=116526073771430872&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/116526073771430872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/116526073771430872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2006/12/fantasia-parte-1.html' title='Fantasia parte 1'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-116511040535660020</id><published>2006-12-02T22:42:00.000-03:00</published><updated>2006-12-02T22:49:59.446-03:00</updated><title type='text'>Fantasia</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;- Ah, você é &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;* &lt;/span&gt;garot&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;*&lt;/span&gt; do ônibus, né?&lt;br /&gt;- É, sou. E você é &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;*&lt;/span&gt; garot&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;*&lt;/span&gt; do feather na tela? Com trilha sonora de Alphaville ou Duran Duran, né?&lt;br /&gt;- Sou. E entrei na sua vida pra tornar as coisas mais engraçadas, mais fantásticas e mágicas.&lt;br /&gt;- E eu entrei na tua pra quê? Que papel tenho nisso, se não pra trazê-la abaixo?&lt;br /&gt;- Pois é. A gente dá, e vem cada coisa de troco...&lt;br /&gt;- Não, que é isso, pô? Eu não pretendia.&lt;br /&gt;- Nenhum de nós...&lt;br /&gt;- Não pensei nas consequências. Pensei sim. Pensei. Mas quis fantasiar mais um pou...&lt;br /&gt;- Vamos não? Vamos voltar à realidade.&lt;br /&gt;- É. Agora comecei a receber a punição.&lt;br /&gt;- É?&lt;br /&gt;- É.&lt;br /&gt;- Qual?&lt;br /&gt;- Saber que te machuquei.&lt;br /&gt;- Não me machuquei. (surge "mentira" na testa del&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;*&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;El* fantasiou e el&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;*&lt;/span&gt; aceitou. El&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;*&lt;/span&gt;s se enamoraram. Nasceu um grito na garganta d&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;*&lt;/span&gt;s d&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;**&lt;/span&gt;s, que quis sair. E não saiu. Foi reprimido. No futuro, ou dirão "ainda bem" ou "que merda que fiz" por causa dessa repressão. Mas o conceito de futuro é relativo. Não, não é relativo. É aleatório. O nome disso é Fenomenalismo. É, mais adequado, pois...&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Foi uma fantasia fenomenal. É quando o &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff6666;"&gt;despertador&lt;/span&gt; toca&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-116511040535660020?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/116511040535660020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=116511040535660020&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/116511040535660020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/116511040535660020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2006/12/fantasia.html' title='Fantasia'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-116255832365041499</id><published>2006-11-03T09:45:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T10:52:59.426-03:00</updated><title type='text'>(sem título) ou Como assim?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;-&lt;strong&gt;Mas&lt;/strong&gt;...como assim? A gente nem se conhece!&lt;br /&gt;-Pra que você tem que ir?&lt;br /&gt;-Ora...Não te diz respeito!&lt;br /&gt;-Não pode...&lt;br /&gt;-De novo, a gente nem se conhece!&lt;br /&gt;-...&lt;br /&gt;-Nós...&lt;br /&gt;-Xô falar: VOCÊ não me conhece, mas eu te conheço faz tempo. Te acho linda, mais um monte de coisa que não vou dizer agora pra não parecer elogio barato. Eu desenvolvi uma relação contigo, mesmo que de mão-única. Mas desenvolvi! Agora, se você for, vai estar me deixando!&lt;br /&gt;-Mas eu nunca quis...&lt;br /&gt;-E tu acha que eu quis? Isso não se quer.&lt;br /&gt;-...&lt;br /&gt;-Tem mais: se for agora, vai estar jogando fora os passeios que não demos em volta da lagoa, os banhos de chuva que não tomamos, os dvds com doritos e coca-cola que não vimos, os almoços perto do parque, comida chinesa e japonesa! Juntos!&lt;br /&gt;-Você pensou nisso tudo?&lt;br /&gt;-Agora gosto mais ainda, pois parece que você não sabe o que é amar. Eu ensino!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ficou? Se sim, a outra ensinou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-116255832365041499?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/116255832365041499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=116255832365041499&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/116255832365041499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/116255832365041499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2006/11/sem-ttulo-ou-como-assim.html' title='(sem título) ou Como assim?'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-116181748066731137</id><published>2006-10-25T19:58:00.000-03:00</published><updated>2006-10-25T20:04:40.680-03:00</updated><title type='text'>E o amanhecer nunca me encontrará onde o anoitecer me deixou.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff9900;"&gt;&lt;strong&gt;"Não fez sentido ter deixado a cama naquele dia;os velhos e maus dias, vieram e&lt;br /&gt;se foram, deixandoo espaço aberto para anos mais frutíferos"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="left"&gt;Não, pô. Eu não vou sair daqui. Vou dormir nas ruas dessa cidade por mais uns&lt;br /&gt;dez anos, e ver até quando as ruas vão me aguentar.&lt;br /&gt;Hã? Como assim? Tristeza&lt;br /&gt;e felicidade: não importa qual das duas, contanto que seja intenso.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E ele colocou os fones no ouvido, e pegou o metrô. "Tu dá uma bolinha, véi?", perguntou o vendedor de pipoca. "Rapaz, eu fumo, mas pouco...não curto muito ficar com sono, saca?" O garoto lhe entrega uma pipoca, e diz "na paz, bróder". Sai do trem na quinta estação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Manhã quente, essa. Vou pra aula não, vou pra rodoviária, comer um big bob e fumar um cigarro. E terminei indo pra cidade. Eu gosto da cidade. Estudei dez anos por aqui. E matei muita aula conhecendo os becos sujos. Rá, me sinto o próprio Holden Caufield. Ou o Ronald Müller. Whatever.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Whatever...muito eu isso. Ih, bicho, a Rua do Hospício. Naaaah, hoje não. Hoje é dia de Beco da Fome. Só nostalgia, rarrá! Vou comprar cigarro, e chego já aí. É, me espera. Sentei, e pedi uma cerveja. Dois copos, né? É. Que massa que tu me chamou! Eu tava solapando pelos cantos do centro, lembrando... Ah, sim, sim. Fala. Como foi? Ahahaha! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(escutando)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ah, pô, sim...Aí eu indo pra aula, liguei o diskman e pensei em faltar aula...Ah, falou, falou, depois a gente conversa. Relaxa, pô, amigo é pra isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(sozinho, no beco da fome)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É foda mesmo...Mas relaxa. Sim, pode trazer outra! É, Vera...vou ficar até tardão. Não, não tem muito o que fazer não...Não, relaxe, tá bom. Toma aqui, adiantado. Hmm? É, sou...Mas não tô lembrando... Ahhh, diz, menina! Tudo bom? Rerrêrrê... Senta aí, pô. Não, não. Ele já foi. Era um amigo meu que... Sério? Que massa. Sim, esse meu amigo... Ah, sei... Poxa, mas relaxa, pô. É, eu sei que não dá. Mas calma, ele vai te ligar. Ele...Como é o nome dele? Sim, sei. Certo, calma. Ele vai ligar, calma. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(escutando)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;HAHAHAHA! Que bom que tu tá melhor, pô. Normal. Que nada, pô, podemos nos tornar grandes amigos sim! É! Tá bom, beijão! Prazer, viu? Falou. Vera! Traz outra! Não, pô, que nada... Eles não precisam de auto-ajuda, só de amigo. Qué isso! Hehehe. É, Skol. Que horas...? Caralho, já? Falou, falou. Tchau, Vera!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Puta merda, Pátio de São Pedro? Tá, eu vou. Me encontra lá no Sargento. E aí, meu irmão! Porra, de novo? Relaxa, vocês voltam. Voltam, doido. É Sério! Não, não. Bora. Skol, amigão. Isso. É. Tá bom, vai lá, ela tá só te esperando! Relaxa, eu fico aqui (meu deus, é só o que eu quero, curtir a nostalgia sozinho!) é, po, vai, vai! Aêê! Falou, depois tu me fala na internet.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Conectando ao velox...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conexão cancelada pelo usuário.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sem MSN hoje. Vou escrever pro blog, depois conecto, publico, e vou dormir. Pegar metrô amanhã de manhã vai ser FODA!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-116181748066731137?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/116181748066731137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=116181748066731137&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/116181748066731137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/116181748066731137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2006/10/e-o-amanhecer-nunca-me-encontrar-onde.html' title='E o amanhecer nunca me encontrará onde o anoitecer me deixou.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-116053461117023752</id><published>2006-10-10T23:39:00.000-03:00</published><updated>2006-10-10T23:43:31.183-03:00</updated><title type='text'>Esclarecendo...</title><content type='html'>&lt;p&gt;Eu ali, querendo te falar "E quem disse que eu não me apaixonei?".&lt;br /&gt;Mas achei que nao cabia.&lt;br /&gt;Pois a conversa ia subir, &lt;span style="font-size:130%;"&gt;subir&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-size:180%;"&gt;subir&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;E eu ia ter que falar dos meus sentimentos.&lt;br /&gt;Coisa que eu não faço há muito tempo;&lt;br /&gt;nem comigo mesmo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;E a conversa ia subir, &lt;span style="font-size:130%;"&gt;subir&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-size:180%;"&gt;subir&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;E eu ia ter que falar o que realmente aconteceu.&lt;br /&gt;Coisa que você ainda não tá preparada pra saber;&lt;br /&gt;nem eu mesmo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;E a conversa ia subir, &lt;span style="font-size:130%;"&gt;subir&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-size:180%;"&gt;subir&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;Mas achei desenecessário, no momento.&lt;br /&gt;Pois você ia ficar com raiva das revelações.&lt;br /&gt;E ficaria chateada.&lt;br /&gt;Coisa que eu não quero que você fique;&lt;br /&gt;nem comigo mesmo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;E a conversa ia subir, &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;subir&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;subir&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;...&lt;br /&gt;E você ia me compreender direitinho.&lt;br /&gt;Coisa que eu não quero que aconteça;&lt;br /&gt;"&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#999999;"&gt;...pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;"&lt;br /&gt;e é impossível ficar melhor de como tá agora.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;{c&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-116053461117023752?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/116053461117023752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=116053461117023752&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/116053461117023752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/116053461117023752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2006/10/esclarecendo.html' title='Esclarecendo...'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-115998968705881509</id><published>2006-10-04T16:17:00.000-03:00</published><updated>2006-10-04T16:36:58.630-03:00</updated><title type='text'>Olhos de quem segura o mundo nas costas.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;G&lt;span style="font-size:78%;"&gt;RANDE ENGANO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, sem encanto, &lt;span style="color:#666666;"&gt;misterioso&lt;/span&gt;, mas aos &lt;span style="color:#999999;"&gt;prantos&lt;/span&gt;; não ouso perguntar o que te acomete, garoto. Não que você não vai gostar, mas o mundo perde a flor quando esta desabrocha. Não, deixa assim, deixa ficar assim, tua coxa me segura mais um pouco, me segura pelos olhos, enquanto o ronronar na tua voz me segura pelas orelhas. É, ronronar, tipo de gato. Mas só aparece quando tu fala, numa rouquidão sexy que deixa tudo com desfoque assim de eco. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Grande encanto, não me engana, eu noto que tás triste. Mas não, não vou perguntar, cara. Deixa tu assim, olhando pro copo e pensando, que tu fica lindo assim. É, lindo, ora, pensando no que quer que estejas pensando. Não me engana, não, melhor tu ficar calado. Ai, grande encanto, por que tu não me fala...? Não, não fala não. Deixa eu ficar olhando de longe pra descobrir. Não, nem descobrir eu quero, tu fica lindo quando eu não te entendo, e o mundo perde a flor quando esta desabrocha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Grande encanto! Teus olhos, homem! Teus olhos tão vazios, tão esguios, tão másculos; mas vazios. Fica parecendo que tu tem o peso do mundo nas tuas costas, porra. Fica mais sedutor ainda, passa experiência e dor. Provavelmente é uma besteirinha, mas pra você tá sendo o fim do mundo! Meu deus, como isso excita! E conquista! Meu coração, encanto, meu coração. Teus olhos tão fitando o copo, cara, e eu tô aqui falando com minhas amigas - Ei Baixinho, traz mais uma que a dele esquentou - e te olhando, você nem notando que eu tô te olhando. Encanto, eu falo pra elas e olho pra ti.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Grande mistério, eu nunca vou querer te conhecer a fundo, quero ir te conhecendo aos poucos, e nunca chegar ao fim, pois o mundo perde a flor quando esta desabrocha.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Que porra tu tem, heim?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Hmm... Reprovei em Legislação e Ética, &lt;span style="color:#ff6666;"&gt;Mô&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;color:#999999;"&gt;&lt;strong&gt; Texto escrito em 10/06/2005, e republicado hoje na Gazeta. Qualquer semelhança...é igual pra caralho.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-115998968705881509?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/115998968705881509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=115998968705881509&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/115998968705881509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/115998968705881509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2006/10/olhos-de-quem-segura-o-mundo-nas.html' title='Olhos de quem segura o mundo nas costas.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-115980931415287749</id><published>2006-10-02T14:09:00.000-03:00</published><updated>2006-10-02T14:15:14.180-03:00</updated><title type='text'>Sílabas Alcoólicas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc9933;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;E daí que eram eleições?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;font-size:130%;color:#ff6600;"&gt;&lt;strong&gt;Ninguém tava vendo a contagem de votos,&lt;br /&gt;tava?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Domingo, primeiro de outubro de 2006. Eleições no Brasil. A contagem de votos passando no telão do marco zero, e um molho de gente de vermelho, azul e amarelo. Um saco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é interessante ver o Recife Antigo cheio, mesmo que tenha esse significado ridículo.&lt;br /&gt;Recife não tem mais aquele furor da juventude. A juventude não é mais recifense, sei lá. Tem emo sentado no salão de festa do prédio dos amigos, tem cult bebendo do lado de casa, tem rotulador escrevendo em blog; tá um saco. &lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/3901/3501/1600/lula2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/3901/3501/200/lula2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitemos então um domingo de eleições! Cachaça pra caralho, cerveja no isoporzinho no meio do marco zero, Dj Eras no comitê de um partido; temos muito o que fazer num domingo de eleições... Menos olhar a porcaria do telão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai haver segundo turno, mais uma noite no marco zero.&lt;strong&gt; Leve as crianças!&lt;/strong&gt; Não, as crianças não, tem muita droga lá; &lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;leve as irmãs!&lt;/span&gt; Pois sinceramente? Ninguém vai olhar o telão, de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentira, pô, teve gente olhando, mas era gente lesa. Cachaça e cerveja valia mais. Votar em gente vendida já é um saco, ficar torcendo olhando pro telão é pior. Melhor que isso é beber sílaba e ficar conversando potoca, dizendo que vão ser quatro anos horríveis, et caetera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-lhe, Regina Duarte. Agora, até eu tenho medo do Lula. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-115980931415287749?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/115980931415287749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=115980931415287749&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/115980931415287749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/115980931415287749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2006/10/slabas-alcolicas.html' title='Sílabas Alcoólicas'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-115833543892000796</id><published>2006-09-15T12:32:00.000-03:00</published><updated>2006-09-22T21:30:20.976-03:00</updated><title type='text'>Da imagem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mas por que, essa fixação pela imagem? Qual o problema em imaginar? Interpretar, obviamente com os detalhes e descrições adequados?&lt;br /&gt;É um comportamento com registros antiqüíssimos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem vem da união do latim "Imago", que significa "visualização gerada pelo ser humano", com o marciano "em" que significa "aquilo que é superficial pra caralho", denunciando assim a sua real essência: ganha quem agradar um maior número.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é gordo, quer emagrecer; quem é magro, ficar forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Putz, tu viu fulano?&lt;br /&gt;-Vi não...percebi! Tá muito magro, pô! Não dá pra ver.&lt;br /&gt;-É, era melhor gordinho.&lt;br /&gt;-Mas eu pego mesmo assim!&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;¹&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-Safadinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Putz, tu viu fulano?&lt;br /&gt;-Claro! E tem como não ver? O bicho tá grande pra porra.&lt;br /&gt;-É...ele tinha emagrecido.&lt;br /&gt;-Pego do mesmo jeito!&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;¹&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-Safadinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá pra dizer a exata data em que essa fixação na imagem surgiu, mas sabe-se que no Egito Antigo, já representava muito. Um corpo gordo indicava que o indivíduo era de família rica, e tinha bastante comida. Despertava os interesses das mulheres, como no caso do amor entre Ank-Su-Na-Mum e Joço Ares. Caralho, por que não é assim hoje em dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;¹&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Esses comentários são raros entre as mulheres, mas a gazeta também trata de ficção!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-115833543892000796?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/115833543892000796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=115833543892000796&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/115833543892000796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/115833543892000796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2006/09/da-imagem.html' title='Da imagem'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-115816887816790177</id><published>2006-09-13T14:04:00.000-03:00</published><updated>2006-09-13T14:44:03.643-03:00</updated><title type='text'>Em guarda.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;color:#666666;"&gt;Por Dimitri Miroma&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc9933;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#cc9933;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt;&lt;strong&gt;"Pois pegue esse seu amor, guarde numa&lt;br /&gt;caixinha, e soque no fundo de seu cu." &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;~&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc9933;"&gt; &lt;span style="color:#996633;"&gt;G&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#996633;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;N&lt;span style="font-size:78%;"&gt;ÃO É FÁCIL&lt;/span&gt; entender o que se passa pela cabeça de alguém apaixonado, disso todo mundo sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriana e Priscila se conheceram em Veneza, em 1&lt;strong&gt;&lt;em&gt;99&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;3. Adriana usava um robe &lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;strong&gt;azul&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, de um material que parecia seda, mas não era. Não que ela não tivesse dinheiro, tinha sim - estava em Veneza só pra curtir; mas ela não gostava de gastar com besteiras. O material do robe era confortável e agradabilíssimo. Ela estava no corredor do hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Priscila voltava da sauna, em seu roupão. Também &lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;strong&gt;azul&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Uma beleza.Priscila tinha errado de andar. "Santo destino" pensariam elas. De qualquer forma, elas se gostaram.&lt;br /&gt;O problema maior era a incompatibilidade, obstáculo comum a casais. Uma tinha uma mania de se dedicar a prioridades que não condiziam com sua realidade emocional. Outra tinha mania de se realizar emocionalmente com prioridades que não condiziam com a primeira. Era chato pra caralho, e machucava uma e não outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriana começou a se encaralhar com a dedicação profunda de Priscila aos esportes. Entenda, não era como se ela não se interessasse por sua garota, mas esse caralho a deixava cansada. Ela praticava bastante. E quando chegava em casa, ainda se esforçava pra ser atenciosa com Adriana. Se esforçava pra caralho, mesmo. Mas vamos e venhamos: é humano querer se divertir, e relaxar com coisas que a gente gosta, depois de um dia de treinamento intenso. E é mais humano ainda querer fazer isso com a pessoa que se gosta, sob a premissa "o que importa é estarmos juntas; fazendo o que eu gosto, mas eu tenho o direito pois me canso mais".&lt;br /&gt;Ela compreendia, mas foi enchendo o saco com caralho e tudo. E Pri percebia isso, mas não sabia o que era.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi um seique, seique, sei que acabou. E agora Pri tá triste. E Adriana? Gostando de homem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-115816887816790177?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/115816887816790177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=115816887816790177&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/115816887816790177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/115816887816790177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2006/09/em-guarda.html' title='Em guarda.'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-115474889911796127</id><published>2006-08-05T00:12:00.000-03:00</published><updated>2006-08-05T01:10:13.680-03:00</updated><title type='text'>Extra! Gazeta da Melancolia volta ao ar!</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A Gazeta da Melancolia está de volta&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Por Dimitri Miroma&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sete&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;anos se passaram desde que o primeiro tópico da Gazeta ia ao ar. A rede nunca mais seria a mesma, depois dos deprimentes depoimentos de um adolescente ocuparem o espaço dos games, fotologs e blogs. Em quatro anos de manutenção do diário, paixões surgiram e morreram, dificuldades financeiras foram relatadas, problemas com drogas e relacionamento com a família, descritos. A vida de um tímido garoto, que assinava com o pseudônimo de &lt;em&gt;Pietro Dumas&lt;/em&gt;, era exposta para o mundo, e com isso, afirmava, satisfazia sua necessidade de interação. Era o garoto mais sociável do mundo, pois vários o conheciam. A Gazeta chegou a receber, então, mais de 100 visitas por dia. Nenhum recorde, principalmente naquele ano de 2002, época em que os blogs e fotologs estouravam na World Wide Web. Mas eram seus dias de glória. Seus quinze minutos de fama. Quinze minutos, ou mais, dependendo do tamanho do &lt;em&gt;post. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Pietro se regojizava com o reconhecimento, com o interesse da sociedade. Mas tudo mudou. Pietro começou a crescer. Meados de 2003, a Gazeta já não recebia de seu &lt;em&gt;editor &lt;/em&gt;a atenção necessária para se manter intrigante. A Gazeta deixava de ser um refúgio para as pessoas que, sentindo-se sós, inferiores, tristes, procuravam as vidas de outrem, vidas que eram piores que as suas. E, sim, era isso que mais se encontrava lá. Você, leitor, provavelmente encontraria uma vida pior que a sua.&lt;br /&gt;Pietro passou então a postar semanalmente à Gazeta. A freqüência de visitantes diminuía dia após dia. Foi quando ele, em uma espécie de último suspiro, mudou a descrição do periódico:&lt;br /&gt;Ao invés de se manter "A Gazeta da Melancolia: A tribuna do povo subterrâneo", tornou-se "A Gazeta da Melancolia - Com o propósito de avaliar as alegrias da vida sob uma perspectiva triste".&lt;br /&gt;Foi um sucesso. O diário recuperou boa parte de seus antigos freqüentadores, e mais alguns novos também. Mas durou pouco. No final do ano, A Gazeta fechava suas portas(?), por falta de dedicação.&lt;br /&gt;Agora, em 2006, com uma nova administração, chega o momento de reabrir suas portas. Desta vez, não mais um garoto, e sim, com um homem escrevendo. Um homem com as mesmas características daquele adolescente: Tímido, atormentado, carente, e com a urgente necessidade de estabelecer uma relação social, mesmo que ativa X passiva, redator X leitor. Dimitri Miroma veio pra ficar, e organizar novamente o periódico de maior sucesso do povo subterrâneo. Ah, e a descrição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#666666;"&gt;A Gazeta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#666666;"&gt;da Melancolia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Observando os males que afligem a&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;humanidade sob a perspectiva de uma pessoa feliz.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;E que desta vez, dure mais. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#c0c0c0;"&gt;Observação: Dimitri Miroma É sim Pietro Dumas.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-115474889911796127?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/115474889911796127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=115474889911796127&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/115474889911796127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/115474889911796127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2006/08/extra-gazeta-da-melancolia-volta-ao-ar.html' title='Extra! Gazeta da Melancolia volta ao ar!'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-115472161640420081</id><published>2006-08-04T16:58:00.000-03:00</published><updated>2006-08-04T17:00:16.413-03:00</updated><title type='text'>Gazeta</title><content type='html'>gazeta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="left"&gt;do It. gazzetta, moeda de cobre com que se comprava o jornal&lt;br /&gt;s. f., &lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;publicação periódica, noticiosa, política, literária, artística ou&lt;br /&gt;doutrinária;&lt;br /&gt;gazeio;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-115472161640420081?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/115472161640420081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=115472161640420081&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/115472161640420081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/115472161640420081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2006/08/gazeta.html' title='Gazeta'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-115471515136265119</id><published>2006-08-04T15:10:00.000-03:00</published><updated>2006-08-04T15:15:36.833-03:00</updated><title type='text'>Da Culpa</title><content type='html'>- &lt;strong&gt;F&lt;span style="font-size:78%;"&gt;ALA-NOS&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;do Chiclete Adams.&lt;br /&gt;- Ó, humanidade, querida humanidade, vós sabeis que eu não falarei de assuntos tão inferiores e mundanos.&lt;br /&gt;- Certo. Fala-nos da culpa.&lt;br /&gt;- Beleza! A culpa...hmmm...&lt;br /&gt;- Se quiser...&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Culpa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é a responsabilidade dada à pessoa por um ato que provocou prejuízo material, moral ou espiritual a si mesma ou a outrem. Não se atribui a culpa a quem não provocou prejuízo material, moral ou espiritual a si mesmo ou a...&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;- Culpa é o que vocês sentem quando me irritam!&lt;br /&gt;- ...&lt;br /&gt;E Uma mulher que carregava o filho nos braços disse: "Fala-nos dos filhos." E ele falou:&lt;br /&gt;- Vossos filhos não são vossos filhos.&lt;br /&gt;E o resto vocês conhecem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-115471515136265119?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/115471515136265119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=115471515136265119&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/115471515136265119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/115471515136265119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2006/08/da-culpa.html' title='Da Culpa'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-115470143353304677</id><published>2006-08-04T11:11:00.000-03:00</published><updated>2006-08-04T11:29:39.980-03:00</updated><title type='text'>Do Batismo de Sabedoria</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:130%;"&gt;- &lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;F&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ALE-NOS&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; da cura.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Hmmmf...Caham.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Ok. Fale-nos do...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Do &lt;em&gt;Batismo de Sabedoria&lt;/em&gt;? Ora, não tem algum assunto, dúvida, interesse mais difícil ou complexo para que eu discorra?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Tenho sim, ora, então fa...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- O &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;BATISMO de Sabedoria!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; A humanidade é a única espécie que devolui enquanto evolui. No tocante a religião (não, não entrar-nesses detalhes-lo-ei!), e espiritualidade, sois os que melhor se encarregam de divulgar, publicizar e impor vossas medidas, vossas vontades. Se crê em algo, ai de quem não crê-lo.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;em&gt;Batismo de Sabedoria&lt;/em&gt; foi quase destruído, mais ou menos pela mesma razão, só que envolvia também o &lt;em&gt;bezerro de ouro&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os tesouros e as desgraças da vida, as maldições da humanidade e a soberba/avareza, sempre caminharam lado a lado&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;¹&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. Na espiritualidade, os fariseus foram apontados por Jesus como os perdidos, sem salvação. Clientes do demo. Em outras religiões, outros setores também eram afastados do caminho. Na filosofia e na sociologia, a soberba sempre representou "o inimigo". O opressor. Mas nunca houve tamanha conexão, como houve no caso do &lt;em&gt;Batismo de Sabedoria&lt;/em&gt;. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O &lt;em&gt;Bezerro de Ouro&lt;/em&gt;. A espiritualidade. Pecado. O diabo "cristão". Personagens principais, em volta do protagonista &lt;em&gt;Baphomet&lt;/em&gt;. Bafomé, pra nordestinizar! Eleito divindade pelos supostos &lt;em&gt;Cavaleiros Templários&lt;/em&gt; (a.k.a. &lt;em&gt;bandifidaputa&lt;/em&gt;), que eram uma espécie de protótipo de Banqueiros, que especulavam não com o dinheiro público, e sim com segredos e documentos da nobreza e do clero da época, o Bafomé era representado pelo velho corpo de homem com cabeça de bode. Foi então que uns de vós, ó, humanidade, uns outros de vós rebelaram-se contra este poder. Cansados de serem dominados pelos Cavaleiros Templários, eles resolveram mudar o jogo. Convocaram então uma caça às bruxas. Aos templários. Tanto faz. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Phillipe Le Beau&lt;/em&gt; e o Papa &lt;em&gt;Clement V&lt;/em&gt; ordenaram a prisão, tortura e queima na fogueira de todos os cavaleiros, dando origem também à famosa festa de &lt;em&gt;Saint Johann&lt;/em&gt;, por causa da roupa rasgada dos Pobres Cavaleiros Templários, e um de seus líderes, &lt;em&gt;Johann Antoine Peters&lt;/em&gt;, que "pulou a fogueira" e virou milho assado.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bafomé foi então endemoneizado, e se tornou (mais) uma das figuras que representavam o cão. Ou Cão. Cão, com maiúscula. Com minúscula, vira cachorro. Ah! O cão também se tornou (mais) uma das figuras que representavam o peste. Peste? Ah! Ciclose. Dinheiro. Corrupção. Maldade. Cachorros, pestes e bodes. Tudo isso...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Por que CARALHOS tu começou falando dum tal de batismo de sabedoria -&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- &lt;em&gt;Batismo de Sabedoria&lt;/em&gt;. Com maiúsculas, e em itálico -&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Tanto faz. Por que tu começou falando dele, e terminou falando no diabo, ó Mestre?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Baphomet remete às palavras gregas Baph e Metis, que juntas se tornam "Batismo de sab...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Pfff...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Ora.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Foda-se. Fale-nos da cura.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Hmmmf...&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;¹&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Nota do Autor - Há sete substantivos, mas são apenas dois companheiros: tesouro e maldição; o número sete não aparece gratuitamente, é pra aludir aos sete pecados capitais.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-115470143353304677?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/115470143353304677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=115470143353304677&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/115470143353304677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/115470143353304677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2006/08/do-batismo-de-sabedoria.html' title='Do Batismo de Sabedoria'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-115465470173567847</id><published>2006-08-03T22:20:00.000-03:00</published><updated>2006-08-03T23:11:05.736-03:00</updated><title type='text'>Do Profeta</title><content type='html'>&lt;strong&gt;- F&lt;span style="font-size:78%;"&gt;ALE-NOS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; da saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- A &lt;span style="font-size:78%;"&gt;SAUDADE&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, apesar do folclore, não é nome de freira.&lt;br /&gt;A saudade é uma criação - ou melhor, uma intervenção humana. Desenvolvida para designar a sensação que nos acomete ao desejarmos a presença de outrem - não, quando se fala de muito tempo sem contato, chama-se nostalgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saudade não nos traz benefícios, salvo quando a matamos (Isso dá pegadinha do tipo "o que é, o que é?).Pouco importa o tempo que se passou ausente, a distância que implicava nesse tempo. São a metade maligna da saudade. A parte realmente interessante é quando se destrói essa barreira, quando desenvolve-se a aproximação, quando o tempo passa. É. A saudade morre quando o tempo passa e a distância torna-se infinitamente constante de forma negativa: quanto mais perto, menos saudade. A saudade é um conceito histórico-geográfico. Espaço-temporal. A&lt;br /&gt;saudade é instrumento de medida Einsteniano, e foi totalmente decomposta e explicada com a teoria da relatividade: Não se pode viajar pra trás no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou até pode, mas não se muda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Entendi &lt;strong&gt;PORRA&lt;/strong&gt; nenhuma desta última parte. Mas fale-nos da indecisão.&lt;br /&gt;- Hnnm?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-115465470173567847?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/115465470173567847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=115465470173567847&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/115465470173567847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/115465470173567847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2006/08/do-profeta.html' title='Do Profeta'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-32095992.post-115456822534303356</id><published>2006-08-02T22:15:00.000-03:00</published><updated>2007-06-24T23:21:58.429-03:00</updated><title type='text'>Sorrindo com a boca do oceano</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/Rn8mtbgV1aI/AAAAAAAAAAk/lB4sIzpXVN0/s1600-h/dimitri.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/Rn8mtbgV1aI/AAAAAAAAAAk/lB4sIzpXVN0/s320/dimitri.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079821466616583586" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;"...E eu aceno pra você com os braços da montanha. Dê-me o mesmo, e então&lt;br /&gt;estarei mais perto.  Não deixarei mais você gritar. Está em minha&lt;br /&gt;cabeça.&lt;br /&gt;Vou te pegar do chão. Vou deixar você empatar o placar. Está em&lt;br /&gt;minha cabeça.&lt;br /&gt;Darei tudo a você, e então...estarei mais perto."&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A G&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;AZETA DA MELANCOLIA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; volta. Não, não é mais um diário de pessoa triste. Não, é um periódico que trata principalmente dos males que afligem a sociedade, sob a ótica de uma pessoa feliz. Para entender melhor, as frases mais indicadas são:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ignorance is Bliss (&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;A Ignorância é uma Bênção&lt;/span&gt;)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nada diz mais sobre uma pessoa do que o que a faz sorrir. (&lt;span style="color: rgb(153, 153, 153);"&gt;Inversamente proporcional, claro&lt;/span&gt;).&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/32095992-115456822534303356?l=gazetadamelancolia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/feeds/115456822534303356/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=32095992&amp;postID=115456822534303356&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/115456822534303356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/32095992/posts/default/115456822534303356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://gazetadamelancolia.blogspot.com/2006/08/sorrindo-com-boca-do-oceano.html' title='Sorrindo com a boca do oceano'/><author><name>dimitri</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14721784704022211833</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/R3RSxbXxk7I/AAAAAAAAACY/cI6zoTZ509M/S220/dimmzi.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_nQfCiuFKQrA/Rn8mtbgV1aI/AAAAAAAAAAk/lB4sIzpXVN0/s72-c/dimitri.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
